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Imagem: Fiems

‘Indústria Sem Fronteiras’ visa dar mais oportunidades aos empresários do Estado

Fiems, Governo do Estado e Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai assinaram, na manhã desta terça-feira (21/03), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), um protocolo de intenções para cooperação técnica, tributária, logística e de apoio institucional entre Mato Grosso do Sul e o país vizinho. A formalização foi o ponto alto do lançamento do projeto Indústria Sem Fronteiras, que busca atrair empreendimentos e investimentos de todo o Brasil para as cidades fronteiriças.

“O Paraguai têm despontado como como uma porta para grandes oportunidades, com uma série de benefícios fiscais e tributários. Enquanto o Brasil reúne uma gama de 35 impostos, o país vizinho tem apenas um. Precisamos considerar que a produção nacional vem sendo sufocada: ou fechamos as portas ou buscamos novas oportunidades. E a oportunidade mais palpável e viável, hoje, é a instalação no Paraguai, com observância aos critérios do programa Fomentar Fronteiras, do Governo do Estado, e da Lei de Maquila, do governo paraguaio”, detalhou o presidente da Fiems, Sérgio Longen.

Segundo Longen, o projeto Indústria Sem Fronteiras reúne informações a respeito da implantação de empresas de capital brasileiro nos municípios paraguaios. “Pelo menos 120 indústrias de vários Estados procuram suas respectivas Federações todos os meses em busca dessas informações. A Fiems fez um compilado e vai responder as dúvidas recorrentes dos empresários, promovendo assim a industrialização das cidades fronteiriças” esclareceu, citando o hot site do projeto: www.industriasemfronteiras.com.br.

O ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Gustavo Leite, reforçou a ideia de que o país vizinho é um ambiente de negócios propício para investimentos, com retorno financeiro garantido. “Temos quatro importantes eixos responsáveis pela alta competitividade do país: energia com bom preço, impostos baixos, regime laboral que permite acordos amigáveis e alto grau de produtividade da mão de obra. O Paraguai quer ser o melhor sócio do Brasil, e acredito que o mês de março de 2017 entrará para os registros históricos como o início da verdadeira integração entre Paraguai e Brasil”, disse.

O secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, ratificou o posicionamento favorável do Governo em relação ao Paraguai. “Ficamos muito tempo voltados para o Oceano Atlântico, para o Sudeste do Brasil, e demoramos demais para olhar para o lado oposto, tão mais próximo de nós. A pior crise econômica que o país já enfrentou nos trouxe onde estamos hoje, discutindo alternativas altamente viáveis para a retomada do crescimento. Vivemos tempos de economia globalizada, em que o crescimento não tem fronteiras, e em que se faz necessário esclarecer que empresas instaladas em municípios fronteiriços trazem benefícios para ambos os países”, disse.

Os governadores dos departamentos paraguaios de Amambay, Pedro Gonzáles Ramirez, e de Alto Paraná, Justo Zacarías Irún, aproveitaram a oportunidade para ressaltar que fronteiras devem unir, e não dividir esforços. “O departamento de Alto Paraná já atraiu uma quantidade interessante de empresas brasileiras. Agora, com o projeto da Fiems, a integração das cadeias produtivas fluirá com ainda mais facilidade e nos tornaremos uma força única, para produzir ainda mais e sermos ainda mais competitivos perante o mundo”, pontuou Justo Zacarías,

O presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Turismo da Assembleia Legislativa da Mato Grosso do Sul, deputado estadual Paulo Corrêa, destacou as muitas oportunidades oferecidas pelo país vizinho, que alcança a marca de crescimento de dois dígitos por ano. “Nossas semelhanças vão além da cultura, da culinária. Também somos bons empreendedores e eu garanto que empreenderei todos os esforços possíveis na ALMS para que tenhamos sucesso com o projeto”, afirmou.

O objetivo do Indústria Sem Fronteiras é fornecer informações ao empresário sobre as vantagens competitivas de implantar um empreendimento na região de fronteira, por meio dos mecanismos do Programa Fomentar Fronteiras, criado por meio do Decreto nº 14.090/2014, e da chamada Lei de Maquila, que preveem a isenção de impostos, além de apresentar a infraestrutura desses municípios fronteiriços, como a logística de transportes, custo da energia e água, mão de obra e, ainda, locais adequados para instalação do empreendimento. “É muito importante deixar claro que nosso objetivo é usar as ferramentas de integração do Fomentar Fronteiras com a Lei de Maquila e a ação dos prefeitos fará a diferença”, emendou o presidente da Fiems.

*Fonte: Fiems

Imagem Fecomércio/MS

Confiança do industrial é a maior desde janeiro de 2014, informa CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) atingiu 54 pontos neste mês, o maior nível do indicador desde janeiro de 2014. Além disso, está 16,6 pontos acima do registrado em março de 2016. A informação é da pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira, 17 de março. Os indicadores variam de zero a cem pontos e quando ficam acima de 50 pontos mostram empresários confiantes.

Foi o terceiro mês consecutivo que o ICEI ficou acima dos 50 pontos e, pela primeira vez, desde outubro de 2016, todos os portes de empresas apresentaram otimismo. O crescimento de 0,9 ponto no índice ocorreu pela melhoria em todos seus componentes. O índice de expectativas atingiu 58 pontos em março, refletindo maior otimismo com relação tanto à economia brasileira quanto à sua empresa. Embora o índice sobre as condições atuais da empresa e da economia tenha registrado crescimento entre fevereiro e março, continua abaixo da linha dos 50 pontos, em 46,3 pontos. De acordo com a pesquisa, o empresário ainda vê piora em na situação do negócio, mas essa percepção é menos intensa e menos disseminada que em fevereiro.

Na maioria dos setores das indústrias extrativa, de transformação e da construção, houve melhora na confiança no primeiro trimestre do ano. Enquanto em janeiro 21 setores apresentavam falta de confiança, em fevereiro esse número caiu para sete e, em março, foi para cinco. O levantamento foi feito entre 2 e 14 deste mês com 3.004 empresas. Dessas, 1.161 são de pequeno porte, 1.145 são médias e 698 grandes.

*Fonte: CNI

Imagem: Fiems

Indústria de MS tem melhor janeiro dos últimos seis anos na geração de emprego

O setor industrial de Mato Grosso do Sul, que é composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, teve em janeiro deste ano o melhor saldo positivo de geração de emprego para o mês nos últimos seis anos, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Em janeiro, as indústrias apresentaram saldo de 811 postos de trabalho, resultado de 5.644 contratações e 4.833 demissões, enquanto nos últimos 12 meses foram 1.287 postos de trabalho, que é resultado de 62.313 contratações e 61.026 demissões.

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o saldo positivo na geração de emprego é resultado da busca por novos investimentos do setor industrial. “Na medida que se busca novas empresas para se instalar no Estado, gera-se novos postos de trabalho. Mesmo assim, nos últimos anos, tivemos uma queda na geração de empregos, mas, desde 2016, em razão desses novos investimentos da iniciativa privada, estamos começando a recuperar as perdas acumuladas e devemos encerrar 2017 com mais de 130 mil trabalhadores no setor”, analisou.

Já o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, informa que os maiores saldos registrados em janeiro de 2017 foram nos segmentos da indústria da construção (+370), de alimentos e bebidas (+100), de serviços industriais (+95), de calçados (+75) e de material elétrico (+65). No caso dos últimos 12 meses, os maiores saldos foram nos segmentos da indústria da construção (+1.935), de serviços industriais (+538), de alimentos e bebidas (+224), de indústria do material elétrico (+196), de indústria da borracha, couro e diversos (+96) e de calçados (+87).

Ele acrescenta que o conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou janeiro de 2017 com 126.989 trabalhadores empregados, indicando aumento de 0,6% em relação a dezembro de 2016. “A indústria encerrou o mês com o 3º maior contingente de trabalhadores formais do Estado. Atualmente, a atividade industrial responde por 19,7% de todo o emprego formal existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás dos setores de serviços, que emprega 192.203 trabalhadores e tem participação equivalente a 29,8%, e de administração pública, com 129.960 trabalhadores ou 20,1%”, informou.

Contingente

Ainda de acordo com o Radar da Fiems, Mato Grosso do Sul registrou, em janeiro deste ano, que 78 atividades industriais apresentaram saldo positivo de contratação, proporcionando a abertura de 1.529 vagas, sendo que entre as atividades industriais com saldo positivo de pelo menos 40 vagas se destacaram montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas (+395), instalações elétricas (+196), coleta de resíduos não-perigosos (+87), abate de suínos, aves e outros pequenos animais (+70) e abate de reses, exceto suínos (+63). Por outro lado, 83 atividades industriais apresentaram saldo negativo, proporcionando o fechamento de 718 vagas, sendo que entre as atividades industriais com saldo negativo de pelo menos 40 vagas se destacaram construção de Edifícios (-249) e Fabricação de Açúcar em Bruto (-48).

Em relação aos municípios, constatou-se que em 32 deles as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação em janeiro de 2017, proporcionando a abertura de 1.206 vagas. Entre as cidades com saldo positivo de pelo menos 30 vagas estão Três Lagoas (+325), Campo Grande (+189), Nova Andradina (+104), Santa Rita do Pardo (+84), Rio Brilhante (+71), Itaquiraí (+60), Dourados (+59), Aparecida do Taboado (+54), Bataiporã (+46) e Selvíria (+37). Por outro lado, em 31 municípios as atividades industriais registraram saldo negativo, proporcionando a fechamento de 395 vagas, com destaque para Vicentina (-54), Angélica (-45) e Maracaju (-34).

*Fonte: Fiems

Orçamento apertado, dificuldades para pagar as contas e o desemprego assustam consumidores.Tânia Rêgo/Agência Brasil

Pesquisa indica que consumidor permanece pessimista

Os consumidores brasileiros continuam pessimistas. É o que mostra o Indicador de Confiança do Consumidor (ICC), medido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).

O cálculo mensal é baseado em avaliações da economia e da própria vida financeira, quanto ao momento atual e expectativas para os próximos seis meses. Numa escala de zero a 100, foram registrados 41,4 pontos em fevereiro, índice abaixo do nível neutro de 50 pontos, refletindo a má avaliação da economia. O resultado é pouco diferente dos 41,9 pontos de janeiro.

O subindicador de Percepção do Cenário Atual, que compõe o Indicador de Confiança, acusou 29,7 pontos em fevereiro de 2017, sendo que a avaliação da vida financeira ficou em 39,8 pontos.

Já a avaliação da situação econômica atual obteve 19,5 pontos. Em termos percentuais, quatro em cada dez consumidores (42%) classificam a própria vida financeira como ruim ou muito ruim. Os que a classificam como regular somaram 41%, enquanto 15% a consideram boa ou muito boa.

Os principais motivos para a avaliação negativa são o orçamento apertado e dificuldades para pagar as contas (33%), desemprego (31%) e atraso no pagamento de dívidas (15%). Com relação à economia, 82% dos entrevistados acreditam que a situação está ruim ou muito ruim, contra somente 3% que consideram a situação boa ou muito boa. Para 14%, o quadro econômico atual é regular.

Quadro econômico atual é regular para 14%

Entre os que fazem uma avaliação negativa, a maioria relativa (49%) atribui o resultado à corrupção e ao mau uso dos recursos públicos. Outros 27% creditam ao alto desemprego e 15% disseram que os preços dos produtos aumentaram.

“A percepção quase unânime de que a economia vai mal é reflexo de dois anos seguidos de recessão econômica”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, em nota.

“Mesmo quem não foi atingido diretamente pela crise tem conhecimento das más notícias do cenário econômico e é por isso que a percepção de deterioração da economia é mais acentuada do que a da vida financeira”, explica.

Com relação às expectativas para a própria vida financeira, a maioria absoluta (56%) está otimista. Outros 26% não estão nem pessimistas nem otimistas e 14% mostram-se pessimistas.

Entre os otimistas, o principal motivo é acreditar em arrumar novo emprego ou receber uma promoção (31%). Já entre os pessimistas, os principais motivos apontados são: descrença na melhora da economia (27%), situação financeira atual muito ruim (20%), preço das coisas continua aumentando (19%) e medo do desemprego (11%).

O indicador também revelou que o mau momento da economia reflete-se de várias maneiras na vida dos brasileiros. O que mais tem pesado, no entanto, é o custo de vida, mencionado por 53% dos entrevistados.

O desemprego, que atinge quase 13 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi mencionado por 21% dos entrevistados, o endividamento por 11% e a queda da renda por 10%.

Somente 4% disseram que nada pesa no orçamento familiar. Ainda de acordo com o indicador, 47% dos entrevistados afirmam ter pelo menos um desempregado em casa, sendo que 21% moram com pelo menos duas pessoas nessa condição.

“O desemprego é um dos efeitos sociais mais sensíveis da crise econômica. Impacta diretamente na confiança dos consumidores e, portanto, no consumo”, disse Marcela Kawauti. Na opinião dos entrevistados, o que contribui para o alto custo de vida é o aumento nos preços do supermercado (64%), aumento na conta de luz (58%) e na telefonia 38%.

Como foi feita a pesquisa

Foram entrevistados 801 consumidores em 12 capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília,  Goiânia, Manaus e Belém.

A pesquisa foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes  sociais. Os  dados  foram  coletados  pela internet e presencialmente entre os  dias 1º e 14 de fevereiro.

 

*Fonte: Agência Brasil

Imagem: Agência Brasil

Conta de luz e alimentação pressionam inflação, diz pesquisa da FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu alta de 0,35%, na segunda prévia de março, ante um aumento de 0,34% na primeira apuração do mês. Cinco dos oito grupos pesquisados indicaram avanços de preços, dois apresentaram queda e um reduziu o ritmo de alta.

O levantamento é feito pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.

O grupo alimentação foi o que mais pesou no orçamento doméstico ao subir de 0,11% para 0,25%, puxado pela correção de preços nos restaurantes, que passou de 0,29% para 0,40%.

Em habitação, a taxa atingiu 0,72% ante 0,61% como reflexo, principalmente, da conta de luz que, na última pesquisa, tinha ficado 1,51% mais cara e voltou a apresentar nova alta, de 2,91%.

Houve acréscimo, ainda, em saúde e cuidados pessoais (de 0,50% para 0,56%), sob o efeito da alta de preço do perfume (de 0,18% para 0,62%) e, em vestuário, (de -0,05% para 0,25%) com os preços das roupas saindo da queda de 0,18%, com o final do período das liquidações da moda primavera/verão, para uma elevação de 0,62%. O mesmo ocorreu em despesas diversas, onde o índice aumentou de 0,49% para 0,70%, refletindo, em especial, o ítem cigarros (de 0,5% passou para 0,94%).

Em movimento oposto, houve desaceleração no grupo transportes (de 0,51% para 0,23%), com destaque para a queda de preço da gasolina (de 0,32% para -0,34%). Além disso, caíram na média os preços em educação, leitura e recreação (de 0,04% para -0,12%).

Isoladamente, os itens de maior impacto na inflação no período foram: conta de luz (2,91%); plano e seguro de saúde (1%); refeições em bares e restaurantes (0,4%); condomínio residencial (0,94%) e a laranja pêra (9,75%).

 

*Fonte: Agência Brasil

Imagem: EBC

Setor de serviços puxou criação de empregos em fevereiro

A criação de 35.612 postos formais de trabalho em fevereiro foi puxada pelo setor de serviços, informou o coordenador de Estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães. Ele também ressaltou que o emprego aumentou em três das cinco regiões do país: Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (16) pelo presidente Michel Temer e pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

Na distribuição por setores, os serviços foram responsáveis pela geração de 50.613 empregos com carteira assinada em fevereiro, seguidos pela administração pública (8.280), pela agropecuária (6.201) e pela indústria de transformação (3.949). O serviços industriais de utilidade pública – que inclui estatais de água e de energia – gerou 1.108 postos de trabalho no mês passado. Os setores que mais demitiram do que contrataram foram o comércio (-21.194), a construção civil (-12.857) e a indústria extrativa mineral (-488).

De acordo com o coordenador do Ministério do Trabalho, os números mostram o início da recuperação do emprego. Em relação ao setor de serviços, ele destacou que, apesar de a educação tradicionalmente puxar a criação de vagas em fevereiro, diversos subsetores apresentaram reversão da tendência e passaram a contratar mais do que demitir, como os de alojamento, de alimentação, de manutenção e os ligados à área da saúde.

Em relação à agropecuária, Magalhães citou a safra de soja e as culturas permanentes de frutas como principal fator para a criação de empregos em fevereiro. Na administração pública, ele citou a contratação temporária nas prefeituras e nos governos estaduais. Apesar de o comércio ter continuado a registrar perdas de postos de trabalho, ele ressaltou que o comércio varejista criou 2.430 vagas no mês passado, o que, segundo ele, indica início da retomada econômica.

Na comparação por regiões, o Sul puxou a criação de empregos em fevereiro, com 35.422 novos postos de trabalho, seguido pelo Sudeste (24.188) e pelo Centro-Oeste (15.740). Somente o Nordeste (-37.088) e o Norte (-2.730) registraram perdas.

Segundo o coordenador do Ministério do Trabalho, o desempenho do Sudeste foi puxado pela recuperação da indústria em São Paulo e Minas Gerais. No Sul e no Centro-Oeste, ele atribuiu a criação de empregos à agricultura e à indústria. A redução do emprego no Nordeste, explicou, é sazonal e deve-se ao fim do ciclo da colheita da cana-de-açúcar.

Na comparação por estados, São Paulo liderou a criação de empregos, com 25.412 novas vagas, seguido de Santa Catarina (14.858) e Rio Grande do Sul (10.602). Os estados que mais cortaram postos de trabalho no mês passado foram Pernambuco (-16.342), Alagoas (-11.403) e Rio de Janeiro (-8.172).

*Fonte: Agência Brasil

Imagem Agência Brasil

Inflação pelo IGP-10 cai de 0,14% para 0,05% e acumula 5,11% em 12 meses

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) ficou em 0,05% em março. A taxa apurada é inferior aos percentuais de fevereiro deste ano (0,14%) e de março de 2016 (0,58%). O IGP-10 acumula 1,07% no ano e 5,11% em 12 meses, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

A queda da inflação entre fevereiro e março foi influenciada pelos preços no atacado e no varejo. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que analisa o atacado, teve deflação (queda de preços) de 0,12% em março. Em fevereiro, a deflação havia sido de 0,03%.

A inflação do Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, caiu de 0,54% em fevereiro para 0,32% em março. No entanto, o Índice Nacional de Custo da Construção, terceiro subíndice que compõe o IGP-10, teve alta de 0,36% em fevereiro para 0,59% em março.

Imagem Agência Brasil

Consumo de bens industriais cresce 2,6% em janeiro, informa Ipea

O consumo de bens industriais cresceu 2,6% em janeiro em relação ao mesmo mês de 2016, informou hoje (15) o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com instituto, foi o segundo resultado mensal positivo seguido, depois de um longo período de quedas na comparação interanual (mês contra o mesmo mês do ano anterior).

Em relação a dezembro, o indicador caiu 0,9%. Os números levam em conta os dados livres de efeitos sazonais, em que se desconsideram as oscilações típicas de determinadas épocas do ano.

O Ipea define o consumo aparente de bens industriais como a produção industrial doméstica, acrescidas as importações e abatidas as exportações. Com o desempenho de janeiro, a queda do indicador acumulada em 12 meses desacelerou de 8,5% para 7%. No mesmo período, a produção industrial doméstica acumula recuo de 5,4%. Nos 12 meses terminados em janeiro, as importações de bens industriais acumulam queda de 8,7%. As exportações registram alta de 5,4% no mesmo período.

Setores

O setor da indústria de transformação avançou 2,9% e o da extrativa mineral recuou 8,1% entre janeiro do ano passado e janeiro deste ano. Entre as atividades, 13 de um total de 22 registraram crescimento. A maior expansão foi na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (+9,8%) na comparação interanual.

 

*Fonte: Agência Brasil

Imagem Fiems

Capacitação sobre passo a passo da exportação nesta quinta-feira

O CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fiems promove, ao longo desta quinta-feira (16/03), na sala de treinamento do IEL de Campo Grande, localizado na Avenida Afonso Pena, 1.031, no Bairro Amambaí, a primeira capacitação de 2017: “Exportação Passo a Passo”. O evento tem o objetivo de sensibilizar empresários e profissionais sobre a importância da estratégia na decisão de início dos processos de exportação.

Segundo a gerente do CIN da Fiems, Fernanda Barbeta, a ação vai propiciar uma visão ampla e estruturada do processo de internacionalização. “Os empresários que pretendem iniciar operações no mercado externo precisam estar atentos a uma série de fatores. A capacitação trabalhará as estratégias de atuação no mercado externo, além de procedimentos para evitar erros comuns”, frisou.

A capacitação, que será oferecida com apoio do Sebrae Nacional, terá carga horária de 8 horas e será comandada pelo especialista em Gestão Estratégica e Competitividade Internacional e mestre em Relações Internacionais, Sherban Leonardo Cretoiu. Os interessados podem se inscrever pelo link http://mundosphinx.com.br/app/cni_v2/index.php?acesso=cap_export-passo-passo.

Serviço

Mais informações podem ser obtidas no telefone (67) 3389-9251 ou e-mail cin@fiems.com.br

*Fonte: Fiems

Banco Mundial defende maior redução tarifária externa para estimular a economia.  Agência Brasil

Banco Mundial: ampliação da integração na América Latina estimulará crescimento

A integração econômica entre os países da América Latina e do Caribe tornará a região mais competitiva nos mercados internacionais e estimulará o crescimento no longo prazo, concluiu o Banco Mundial no relatório Better Neighbors: Toward a Renewal of Economic Integration in Latin America [Melhores vizinhos: Em Direção a uma Renovada Integração Econômica na América Latina, em tradução livre], divulgado hoje (14), em Washington. A integração é especialmente importante para a região que está se recuperando após dois anos de recessão, diz a instituição.

O banco lembra que, desde os anos 1960, a região vem promovendo a sua integração, e essas iniciativas se intensificaram a partir de meados da década de 1990. Ainda assim, as exportações intra-regionais na América Latina se mantêm em um nível persistente de 20% do total, muito abaixo dos 60% ou 50% das exportações intra-regionais na União Europeia e no Leste da Ásia e Pacífico, respectivamente, diz o relatório.

Menos tarifas

O Banco Mundial define uma estratégia com cinco vertentes. A primeira é a maior redução tarifária externa, o que pode estimular a atividade econômica local, atrair investimento estrangeiro, proporcionar o intercâmbio de conhecimento entre países vizinhos na região e facilitar a entrada coletiva nos mercados globais de exportação.

A outra sugestão é a maior integração econômica entre a América do Sul, a América Central, o Caribe e o México. “Por meio de novos acordos preferenciais de comércio (APCs), essas sub-regiões poderão se beneficiar ainda mais de suas complementariedades e obter ganhos adicionais com o comércio. Isto será especialmente relevante para economias pequenas que se integrem com outras maiores”, diz o banco.

Ele também propõe a harmonização de normas e procedimentos, permitindo que as empresas utilizem materiais provenientes de outros países sem perder acesso preferencial, como costuma acontecer com as normas estabelecidas pelos APCs existentes. Para o Banco Mundial, essa estratégia poderá contribuir para que a região obtenha ganhos mais elevados como consequência desses acordos.

Alto custo comercial pode ser reduzido

Segundo a instituição, também é preciso concentrar esforços voltados para a redução do “alto custo comercial”. “A falta de uma infraestrutura de qualidade e a difícil topografia tornam as distâncias mais dispendiosas para o comércio latino-americano. O percentual de estradas não pavimentadas no continente é de aproximadamente 70%, o que faz com que o transporte terrestre eleve o custo comercial.

A baixa eficiência portuária também faz com que a conectividade da região com as redes de transporte marítimo e aéreo seja comparativamente mais fraca e cara”, diz o Banco Mundial.

Por último, ele sugere a integração dos mercados de trabalho e de capital. “Há espaço para aumentar a eficiência regional por meio de fluxos migratórios e de capital mais livres na América Latina. A integração dos mercados de trabalho entre as nações pode contribuir para que os países elevem a sua produtividade e estimulem o crescimento mediante a transferência transfronteiriça de conhecimento”.

 

*Fonte: Agência Brasil