Posts

Imagem Fiems

Produção industrial cai em oito dos 14 locais pesquisados pelo IBGE

Em março, a produção industrial registrou queda em oito dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na comparação com fevereiro, conforme pesquisa divulgada nesta terça-feira (09/05). De acordo com o IBGE, a queda mais acentuada foi registrada em Santa Catarina (-4%), interrompendo quatro meses consecutivos de taxas positivas no estado, que chegou a registrar expansão de 7%.

As outras taxas negativas foram registradas no Ceará (-3,1%), Paraná (-2,9%), Minas Gerais (-2,8%), Pará (-2,7%), São Paulo (-1,7%), Rio Grande do Sul (-1,2%) e Espírito Santo (-0,7%). Já a taxa de Pernambuco ficou em 0%, repetindo o patamar registrado em fevereiro.

O melhor desempenho da indústria foi registrado no Amazonas, com crescimento de 5,7% na produção. O resultado eliminou o recuo de 2,5% observado no mês anterior. As demais taxas positivas para março foram assinaladas na Bahia (2%), Rio de Janeiro (0,7%), Goiás (0,5%) e Região Nordeste (0,1%).

Considerando todas as regiões, a produção da indústria brasileira caiu 1,8% em março em comparação com fevereiro. No entanto, frente a março de 2016, a atividade fabril teve expansão de 1,1%, após cair 0,8% em fevereiro e avançar 1,4% em janeiro. Foi o pior resultado mensal desde agosto de 2016, quando o setor registrou queda de 3,3%, e o março mais fraco desde o início da série histórica, em 2002, da pesquisa feita pelo IBGE.

Comparação

Na comparação com março do ano passado, o setor industrial registrou expansão em oito dos 15 locais pesquisados pelo IBGE. O instituto destacou que em 2017 o mês teve um dia útil a mais que em 2016.

Nesta base de comparação, Goiás e Rio Grande do Sul registraram os maiores avanços – respectivamente 8% e 7,4%. Segundo o IBGE, o crescimento no estado do Centro Oeste foi puxado pelo setor de produtos alimentícios (carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, leite esterilizado/UHT/Longa Vida e em pó, tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja e óleo de soja refinado e em bruto). Já no estado sulista a alta foi garantida pelos setores de bebidas (vinhos de uvas) e máquinas e equipamentos (tratores agrícolas e máquinas para colheita).

Rio de Janeiro (6,1%), Santa Catarina (5,9%), Paraná (4,9%), Espírito Santo (2,4%) e Minas Gerais (2,4%) também registraram taxas positivas mais elevadas do que a média da indústria (1,1%), enquanto São Paulo (0,9%) completou o conjunto de locais com expansão na produção nesse mês.

Já o Amazonas apontou o recuo mais acentuado em março de 2017 (-7,3%). O resultado foi pressionado, principalmente, pelo comportamento negativo vindo dos setores de bebidas (preparações em pó para elaboração de bebidas) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, naftas para petroquímica e gasolina automotiva).

Os demais resultados negativos foram observados na Bahia (-4,3%), Ceará (-3,8%), Pará (-2,6%), Região Nordeste (-2,5%), Pernambuco (-0,8%) e Mato Grosso (-0,3%).

Recuo em 12 meses

Já o desempenho industrial considerando a taxa acumulado nos últimos 12 meses mostra que ficou mantido o recuo em 14 dos 15 locais pesquisados. Porém, 13 deles apontaram maior dinamismo frente aos índices de fevereiro.

Segundo o IBGE, os principais ganhos de ritmo entre fevereiro e março de 2017 foram registrados por Pernambuco (de -3,4% para -1,4%), Espírito Santo (de -14,9% para -13,0%), Rio Grande do Sul (de -3,5% para -1,9%), Rio de Janeiro (de -2,1% para -0,7%), Goiás (de -3,4% para -2,1%), São Paulo (de -3,5% para -2,3%) e Santa Catarina (de -1,3% para -0,1%), enquanto Pará (de 7,6% para 6,9%) e Mato Grosso (de -2,7% para -3,3%) mostraram as perdas entre os dois períodos.

*Fonte: Fiems

Imagem: Agência Brasil

Índice do custo da construção tem queda de -0,08% em abril

O Índice Nacional de Custo da Construção caiu -0,08% em abril, resultado abaixo do registrado em março ( 0,36%). Os dados foram divulgados hoje (26) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo. No acumulado de 12 meses, o índice subiu 5,34%.

Na pesquisa feita em todo o país, seis capitais apresentaram desaceleração em suas taxas: Brasília (de 0,07 para -0,15), Belo Horizonte (2,36 para -0,12), Recife (0,04 para 0,03), Rio de Janeiro (0,08 para -0,04), Porto Alegre (0,06 para zero) e São Paulo (0,18 para -0,16). Em contrapartida, Salvador (0,02 para 0,22) teve aceleração.

O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços acusou queda de -0,18% em abril. Em março, a taxa havia sido de 0,26%.

Houve queda nos materiais e equipamentos, cujo índice variou -0,21%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,24%. Dos quatro subgrupos componentes, três apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de -0,08% para -0,67%.

A parcela relativa a serviços passou de uma taxa de 0,32% em março para -0,07%, em abril. Neste grupo, houve desaceleração de taxas de serviços e licenciamentos, que passaram de 1,19% para 0,16%. O índice da mão de obra não teve variação. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,45%.

 

*Fonte: Agência Brasil

Imagem Fiems

Produção industrial volta a subir após 34 meses de queda

A produção industrial do Brasil começou 2017 com alta mensal em relação aos mesmos dias do ano anterior, após 34 meses consecutivos de queda. Os dados foram divulgados hoje (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e mostram que a produção cresceu 1,4% em janeiro de 2017 em relação a janeiro de 2016, mas caiu 0,1% em relação a dezembro de 2016.

Em 12 meses, a produção industrial acumula uma retração de 5,4%, variação negativa que vem perdendo intensidade desde junho de 2016, quando chegou a -9,7%
Nos últimos dois meses de 2016, a produção havia acumulado alta de 2,9%. O resultado fez com que a média móvel trimestral de outubro, novembro e dezembro de 2016 apontasse expansão de 0,5% da produção. Com os dados divulgados hoje, a média dos resultados de novembro e dezembro de 2016 e janeiro de 2017 subiu para 0,9%.

Mais números da pesquisa

Dos 24 ramos industriais pesquisados pelo IBGE, metade aumentou a produção, e metade diminuiu. A indústria de veículos automotores, reboques e carrocerias interrompeu dois meses seguidos de alta e caiu 10,7% em janeiro, na comparação com dezembro de 2016. Também haviam crescido em dezembro e caíram em janeiro os equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com recuo de 12,5%, e máquinas e equipamentos, com uma produção 4,9% menor.

Por outro lado, o IBGE considera que houve altas importantes para a taxa global na indústria de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com expansão de 4%, e nos produtos farmoquímicos e farmacêuticos (21,6%). Os dois setores anotaram quedas nos meses anteriores.
Os produtos alimentícios tiveram alta de 1,2%, as bebidas subiram 5,5% e a indústria extrativa, 1,1%.

Categorias econômicas

A análise da produção por categoria econômica mostra que os bens de capital usados na produção voltaram a cair após dois meses de alta. Em relação a dezembro de 2016, houve recuo de 4,1%.

Os bens de consumo duráveis intensificaram a queda de 3,8% veridicada em dezembro e caíram 7,3% em janeiro. Os bens de consumo semi e não duráveis avançaram 3,1% em janeiro, e os intermediários, 0,7%. Ambos já acumulavam expansões há pelo menos dois meses.

*Fonte: Agência Brasil

Imagem Agência Brasil

Setor de serviços de MS registra queda de 10% em dezembro

A Pesquisa Conjuntural do Serviço de Mato Grosso do Sul, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (IPF-MS), aponta que no mês de dezembro de 2016 o desempenho do setor foi negativo no Estado, chegando a -10%. O número é bem maior do registrado em âmbito nacional, que também foi negativo (-1,5%).

O setor de serviços de informação e comunicação apresentou a maior queda (-12,5%), seguido pelo de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correios (-10,7). Um dos destaques positivos foi o setor do turismo, com crescimento de 6,7%, seguido pelos serviços prestados à família, onde se inclui, por exemplo, alimentação fora de casa, com aumento de 6,2%.

 

A variação do estoque de emprego de serviços também foi negativa em dezembro de 2016, registrando mais demissões do que contratações. O Estado registrou queda de -1,54%, o maior índice de toda a região Centro-Oeste.

 

O objetivo da pesquisa é acompanhar o comportamento conjuntural dos principais segmentos dos serviços no Estado, usando como base a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE. A pesquisa calcula indicadores de evolução da receita nominal das empresas formalizadas do setor.

Confira AQUI o estudo na íntegra:

 

*Fonte: Fecomércio/MS

Imagem Agência Brasil

Taxa média de juros sobre o crédito volta a cair, diz Anefac

As taxas de juros incidentes sobre as operações de crédito apresentaram, em janeiro, a segunda queda consecutiva e a terceira redução nos últimos dois anos, segundo levantamento feito pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Para as pessoas físicas, houve recuo de 0,04 ponto percentual e 1,13 ponto percentual no ano. Na média, a taxa ao mês baixou de 8,16% para 8,12% e ao ano de 156,33% para 155,2%. Essa variação foi a menor desde julho do ano passado.

Três das seis linhas de crédito tiveram as taxas reduzidas de dezembro para janeiro: juros do comércio (de 5,88% para 5,84%); no cartão de crédito-rotativo (de 15,33% para 15,12%) sobre o cheque especial (de 12,58% para 12,46%). Nas demais modalidades, o crédito ficou mais caro: CDC-bancos-financiamento de veículos (de 2,32% para 2,35%), empréstimo pessoal-bancos (de 4,58% para 4,62%) e empréstimo pessoal financeiras (de 8,29% para 8,34%).

Crédito para as empresas
A taxa média de juros para as empresas diminuiu em 0,02 ponto percentual no mês, passando de 4,74% para 4,72%. No ano, houve redução de 74,32% para 73,92%. Duas das três modalidades apresentaram queda: capital de giro (de 2,62% para 2,57%) e desconto de duplicatas (de 3,19% para 3,13%). Já em conta garantida-cheque especial, o juros subiram de 8,42% para 8,46%.

A Anefac observa que de março de 2013 a janeiro deste ano, a taxa básica de juros (Selic) aumentou 5,75 pontos percentuais ou 79,31% ao passar de 7,25% para 13% ao ano. Nesse mesmo período, a taxa das linhas para pessoa física subiu 76,42%, saltando de 87,97% para 155,2%. No caso das empresas, a alta chegou a 69,62% (de 43,58% para 73,92%).

Na avaliação do diretor executivo de estudos e pesquisas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, a baixa na média da taxa de juros é reflexo da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que, no último dia 11, promoveu redução na Selic e da possibilidade de nova retrações diante da queda da inflação.

Ele destacou por meio de nota que “desde outubro de 2016 o Banco Central começou a flexibilizar sua política monetária com a redução da Selic. Tendo em vista a melhora das expectativas quanto à redução da inflação bem como na melhora fiscal deveremos ter novas reduções da taxa básica de juros, o que reduz o custo de captação dos bancos possibilitando novas reduções das taxas de juros nas operações de crédito”.

Oliveira, no entanto, alertou para o risco de aumento da inadimplência diante do atual cenário de desaquecimento da economia, o que implicaria em novas elevações das taxas de juros.

 

*Fonte: Agência Brasil

Imagem Fiems

Investimentos voltam a cair em novembro, diz Ipea

O Indicador de Formação Bruta de Capital Fixo, divulgado hoje (9) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), caiu 1,1% em novembro de 2016 na comparação com outubro. Em relação a novembro de 2015 a queda foi maior: 11,4%. Os números contêm ajuste sazonal, ou seja, já levam em conta as especificidades e a conjuntura do período de medição.

O indicador considera os investimentos em construção civil e em máquinas e equipamentos. O Ipea destacou que, apesar do recuo em novembro, é a menor queda mensal desde julho.

Os dois componentes do índice comportaram-se de forma diferente em novembro. O consumo aparente de máquinas e equipamentos recuou 4,3%, enquanto o indicador da construção civil cresceu 1,8% sobre outubro, interrompendo sequência de três quedas.

Produção de bens de capital tem alta de 3,6%

O Ipea informou que, dentro do consumo de máquinas e equipamentos, houve alta de 3,6% na produção de bens de capital na comparação com outubro. No entanto, a alta na produção foi anulada pela elevação das exportações desse tipo de bem. A alta nas vendas externas foi puxada, principalmente, pela exportação de uma plataforma de petróleo no período.

O indicador da compra de máquinas e equipamentos ajuda a medir as compras de meios de produção pela indústria e, consequentemente, sua intenção de produzir. O índice corresponde à produção industrial doméstica somada das exportações e diminuída das exportações do setor.

*Fonte: Agência Brasil

Arquivo/Agência Brasil/EBC

Movimento do comércio tem maior queda em 16 anos, diz Serasa

O movimento dos consumidores nas lojas de todo o país caiu 6,6% no ano de 2016 em relação ao ano de 2015, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. Este foi o pior resultado do varejo desde o início do levantamento, realizado há 16 anos.

O pior resultado tinha sido em 2002, por causa da crise do racionamento de energia elétrica, quando houve recuo de 4,9%. Os economistas da Serasa explicam que as dificuldades enfrentadas pelos consumidores, como juros altos nos crediários, desemprego em alta e baixa na confiança, impactaram negativamente a atividade varejista.

A maior retração foi no segmento de veículos, motos e peças, cuja queda foi de 13% frente ao mesmo período do ano passado. A segunda maior queda foi de 12,6%, observada nas lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios. Houve recuo de 11,1% nas lojas de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática.

Retrações menores ocorreram nas lojas de material de construção (-5,4%) e nos supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-7,0%). Somente o segmento de combustíveis e lubrificantes se manteve no terreno positivo, com alta de 1,8%.

* Fonte: Agência Brasil