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Agência Brasil

BNDES lança canal online para pequenas e médias empresas solicitarem crédito

 

Os micro, pequenos e médios empresários contam, a partir de hoje (26), com um canal que permite, de forma ágil, realizar a solicitação de crédito diretamente ao sistema bancário. O Canal do Desenvolvedor MPME (www.bndes.gov.br/canal-mpme), direcionado às micro, pequenas e médias empresas, é uma plataforma de relacionamento pela internet exclusiva para essa faixa de empresas.

O canal foi lançado em São Paulo pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Pela primeira vez, o BNDES passa a se comunicar diretamente com o empreendedor interessado em suas linhas de financiamento. “É um instrumento que pretende levar informação sobre o crédito ao micro e pequeno empresário. A lógica é expandir o crédito”, frisou o diretor da área de operações indiretas do BNDES, Ricardo Ramos.

Por meio de uma plataforma simplificada e interativa, as micros, pequenas e médias empresas com faturamento anual de até R$300 milhões podem manifestar o interesse por crédito e obter melhores condições de negociação com os bancos. O empresário identifica as linhas de crédito mais adequadas para o seu empreendimento, simula financiamentos, aponta os agentes financeiros intermediadores (bancos) de sua preferência e encaminha, de forma ágil, seu interesse. O canal pode também ser acessado por dispositivos móveis (celulares e tablets).

Segundo o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, o banco pretende aumentar a capilaridade de seus recursos dentro da linha das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). “O desenvolvimento do banco tem sido gradual e firme, no próximo ano estaremos com 50% [de empréstimos para as MPME] e essa ferramenta é o que me habilita a dizer isso”, afirmou.

Rabello disse ainda que o BNDES vai aumentar a oferta dos recursos disponíveis de forma geral. “Nós pretendemos sair dos R$ 85 bilhões, em média, de desembolso anual, para algo superior a R$ 100 bilhões daqui até o final do ano, e assim acelerar o processo de aproximação das necessidades de fomento e desenvolvimento [do país]”.

Para o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Afif Domingos, a ferramenta vai permitir que as pequenas empresas tenham mais acesso ao financiamento. “O desafio é chegar à imensa maioria dos 83% do universo de micro e pequenas empresas que não têm acesso ao sistema de financiamento”.

Desempenho das MPMEs

As MPMEs ficaram com 38% do total que o BNDES emprestou nos cinco primeiros meses deste ano, o que manteve a trajetória de crescimento da participação do segmento no desembolso total do banco. Entre 2015 e 2016, a fatia dessas empresas cresceu de 27,5% para 30,8%. Segundo o BNDES, a expansão continuou em 2017, o que reflete a prioridade da ampliação do acesso de MPMEs ao crédito do BNDES nas novas políticas operacionais do Banco.

De acordo ainda com o BNDES, cerca de 50% dos financiamentos do BNDES são por meio de operações indiretas, intermediadas por agentes financeiros repassadores, que dão capilaridade aos recursos e fazem o apoio do banco chegar a MPMEs em todo o território nacional.

*Fonte: Agência Brasil

Altas taxas de juros afastam micro e pequenas empresas de empréstimos bancários. Tânia Rêgo/Agência Brasil

Pesquisa: 84% das micro e pequenas empresas não querem empréstimos

A demanda por crédito das micro e pequenas empresas (MPEs) atingiu 13,1 pontos em maio, ficando um pouco acima dos 12,4 pontos registrados em abril, o que representa estabilidade.

De acordo com dados apurados em todo o país pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL), 84% dos MPEs afirmam não ter a intenção de tomar crédito, ante os 6% que manifestaram essa intenção.

Entre aqueles que não querem dinheiro emprestado, 43% dizem conseguir manter o negócio com recursos próprios, além de citarem a insegurança com as condições econômicas do país (18%) e as altas taxas de juros (18%).

Quanto mais próximo de 100 pontos, maior é a probabilidade de os empresários procurarem crédito e quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão para tomar recursos emprestados.

Dificuldades

Segundo a pesquisa, três em cada dez (29%) micro e pequenos empresários consideram difícil o processo de contratação de crédito, contra 26% que avaliam como fácil. Entre os que consideram difícil, o excesso de burocracia e as exigências dos bancos são os principais entraves mencionados por 45% desses empresários.

Depois, aparecem as taxas de juros elevadas (41%). A contratação de empréstimo em instituições financeiras é o tipo de crédito mais difícil de ser contratado para 23% da amostra. Para 12%, é o crédito junto a fornecedores.

“É verdade que as condições econômicas pesam, mas a sondagem mostra que o principal motivo para não contratar é a consideração de que os empresários conseguem se manter com recursos próprios. O dado sugere uma barreira entre as micro e pequenas empresas, que não veem no crédito um meio para se expandir ou, se veem, têm a percepção de que o processo pode ser demorado, burocrático e custoso”, disse o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

 

*Fonte: Agência Brasil

Agência Brasil

BB e BNDES estudam nova linha de crédito para pequenas e médias empresas

 

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, disse hoje (20) que a instituição trabalha em conjunto com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para oferecer ao mercado uma nova linha de crédito para pequenas e médias empresas, com juros mais baixos.

Caffarelli participou nesta terça de um debate em comemoração aos 65 anos do BNDES e disse que a nova linha de crédito pode já estar disponível no segundo semestre.

“Estamos adaptando e tentando fazer com que [a oferta de crédito] fique mais atrativa”, disse o presidente do BB. “O importante de tudo isso é a tão necessária retomada do crescimento econômico.”

BNDES Direto

No mesmo evento, o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, disse que técnicos do banco trabalham na criação de um “BNDES Direto”, em que pequenos investidores poderão atuar de forma semelhante ao Tesouro Direto.

“Seria algo parecido com o Tesouro Direto, mas com a peculiaridade de ser uma janela de fomento à entrada do investidor anônimo, distribuindo papéis que hoje não têm a mesma facilidade de acesso que os do Tesouro Nacional”, adiantou, sem dar mais detalhes.

Fonte: Agência Brasil

Imagem: Agência Brasil

BNDES lança aplicativo para micro, pequenas e médias empresas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou um aplicativo móvel para o segmento de micro, pequenos e médios empresários. O app BNDES MPME será lançado oficialmente na Feira do Empreendedor 2017, que começa dia 18 em São Paulo, mas já está disponível para download para smartphones e tablets nos sistemas Android e iOS.

Segundo o chefe do Departamento de Relacionamento Institucional do banco, Carlos Alberto Vianna Costa, “o aplicativo navega internamente nos sistemas operacionais da instituição e permite às MPMEs que já são clientes do BNDES pesquisarem o status de suas demandas de crédito junto ao banco.”

A ferramenta, segundo o coordenador do Departamento de Sistemas da Área de Tecnologia da Informação do BNDES, Rodrigo Gama, vai desburocratizar o acesso a essas informações. “[O aplicativo] permite que você, com um simples toque na tela do seu celular, atualize ou veja o andamento de todas as operações que escolheu, colocou entre seus favoritos. Essa é a principal coisa que o aplicativo traz de novo.”

O app também atende aos bancos repassadores de recursos do BNDES e aos fornecedores de máquinas e equipamentos.

Ampliação  

A expectativa é que o novo aplicativo contribua para ampliar a participação do segmento de micro e pequenas nos desembolsos do BNDES. Além dessa ferramenta, o banco tem investido em outras ações com esse objetivo, entre elas a criação de um portal de acesso exclusivo às linhas de crédito do banco, que deve ser lançado em junho.

“Por meio desse portal, a gente pode oferecer as linhas aos agentes financeiros, permitir o fomento ao ambiente de negócios e ampliar o acesso desse público às linhas do BNDES”, disse Vianna Costa.

A participação das micro, pequenas e médias empresas nos desembolsos do BNDES no ano passado atingiu R$ 27,2 bilhões, cerca de 30% do total liberado pelo banco.

*Fonte: Agência Brasil

Imagem: Agência Brasil

Lei amplia a micro e pequenas empresas prazo de quitação de dívidas tributárias

Micro e pequenas empresas terão mais tempo para quitar suas dívidas com o governo. Agora o prazo para quitação de débitos tributários passa de 60 para 120 meses. A medida está prevista em lei sancionada pelo presidente Michel Temer, mas, para começar a valer, ainda precisa ser regulamentada.

 

De acordo com estimativa do Sebrae, cerca de mil micro e pequenas empresas estão inadimplentes com a Receita Federal.

 

Temer comemorou a aprovação da medida e disse que se trata de um ato gerador de empregos. E afirmou que a aprovação só foi possível graças ao que chamou de harmonia entre os poderes.

 

Além do aumento do prazo para a renegociação, a lei também altera o Simples Nacional. Pela regra anterior, para ser incluída no programa, a microempresa tinha que ter faturamento anual de até R$ 360 mil. A partir de agora, o limite sobe para R$ 900 mil. No caso da empresa de pequeno porte, o teto salta de R$ 3,6 milhões por ano para R$ 4,8 milhões.

 

A lei também permite que pequenos produtores de bebidas, como cervejas, vinhos e cachaças, possam aderir ao Simples Nacional.

 

O produtor de cachaça, Carlos Alberto dos Santos, comemorou a mudança. Ele produz cerca de 100 mil garrafas por ano e vende cada uma por R$ 15. Mas reclama que a burocracia para pagar tributos interfere no lucro. Com a mudança, Carlos acredita que vai ganhar mais.

 

O Supersimples foi criado em 2006 para facilitar a vida dos empreendedores. Proporciona menos burocracia na hora do recolhimento de impostos.

 

*Fonte: Agência Brasil