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Grupos econômicos mais ricos mantêm em alta investimentos no mercado financeiro

Mesmo em um ano marcado pela recessão econômica e pela turbulência no cenário político, os grupos econômicos mais ricos do país mantiveram em alta o saldo dos investimentos no mercado financeiro, ao longo de 2016, com crescimento de 20,7% e valor de R$ 90,1 bilhões.

Segundo relatório apresentado hoje (9) em São Paulo pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a renda fixa foi a aplicação que teve a maior participação (48,1%), com volume de R$ 43,3 bilhões, 22,8% mais do que no ano anterior.

Essa preferência mostrou um comportamento de “preservar o patrimônio”, observou o diretor da Anbima, Richard Ziliotto, diante do quadro de transição no país. Segundo ele, a tendência é que haja um movimento de diversificação das carteiras, pois há uma percepção de resgate da confiança no crescimento econômico.

Questionado sobre as probabilidades das movimentações financeiras, levando em consideração as eleições presidenciais, em 2018, Ziliotto afirmou que a média dos grupos econômicos, formado por pessoas físicas ou grupos familiares detentores de grandes fortunas, está otimista e “tende a acreditar que o país vai ultrapassar bem essa turbulência”.

Ele defende que se o governo de transição conseguir a aprovação necessária às reformas em andamento, como a trabalhista e a da previdência social, isso “vai ser extremamente importante para o Brasil voltar a entrar nos trilhos [do desenvolvimento]”.

Multimercados

Os fundos multimercado, que permitem a combinação de aplicações variadas, representaram o segundo maior montante dos saldos de investimentos, atingindo R$ 22,2 bilhões, com um aumento de 18,5%, seguido da renda variável, com R$ 15,9 bilhões, alta de 22,6%, ante uma queda de 12,3%, em 2015.

No segmento estruturado, que inclui os fundos imobiliários, o volume alcançou R$ 6,6 bilhões, valor 10,5% maior e em previdência privada, o ano de 2016 fechou com um saldo de R$ 1,6 bilhão com crescimento de 6,8%.

O estado de São Paulo é o que concentra a maioria dos investidores mais ricos, 75,1%. Isso, não significa, no entanto, que as movimentações tenham se originado de empreendimentos feitos ou concentrados nessa localidade. Em seguida, aparece o Rio de Janeiro (15,4%) e Minas Gerais e Espírito Santo, que juntos representam 2,9% dos grupos econômicos.

Influências da Ásia e dos EUA

O diretor da Anbima observou que esse segmento de investidor não está preocupado em duplicar seu patrimônio, porque já tem uma solidez econômica e sempre está mais voltado a manter os seus bens. Diante disso, explicou, eles não ficam alheios ao que ocorre na economia das grandes potências.

Richard Ziliotto destacou que, apesar da desaceleração da economia dos países asiáticos, principalmente da China, ainda está mantida a previsão de crescimento na região. Quanto à economia americana sob a gestão de Donald Trump, ele reconhece existir uma preocupação com os rumos tomados pelo Federal Reserve, o banco central americano, mas que tem observado um retorno do investimento estrangeiro, o que se traduz “em rentabilidade positiva no Brasil”.

*Fonte: Agência Brasil

Imagem Fiems

Investimentos voltam a cair em novembro, diz Ipea

O Indicador de Formação Bruta de Capital Fixo, divulgado hoje (9) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), caiu 1,1% em novembro de 2016 na comparação com outubro. Em relação a novembro de 2015 a queda foi maior: 11,4%. Os números contêm ajuste sazonal, ou seja, já levam em conta as especificidades e a conjuntura do período de medição.

O indicador considera os investimentos em construção civil e em máquinas e equipamentos. O Ipea destacou que, apesar do recuo em novembro, é a menor queda mensal desde julho.

Os dois componentes do índice comportaram-se de forma diferente em novembro. O consumo aparente de máquinas e equipamentos recuou 4,3%, enquanto o indicador da construção civil cresceu 1,8% sobre outubro, interrompendo sequência de três quedas.

Produção de bens de capital tem alta de 3,6%

O Ipea informou que, dentro do consumo de máquinas e equipamentos, houve alta de 3,6% na produção de bens de capital na comparação com outubro. No entanto, a alta na produção foi anulada pela elevação das exportações desse tipo de bem. A alta nas vendas externas foi puxada, principalmente, pela exportação de uma plataforma de petróleo no período.

O indicador da compra de máquinas e equipamentos ajuda a medir as compras de meios de produção pela indústria e, consequentemente, sua intenção de produzir. O índice corresponde à produção industrial doméstica somada das exportações e diminuída das exportações do setor.

*Fonte: Agência Brasil