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Agência Brasil

Indústrias gastaram mais de R$ 27 bilhões com segurança em 2016, diz CNI

As perdas causadas com roubo, furto ou vandalismo somadas aos gastos com seguros e segurança privada, consumiram mais de R$ 27 bilhões do faturamento das indústrias do país em 2016. Os dados constam de um levantamento divulgado hoje (15) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo mostra ainda que uma em cada três indústrias foram atingidas.

“De acordo com a pesquisa, 53% das empresas vítimas da violência avaliam que os prejuízos com os crimes atingiram até 0,5% do faturamento. Na média, as perdas para as empresas que enfrentaram roubos, assaltos ou vandalismos equivalem a 0,69% do faturamento, ou R$ 5,8 bilhões em 2016”, diz o documento.

O levantamento foi feito com 2.952 indústrias de pequeno, médio e grande portes de todo o país. Segundo a CNI, 57% dos entrevistados consideram que os crimes de roubo, furto ou vandalismo aumentaram na localidade onde a empresa está sediada. Com isso, a indústria reforçou os gastos com segurança privada e com a contratação de seguros.

“A contratação de segurança privada é maior entre as empresas da indústria extrativa. Nesse segmento industrial, 64% das empresas contrataram segurança privada em 2016″, diz o estudo. No setor da construção, esse número foi de 56% e, na indústria de transformação, 54%. Em média, as empresas gastaram 0,64% do faturamento com serviços de segurança privada, o que equivale a R$ 10,5 bilhões de 2016.

O levantamento da CNI mostra também que a falta de segurança tem consequência na decisão das empresas em investir. Entre os entrevistados, 35% afirmam que a falta de segurança afeta muito ou moderadamente a decisão sobre investimento, percentual que sobe para 47% entre os que consideram que a  criminalidade cresceu nas regiões onde suas indústrias estão instaladas..

“Esse dado indica que as empresas podem reduzir seu investimento em localidades com piora na segurança pública, chegando, no limite, a desistir de instalar plantas produtivas ou expandir as que lá se encontram”, avalia a CNI.

* Agência Brasil

Pesquisa diz que, com acesso restrito ao crédito, as indústrias de menor porte têm mais dificuldade de se recuperar da recessão  - Arquivo/Agência Brasil

Pequenas indústrias são as mais afetadas pela crise, diz pesquisa da CNI

Responsáveis pela metade dos empregos na indústria, as pequenas empresas têm sido as mais afetadas pela crise, indica levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com acesso restrito ao crédito e com menos reservas para suportar a queda da demanda, as indústrias de menor porte têm mais dificuldade de se recuperar da recessão.

O estudo mostra que as indústrias de pequeno porte têm obtido indicadores piores que as de grande porte desde o início de 2015, quando o país entrou em recessão. Os números foram obtidos com base na Sondagem Industrial, pesquisa mensal divulgada pela CNI que revela as expectativas e as decisões dos empresários da indústria.

Medida de 0 a 100 pontos, a Sondagem Industrial tem uma linha de corte de 50 pontos, que indica estabilidade. A pesquisa indica cenário negativo abaixo desse valor e perspectivas favoráveis acima desse nível. Com a intensificação da crise econômica, toda a indústria passou a registrar indicadores abaixo de 50 pontos, mas as pequenas empresas sempre ficaram atrás das grandes.

Entre 2015 e 2017, os indicadores de produção e de número de empregados têm oscilado em torno de 40 pontos, contra 45 pontos das grandes indústrias. Em relação à expectativa de demanda, as pequenas empresas oscilaram em torno de 46 pontos. As indústrias de maior porte registraram 49 pontos, ainda pessimista, mas próximo da estabilidade. Os números foram obtidos retirando-se a mediana (valor central em torno do qual um indicador oscila) da Sondagem Industrial.

As disparidades são maiores nos indicadores que refletem as finanças das empresas. Nos últimos dois anos e meio, o indicador de situação financeira (avaliação do empresário sobre as finanças da companhia) tem variado em torno de 34 pontos para as pequenas indústrias, contra 43 para as grandes companhias. No acesso ao crédito, a pontuação tem oscilado em torno de 27,5 pontos para as menores empresas e 33,5 para as maiores.

Em relação à utilização da capacidade instalada, o levantamento mostra maior ociosidade nas pequenas indústrias. A mediana para as empresas de menor porte corresponde a 58% de utilização do maquinário, contra 70% para as de maior porte. Em abril, as indústrias menores utilizavam 57% da capacidade instalada, contra 67% registrados nas grandes fábricas.

Crédito difícil

Segundo a CNI, a melhoria do acesso ao crédito, a desburocratização e a melhoria do ambiente de negócios representam os principais caminhos para recuperar a atividade da indústria, principalmente das de menor porte. A entidade aponta, como principais dificuldades, taxas de juros elevadas e exigência de garantias reais – bens que podem ser tomados pelo banco em caso de calote.

De acordo com a CNI, no ano passado, apenas 20% das pequenas empresas conseguiram contratar uma nova linha de crédito, 40% renovaram uma linha antiga e 40% das pequenas empresas não conseguiram contratar nem renovar crédito em 2016.

Para a Confederação Nacional da Indústria, a falta de crédito impede o acesso ao capital de giro, causa atraso no pagamento de fornecedores, perda de oportunidades de negócio, atraso no pagamento de tributos e necessidade de renegociação de prazos para pagamento de credores.

 

*Fonte: Agência Brasil

Imagem: Fiems

Industriais de MS apontam carga tributária como responsável por perda de competitividade

Na 3ª rodada dos “Encontros Setoriais da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento”, realizada pelo Simemae/MS, Sindiplast/MS e Sindmad/MS, na noite de segunda-feira (06/03), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), os empresários dos três segmentos demonstraram a discrepância da carga tributária sobre a entrada de matéria-prima em Mato Grosso do Sul quando comparado com outros Estados.

Em razão deste quadro, as indústrias sul-mato-grossenses perderiam ainda mais competitividade, se levada em conta a possibilidade de revisão dos incentivos fiscais, levantada pelo governador Reinaldo Azambuja, lembrou o presidente do Sindiplast/MS, Zigomar Burille, durante apresentação para os presentes.

“Nos últimos quatro anos nosso segmento está decadente, com fechamento de empresas e demissões. E a taxação da matéria-prima que entra no nosso Estado é muito mais alta do que no Paraná e Goiás, por exemplo. O que hoje garante a competividade das nossas indústrias são os incentivos fiscais. Se isso acabar, a indústria de transformação do Estado não conseguirá transformar nada. Então, o governo precisa mudar as regras do jogo, só que de forma a ajudar o setor produtivo, e não dificultar. Porque o empresário quer investir, progredir, mas, para isso, precisa ter condições”, falou Zigomar Burille.

Somente a forma de cobrança do ICMS garantido no Estado causa uma distorção competitiva de 16% entre os preços finais do mesmo produto na comparação entre Mato Grosso do Sul e Paraná, demonstrou o dirigente sindical. “A matéria-prima para a indústria plástica comprada a R$ 5 mil a tonelada em São Paulo, por exemplo, o produto final vai custar R$ 8,6 mil no Paraná, enquanto em Mato Grosso do Sul vai sair por R$ 10 mil”, citou o presidente do Sindiplast/MS.

Indústria moveleira

Por causa deste e de outros obstáculos, 23 empresas dos segmentos plástico, metalúrgico e moveleiro sul-mato-grossenses fecharam as portas nos últimos quatro anos (eram 133 em 2013; hoje, são 110), e 1.450 postos de trabalho foram fechados. Para o presidente do Sindmad/MS, Juarez Falcão, as dificuldades são ainda maiores quando se trata do segmento moveleiro.

“Está difícil para todos, mas, para nós, é ainda pior. A falta de investimentos na construção civil atinge em cheio o segmento moveleiro, porque se ninguém constrói, ninguém compra os móveis. Por aqui já temos uma série de dificuldade em relação aos impostos sobre a matéria-prima, logística e, se ainda vier um problema de má gestão por parte do Governo do Estado, que quer nos penalizar com ainda mais impostos, seremos muito prejudicados”, alertou o empresário.

O vice-presidente do Simemae/MS, Nilvo Della Senta, também demonstrou preocupação com a possibilidade de haver corte de incentivos para as indústrias. “Mais uma vez, lotamos este auditório de trabalhadores e empresários, o que mostra que não se trata do temor de um segmento, é temor da sociedade como um todo, que fecha portas de empresas, gera demissões, e mexe com pais de família”, lembrou.

Representando a Assembleia Legislativa, o deputado estadual Paulo Correa (PR) voltou a reforçar ser terminantemente contra a possibilidade de revisão dos incentivos fiscais concedidos pelo Governo do Estado. “Não se deve romper contrato”, resumiu. “Meu pai me ensinou isso, que não é preciso prometer nada, mas, se prometer, tem que cumprir. É como se diz no Nordeste: ‘Ajoelhou, tem que rezar’”, emendou o parlamentar, que é presidente da Comissão de Indústria e Comércio do Legislativo.

Após a apresentação dos sindicatos, a rodada do “Encontro Setorial da Indústria” foi encerrada com a palestra “Crise e Ameaça para a Indústria”, do professor doutor em geografia Tito Carlos Machado de Oliveira.

Próximas rodadas

O evento faz parte de uma série de encontros realizados pelos principais sindicatos das indústrias do Estado com o objetivo de debater as melhores estratégias e alternativas para enfrentar as ameaças ao setor no Estado em meio à crise econômica. Durante os eventos, veio à tona a questão da possibilidade de revisão dos incentivos fiscais concedidos para as indústrias, e a criação do Fundo Estadual de Estabilidade Fiscal, que obrigaria as indústrias beneficiadas a contribuírem com 10% do que deixam de pagar de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

No primeiro deles, o debate já rendeu uma alternativa à esta proposta, que foi apresentada pelo presidente da Fiems, Sérgio Longen: os industriais teriam a opção de aderir ao Fundo Estadual de Estabilidade Fiscal e, em troca, teriam renovados, por mais cinco anos, os incentivos já concedidos.

Ao todo, serão realizadas cinco rodadas dos “Encontros Setoriais da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento”, sempre no período noturno, a partir das 19h30, no Edifício Casa da Indústria. A próxima rodada está marcada para o dia 13 de março, e a quinta no dia 20. Os eventos são organizados pelo Sindivest/MS, Sindigraf/MS, Sindical/MS, Sinduscon/MS, Sindicer/MS, Siams, Simemae/MS, Sindepan/MS, Sindmad/MS, Sicadems, Silems, Sindiplast/MS, Sindiecol e Biosul. Para participar basta comparecer ao local na hora e na data marcada.

*Fonte: Fiems

Imagem: Fiems

Sindicatos das indústrias debatem estratégias para enfrentar ameaças à produção

O Simemae/MS (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Mato Grosso do Sul), o Sindiplast/MS (Sindicato das Indústrias Plásticas e Petroquímicas do Estado) e o Sindmad/MS (Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Móveis em Geral) promovem, nesta segunda-feira (06/03), às 19h30, no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), a 3ª rodada dos “Encontros Setoriais da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento”.

O evento faz parte de uma série de encontros realizados pelos principais sindicatos das indústrias do Estado com o objetivo de debater as melhores estratégias e alternativas para enfrentar as ameaças ao setor no Estado em meio à crise econômica. Durante esses eventos, os empresários terão a oportunidade de debater a geração de empregos e o aumento da produção, mantendo a competitividade das suas indústrias, além de discutir temas de interesse de cada segmento, tais como os caminhos para enfrentar os novos desafios, empregos e produção como base da economia, a crise e as ameaças para a indústria e produção e emprego e competitividade em risco.

Ao todo, serão realizadas cinco rodadas dos “Encontros Setoriais da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento”, sendo que a primeira foi no dia 13 de fevereiro, a segunda no dia 20 de fevereiro, a terceira será nesta segunda-feira (06/03), a quarta no dia 9 de março e a quinta e última no dia 13 de março, sempre no período noturno, a partir das 19h30, no Edifício Casa da Indústria. Os eventos são organizados pelo Sindivest/MS, Sindigraf/MS, Sindical/MS, Sinduscon/MS, Sindicer/MS, Siams, Simemae/MS, Sindepan/MS, Sindmad/MS, Sicadems, Silems, Sindiplast/MS, Sindiecol e Biosul e para participar basta comparecer ao local na hora e na data marcada.

Líderes empresariais

O presidente do Simemae/MS, Irineu Milanesi, ressalta que a união dos empresários é fundamental neste momento de dificuldades para o setor industrial. “Há pelo menos dois anos enfrentamos sérias dificuldades econômicas. A maior empresa do segmento metalmecânico do Estado enxugou o quadro de 1,5 mil para 300 funcionários. É preciso envidar esforços para que as demissões cessem, para que as empresas voltem a ser competitivas”, declarou.

O presidente do Sindiplast/MS, Zigomar Burille, reforça que a indústria ainda sente os efeitos de uma das piores crises econômicas da história do País, e que a revisão de incentivos fiscais geraria uma “bola de neve” sem precedentes. “O desemprego causado pela crise derrubou a demanda das indústrias. Se perdermos os incentivos, produziremos menos e mais pessoas perderão o emprego, travando a roda da economia de vez”, alertou.

Segundo o presidente do Sindmad/MS, Juarez Falcão, os segmentos metalmecânico, plástico e moveleiro somam, juntos, 1,5 mil empresas em Mato Grosso do Sul. “Esse encontro é para que a nossa voz seja ouvida. Pagamos um absurdo em impostos, a diferença de alíquota para os outros Estados é impressionante, tudo isso derruba a competitividade das empresas locais e dificulta o crescimento da economia”, afirmou.

Serviço – Os Encontros Setoriais da Indústria serão realizados sempre às 19h30 no Edifício Casa da Indústria, localizado na Avenida Afonso Pena, 1.206, Bairro Amambaí, em Campo Grande (MS)

*Fonte: Fiems

Fiems

Contra demissões, empresários e trabalhadores unem-se pela manutenção dos incentivos fiscais

A 2ª rodada dos “Encontros Setoriais da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento”, realizada nesta segunda-feira (20/02), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), pelos sindicatos industriais que integram a cadeia produtiva da construção civil, da cerâmica e extrativa mineral, reuniu empresários e trabalhadores com um objetivo em comum: demonstrar união contra a revisão dos incentivos fiscais para a indústria e a criação do Fundo Estadual de Estabilidade Fiscal, que obrigaria as empresas beneficiadas a contribuírem com 10% do que deixam de pagar de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Ao discursar para o público presente, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, ressaltou a necessidade de união no momento em que empresários e trabalhadores caminham juntos em prol da mesma causa: a manutenção dos empregos e desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. “Mais do que nunca os representantes dos sindicatos laboral e patronal se juntem em prol desse importante segmento da nossa economia, que é a indústria da construção”, disse.

“Os setores estão muito bem organizados discutindo seus problemas, seus interesses, e entendo que os temas aqui abordados são muito relevantes porque, se aplicados, quebram a linha de investimentos, de geração de empregos, e no momento em que o Brasil passa, os empresários e trabalhadores estão unidos e vão continuar juntos para continuar avançando no desenvolvimento de sua cadeia”, emendou Longen, em entrevista após o evento.

Também presente nesta 2ª rodada dos Encontros Setoriais da Indústria, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Junior Mochi, voltou a garantir que qualquer alteração nos incentivos fiscais será amplamente discutida com a indústria. “O Estado não pode perder a credibilidade institucional. Nenhuma reforma será votada no afogadilho, a Assembleia Legislativa ouvirá todas as partes envolvidas, e vai esgotar toda e qualquer discussão necessária. Não existe mais ambiente para qualquer tipo de negociação de tributo”, destacou o parlamentar em nome do Legislativo.

Líderes empresariais

Presidente do Sinduscon/MS (Sindicato Intermunicipal das Indústrias da Construção de Mato Grosso do Sul), Amarildo Miranda Melo falou da preocupação do segmento com a revisão dos incentivos e também ressaltou o momento de união entre empresários e trabalhadores. “Vemos com muita preocupação essa questão da revisão dos incentivos fiscais porque, ainda, que a ponta da nossa cadeia não receba incentivos, é extremamente temerário porque outros elos são diretamente impactados e isso pode causar mais demissões. Somente em 2016, 7.100 funcionários da construção civil foram desligados no Estado e isso não pode se repetir em 2016”, disse o dirigente sindical, agradecendo a presença dos trabalhadores da indústria no evento.

Já o presidente da Anicer (Associação Nacional da Indústria Cerâmica) e do Sindicer/MS (Sindicato das Indústrias de Cerâmicas de Mato Grosso do Sul), Natel Henrique Farias de Moraes, alertou para o impacto que o fim dos incentivos traria para o segmento. “A indústria cerâmica gera emprego em todo Estado, estamos presentes em 61 dos 79 municípios, então, vemos com extrema preocupação a possibilidade de revisão dos incentivos. Foram eles os responsáveis pelo emprego de muitos pais de família de diversas cidade do Estado e isso não pode ser retirado assim, da noite para o dia”, afirmou o presidente.

Edemir Chaim, presidente do Sindiecol (Sindicato das Indústrias Extrativas de Corumbá), pediu ao presidente da Assembleia Legislativa que interceda pelos empresários. “Estamos passando por um momento muito difícil em nosso País e precisamos de união. União dos nossos governantes, da classe empresarial e do trabalhador, porque o empresário não pode ser penalizado porque o Governo não fez a lição de casa”, avaliou o presidente.

Prefeito de Rio Verde, Mário Kruger, veio à Capital para falar sobre as perdas que a revisão dos incentivos pode acarretar ao município. “Sem dúvida a indústria é um setor que contribui muito com o desenvolvimento na cidade por causa do grande parque industrial cerâmico instalado ali, que gera empregos e movimenta nossa economia. Qualquer corte de incentivo neste momento já delicado para o empresário será muito prejudicial”, disse.

Trabalhadores

Para o presidente do Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Campo Grande), José Abelha Neto, o momento é de união pelo bem trabalhador. “Entendemos que, sem as empresas, não existe o trabalhador, não há geração de emprego. O momento é de estar junto, e impedir que se tenha mais demissões em massa”, afirmou o representante dos trabalhadores da construção civil da Capital, que lotaram o auditório da Casa da Indústria com faixas e cartazes cobrando a manutenção do emprego.

Presidente da Fetricon/MS (Federação dos Trabalhadores na Construção Civil e do Mobiliário e Montagem Industrial), Webergton Sudário da Silva, considerou que a revisão dos incentivos vai gerar demissões. “No momento em que o País está vivendo, o importante é a preservação do emprego, e para isso, precisamos nos unir com os sindicatos patronais. E aumentar tributos vai gerar diretamente o desemprego”, disse.

Após os posicionamentos das lideranças patronais e laborais, a 2ª rodada dos Encontros Setoriais da Indústria foi encerrada com as palestras “Análise Conjuntural do Setor da Construção”, feita pelo economista Luís Fernando Melo Mendes, e “Importância da Cerâmica na Construção”, com o engenheiro-civil Marcus Daniel.

Os eventos

Com a realização dos “Encontros Setoriais da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento”, os principais sindicatos das indústrias de Mato Grosso do Sul promovem uma série de debates, ao longo das próximas semanas, sobre as melhores estratégias e alternativas para enfrentar as ameaças ao setor no Estado em meio à crise econômica. Durante esses eventos, os empresários têm a oportunidade de debater a geração de empregos e o aumento da produção, mantendo a competitividade das suas indústrias, além de discutir temas de interesse de cada segmento, tais como os caminhos para enfrentar os novos desafios, empregos e produção como base da economia, a crise e as ameaças para a indústria e produção e emprego e competitividade em risco.

Ainda serão realizadas mais duas rodadas dos “Encontros Setoriais da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento” nos dias 6 e 13 de março, sempre no período noturno, a partir das 19h30, e no auditório do Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS). No dia 6 de março será realizado a 3ª rodada, organizada pelos sindicatos das indústrias metalmecânicas, plásticas e moveleiras.

A 4ª e última rodada dos “Encontros Setoriais da Indústria” está agendada para o próximo dia 13 de março e será realizada pelos sindicatos das indústrias de alimentos e bebidas, frigorífica, panificação e laticínia. Os eventos são organizados pelo Sindivest/MS, Sindigraf/MS, Sindical/MS, Sinduscon/MS, Sindicer/MS, Siams, Simemae/MS, Sindepan/MS, Sindimad/MS, Sicadems, Silems, Sindiplast/MS, Sindiecol e Biosul.

*Fonte: Fiems

Imagem Fiems

Apresentada proposta à revisão dos incentivos na 1ª rodada dos Encontros Setoriais

Na 1ª rodada dos “Encontro Setorial da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento”, realizada pelo Sindivest/MS, Sindigraf/MS e Sindical/MS, na noite de segunda-feira (13/02), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), o presidente da Fiems, Sérgio Longen, apresentou aos empresários e trabalhadores da indústria parte da proposta a ser sugerida ao governador Reinaldo Azambuja em resposta à revisão dos incentivos fiscais para o setor e a criação do Fundo Estadual de Estabilidade Fiscal, que obrigaria as indústrias beneficiadas a contribuírem com 10% do que deixam de pagar de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Segundo Longen, os industriais teriam a opção de aderir ao Fundo Estadual de Estabilidade Fiscal em troca da renovação, por mais cinco anos, dos incentivos já concedidos. “Essa proposta foi apresentada ao governador como alternativa para estancar o déficit de arrecadação, que é a principal alegação do Executivo estadual para rever os benefícios já concedidos à indústria. Por meio dela, o empresário que tiver interesse poderá contribuir com esse Fundo sem comprometer suas atividades e compensando os investimentos”, declarou, informando que a sugestão também foi discutida com os secretários estaduais de Governo, Eduardo Riedel, e de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Jaime Verruck.

Ele foi bastante incisivo ao afirmar que a quebra dos contratos de incentivos já concedidos às indústrias do Estado é “inadmissível” e alertou, ainda, para o cenário de preocupação dos industriais. “Muitos empresários, de diversos segmentos da indústria, já me procuraram bastante temerosos com essa questão da revisão dos incentivos”, ponderou. Representante da indústria de calçados Klin, instalada em Três Lagoas desde 2002, Carlos Alberto Mestriner afirmou que inclusive há possibilidade de demissões em massa porque, com o corte de incentivos, muitas empresas podem fechar as portas.

“São os incentivos que mantém competividade das indústrias. O Governo anterior nos atraiu para Mato Grosso do Sul concedendo grandes incentivos e, não adianta não falar, o empresário olha a conta e essa conta tem que fechar. Se colocar no papel a questão da logística, da mão de obra, tudo que tem um custo. E acabar um trabalho de mais de 15 anos, que envolveu a capacitação de mão de obra, a comunidade de toda a região de Três Lagoas, seria muito triste”, falou o empresário, que também é vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados e do Vestuário de Birigui (SP) e veio da cidade paulista para discutir a questão dos incentivos.

Na mesma linha, o presidente do Sindivest/MS, José Francisco Veloso Ribeiro, apontou o desemprego como principal atenuante da revisão dos incentivos. “O Governo do Estado tem se mostrado sensível às questões do setor da indústria e esperamos que isso continue porque o desemprego é uma realidade que vem batendo à porta das famílias e, juntos, empresário e trabalhador precisam reverter esse quadro”, disse o dirigente sindical depois de apresentar um panorama do segmento no Estado.

Desemprego

Também depois de falar sobre a situação das gráficas sul-mato-grossenses, o presidente do Sindigraf/MS, Julião Gaúna, comentou que, diante da crise, sindicalistas têm atuado para “fazer do limão uma limonada”. “Diante do desemprego, os sindicatos tentam fazer com que o desemprego seja uma coisa que cause impacto positivo, oportunizando a essa mão de obra represada que seja realocada no mercado de trabalho”, declarou.

Presidente do Sindical/MS, João Batista Camargo Filho ressaltou que a pauta de discussão é imprescindível no atual cenário econômico. “Conversar com o empresário neste momento de crise é muito importante diante das dificuldades que temos enfrentado”, reforçou.

Com cartazes demonstrando a preocupação com a perda dos empregos, trabalhadores da indústria também participaram do evento. “A crise política e econômica no Brasil atingiu o limite e o trabalhador não pode ser penalizado, pagar o pato. O sindicato está pronto para participar de qualquer ação no sentido de impedir que empresas fechem as portas”, disse o presidente do Sindicatos dos Trabalhadores das Indústrias Gráficas do Estado, Leodair Martins Rôa.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação de Campo Grande e Região, Rinaldo Salomão, destacou ser essencial a discussão promovida pelos empresários. “Não podemos permitir que essa reforma aconteça sem que todos os envolvidos, e que forem afetados por ela, sejam ouvidos”, avaliou.

Representando a Assembleia Legislativa, o deputado estadual Paulo Correa afirmou que, enquanto presidente da Comissão de Indústria e Desenvolvimento da Casa de Leis, vai assegurar que o empresário tenha participação na discussão para elaborar a reforma. “Sempre que a arrecadação de um Governo cai, tem um setor que é penalizado. Mas já adianto que sou terminantemente contra a quebra dos contratos de incentivo, não podemos permitir essa insegurança jurídica para o empresário e, no que depender de mim, a revisão não será aprovada”, disse o parlamentar.

Como representante da Prefeitura de Campo Grande, o titular da Sedesc, Luiz Fernando Buainain, fez um resumo da situação da pasta responsável pela aprovação dos incentivos às empresas que pretendem se instalar na Capital. “A Sedesc vai trazer novos empresários, mas, antes de tudo, vai fomentar o empresário que já está aqui na cidade”, emendou. A noite da 1ª rodada dos “Encontros Setoriais da Indústira” foi encerrada com a palestra “Empregos e Produção como base da economia”, promovida pelo empresário Reinaldo Espinosa.

Os eventos

Com a realização dos “Encontros Setoriais da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento”, os principais sindicatos das indústrias de Mato Grosso do Sul promovem uma série de debates, ao longo das próximas semanas, sobre as melhores estratégias e alternativas para enfrentar as ameaças ao setor no Estado em meio à crise econômica.  Durante esses eventos, os empresários têm a oportunidade de debater a geração de empregos e o aumento da produção, mantendo a competitividade das suas indústrias, além de discutir temas de interesse de cada segmento, tais como os caminhos para enfrentar os novos desafios, empregos e produção como base da economia, a crise e as ameaças para a indústria e produção e emprego e competitividade em risco.

Ainda serão realizadas mais três rodadas dos “Encontros Setoriais da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento” nas seguintes datas: 20 de fevereiro e 6 e 13 de março, sempre no período noturno, a partir das 19h30, e no auditório do Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS). No dia 20 de fevereiro, será a vez da 2ª rodada dos “Encontros Setoriais da Indústria”, que será promovido pelos sindicatos das indústrias cerâmicas, da construção civil e extrativa mineral, enquanto no dia 6 de março será realizado a 3ª rodada, organizada pelos sindicatos das indústrias metalmecânicas, plásticas e moveleiras.

A 4ª e última rodada dos “Encontros Setoriais da Indústria” está agendada para o próximo dia 13 de março e será realizada pelos sindicatos das indústrias de alimentos e bebidas, frigorífica, panificação e laticínia. Os eventos são organizados pelo Sindivest/MS, Sindigraf/MS, Sindical/MS, Sinduscon/MS, Sindicer/MS, Siams, Simemae/MS, Sindepan/MS, Sindimad/MS, Sicadems, Silems, Sindiplast/MS, Sindiecol e Biosul.

*Fonte: Fiems

Imagem: Fiems

Sindicatos das indústrias vão debater estratégias para enfrentar ameaças à produção

Com a realização dos “Encontros Setoriais da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento”, os principais sindicatos das indústrias de Mato Grosso do Sul vão debater, ao longo das próximas semanas, as melhores estratégias e alternativas para enfrentar as ameaças ao setor no Estado em meio à crise econômica.

Durante esses eventos, os empresários terão a oportunidade de debater a geração de empregos e o aumento da produção, mantendo a competitividade das suas indústrias, além de discutir temas de interesse de cada segmento, tais como os caminhos para enfrentar os novos desafios, empregos e produção como base da economia, a crise e as ameaças para a indústria e produção e emprego e competitividade em risco.

Ao todo, serão realizados quatro “Encontros Setoriais da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento” nas seguintes datas: 13 e 20 de fevereiro e 6 e 13 de março, sempre no período noturno, a partir das 19h30, e no auditório do Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS). Os eventos são organizados pelo Sindivest/MS, Sindigraf/MS, Sindical/MS, Sinduscon/MS, Sindicer/MS, Siams, Simemae/MS, Sindepan/MS, Sindimad/MS, Sicadems, Silems, Sindiplast/MS, Sindiecol e Biosul.

O “1º Encontro Setorial da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento” será promovido nesta segunda-feira (13/02) pelos sindicatos das indústrias do vestuário e têxtil, gráfica e de calçados. Para participar dos eventos, não é necessário que os empresários se inscrevam previamente, bastando comparecer ao local na hora e na data marcada.

Presença

Segundo o presidente do Sindigraf/MS (Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado de Mato Grosso do Sul), Julião Alves Gaúna, o “1º Encontro Setorial da Indústria” servirá para discutir as demandas do empresário. “Todos os empresários das indústrias gráficas estão convidados para discutir conosco as demandas e formas de desenvolver a atividade em 2017”, declarou.

Já o presidente do Sindivest/MS (Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Vestuário, Tecelagem e Fiação de Mato Grosso do Sul), José Francisco Veloso Ribeiro, ressalta que a união dos empresários é fundamental neste momento de dificuldades para o setor industrial. “Faz parte da nossa linha de atuação manter as empresas fortes e unidas para mantê-las competitivas. Por isso, o empresário deve vir discutir conosco formas de repensar o setor, que é estratégico na geração de empregos”, emendou.

O presidente do Sindical/MS (Sindicato das Indústrias de Calçados de Mato Grosso do Sul), João Batista de Camargo Filho, afirma que a pauta de discussão do “1º Encontro Setorial da Indústria” é imprescindível no atual cenário econômico. “Conversar com o empresário neste momento de crise é muito importante diante das dificuldades que temos enfrentado, enquanto muito estão demitindo e mudando para outros Estados”, reforçou.

No dia 20 de fevereiro, será a vez do “2º Encontro Setorial da Indústria”, que será promovido pelos sindicatos das indústrias cerâmicas, da construção civil e extrativa mineral, enquanto no dia 6 de março será realizado o “3º Encontro Setorial da Indústria”, organizado pelos sindicatos das indústrias metalmecânicas, plástica e moveleira. O “4º Encontro Setorial da Indústria” está agendado para o próximo dia 13 de março e será realizado pelos sindicatos das indústrias de alimentos e bebidas, frigorífica, panificação e laticínia.

Serviço – Os Encontros Setoriais da Indústria serão realizad

*Fonte: Fiems

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Consultoria em NR 12 já analisou mais de 1,2 mil máquinas do Estado

Aplicada à rotina da indústria, a NR 12 (Norma Regulamentadora nº 12), que define referências técnicas e medidas de proteção para garantir a saúde dos trabalhadores em atividades com máquinas e equipamentos, passou a considerar inadequada a maior parte dos equipamentos industriais existentes. Máquinas até então consideradas dentro da lei e dos padrões de segurança e sem histórico de acidentes, da noite para o dia, poderiam ser lacradas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e as empresas, multadas.

Contra esse tipo de obstáculo à produtividade e competitividade das indústrias, a consultoria do Senai em NR 12, no âmbito do Programa Senai de Manutenção Industrial (PSMI), já apoiou o processo de adequação às novas regras para mais de 80 empresas de Mato Grosso do Sul, e analisou mais de 1.200 máquinas do parque industrial do Estado. O último caso bem-sucedido é o da Inflex, indústria de Dourados (MS) que fabrica embalagens plásticas flexíveis laminadas, que, após a orientação do Senai, concluiu mais uma etapa de desinterdição de suas máquinas junto ao MTE.

100%

Nessa etapa, três impressoras flexográficas voltaram à ativa, consideradas agora 100% adequadas à NR 12. O coordenador da consultoria em atendimento às normas e legislações do Senai, Engenheiro Jeancarlos Lucietto, explica que com as constantes atualizações da norma, o empresário enfrenta grandes dificuldades para manter-se dentro da lei. “A NR 12 existe desde 1978, foi revisada em 2010, quando houve o maior impacto, porque os 40 itens até então previstos saltaram para 340. A última alteração foi em setembro do ano passado, por isso, é importante que o empresário esteja sempre bem assessorado para não ficar vulnerável em uma eventual fiscalização”, afirmou.

Diretor-administrativo da Inflex, César Augusto Scheide comemora o resultado obtido e comenta as vantagens da consultoria do Senai em NR 12. “O retorno é muito positivo, porque o principal resultado é estar sempre adequado a todas as normas previstas na legislação, e ter a segurança de trabalhar com máquinas que apresentam risco insignificante ou muito baixo, no que diz respeito a parte elétrica e mecânica de nossas máquinas e instalações”, atestou. “Hoje, nossos 240 funcionários atuam com total segurança, nas 30 máquinas espalhadas por diferentes setores”, emendou.

A norma

A consultoria do Senai em NR 12 oferece uma metodologia específica para a realização de diagnósticos e estudos técnicos, análise de riscos, soluções para a adequação mecânica e elétrica, apreciação de riscos e capacitação de funcionários. O trabalho é desenvolvido por uma equipe multidisciplinar do Senai, formada por profissionais das áreas de engenharia mecânica, engenharia elétrica, engenharia de segurança do trabalho e engenharia de controle e automação.

Esses profissionais são especialistas em desenvolver soluções para a indústria, como por exemplo, a elaboração dos estudos e documentos técnicos exigidos em uma fiscalização ou auditoria.

Serviço – As indústrias interessadas na consultoria do Senai em NR 12 podem obter mais informações pelo telefone (67) 3311-8533 ou pelo email normas@senai.br

*Fonte: Senai

Imagem: Fiems

Indústria de MS encerra 2016 com saldo positivo de 943 postos de trabalho

O setor industrial de Mato Grosso do Sul, que é composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, encerrou o ano de 2016 com saldo positivo de 943 postos formais de trabalho, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. De acordo com o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, apesar de o mês de dezembro do ano passado ter registrado o fechamento de 1.974 vagas, a geração de emprego no setor sul-mato-grossense foi positiva na maior parte do ano, revertendo o quadro de demissões observado em 2015, quando foram fechadas 9.243 vagas na indústria estadual.

Ainda de acordo com ele, no ano, os melhores resultados foram identificados pelos segmentos da indústria da construção (+2.111), serviços industriais (+453), alimentos e bebidas (+122), indústria da borracha, couro e diversas (+104) e indústria do material elétrico (+103). “Levando em conta todos os setores da economia estadual foram fechadas 7.797 vagas apenas no mês de dezembro, enquanto no acumulado do ano o resultado aponta para o encerramento de 1.123 postos de trabalho. Apesar de negativo, o desempenho observado apresenta sensível melhora na comparação com 2015, quando foram fechadas quase 12 mil vagas no mercado de trabalho sul-mato-grossense”, analisou.

Contingente

O conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou dezembro de 2016 com 126.178 trabalhadores empregados, indicando queda de 1,5% em relação a novembro. “Mesmo com a redução observada, a indústria terminou o ano com o 3º maior contingente de trabalhadores formais do Estado. Atualmente, a atividade industrial responde por 19,6% de todo o emprego formal existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás dos setores de serviços, que emprega 191.859 trabalhadores e tem participação equivalente a 29,8%, e da administração pública, com 129.958 trabalhadores ou 20,2% do total”, detalhou Ezequiel Resende.

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems acrescenta que, considerando que em 2016 o salário nominal médio na indústria estadual foi de R$ 2.060,41 – estimado com base no salário nominal médio de 2015 obtido pela RAIS -, a massa salarial paga aos industriários sul-mato-grossenses ao longo do ano alcançou o equivalente a R$ 3,119 bilhões. “O montante é 7,3% superior ao registrado em 2015, quando atingiu o valor de R$ 2,907 bilhões”, informou.

Desempenho

Em Mato Grosso do Sul, ao fim do ano passado, 85 atividades industriais apresentaram saldo positivo de contratação, proporcionando a abertura de 5.628 vagas, com destaque para a montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas (+1.850), construção de rodovias e ferrovias (+456), obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações (+448). Por outro lado, 127 atividades industriais apresentaram saldo negativo, proporcionando o fechamento de 4.685 vagas, tendo como responsáveis a fabricação de álcool (-455), obras de engenharia civil não especificadas anteriormente (-352), fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado (-329) e construção de edifícios (-249).

Em relação aos municípios, constata-se que em 43 deles as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação em 2016, proporcionando a abertura de 4.649 vagas, sendo que as cidades com saldo positivo de pelo menos 100 vagas foram Três Lagoas (+2.464), Aparecida do Taboado (+541), Água Clara (+389), Nova Alvorada do Sul (+265), Mundo Novo (+123) e Nova Andradina (+123). Por outro lado, em 36 municípios as atividades industriais registraram saldo negativo, proporcionando a fechamento de 3.706 vagas, sendo que as cidades com saldo negativo foram Campo Grande (-1.023), Dourados (-647), Bataguassu (-367), Paranaíba (-222), Eldorado (-209), Costa Rica (-155), Terenos (-145), Itaquiraí (-135), Corumbá (-125) e Naviraí (-121).

*Fonte: Fiems

Imagem: Fiems

Indústria poderá perder mais de R$ 66 bilhões com feriados nacionais, diz Firjan

A indústria brasileira poderá perder R$ 66,8 bilhões com os nove feriados nacionais e três pontos facultativos deste ano. O valor representa 4,4% do PIB ( soma dos bens e riquezas produzidos no país) industrial do país, o maior percentual registrado desde 2008. É o que aponta o estudo “O Custo Econômico dos Feriados Federais para a Indústria”, divulgado hoje (4), pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O levantamento tem como base a relação de feriados e pontos facultativos divulgada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O estudo não contabiliza a Quarta-feira de Cinzas, por ser ponto facultativo até as 14h, e o Dia do Servidor Público. A Federação das Indústrias ressalta que o país ainda convive com mais de 40 feriados estaduais e outros municipais.

Dos 12 dias não trabalhados no país, apenas um será num fim de semana. Dos outros 11, cinco caem na terça ou na quinta-feira, o que facilita o “enforcamento” de um dia. Mesmo que não sejam contabilizados como feriados, esses “enforcamentos” certamente desestimulam a atividade produtiva, resultando em perda de produtividade.

A federação lembra, que as perdas não se restringem às empresas. As paralisações na atividade industrial provocam uma grande queda de arrecadação tributária para o governo. A Firjan estima que esta perda pode chegar a R$ 27,6 bilhões este ano, o equivalente a R$ 2,5 bilhões a cada feriado nacional, considerando os tributos federais, estaduais e municipais.

Entre as propostas da federação está a de que os feriados que caem no meio de semana sejam deslocados para segunda ou sexta-feira. De acordo com a Firjan, a medida contribuiria para a redução do “custo Brasil” e para o aumento da competitividade da indústria. Além disso, que em meses com a ocorrência de dois ou mais feriados, estes ocorram no mesmo dia, de forma a preservar o número de dias úteis. A federação informa, ainda, “que em vista da urgente necessidade de estimular a atividade produtiva e, ao mesmo tempo, ajustar as contas públicas, a mudança seria extremamente oportuna”.

 

*Fonte: Agência Brasil