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CNI: produção e emprego caem em 2016, mas reagem em relação a 2015

A produção e o emprego na indústria brasileira encerraram 2016 em queda, mas a situação é mais favorável que a verificada em dezembro de 2015. A informação está na pesquisa Sondagem Industrial, divulgada hoje (20) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a pesquisa, o indicador de produção alcançou 40,7 pontos no último mês do ano passado, ante 47 pontos em novembro. Embora esteja abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o que indica queda na produção, o índice supera os 35,5 pontos registrados em dezembro de 2015.

Segundo a CNI, a queda na produção é usual em dezembro devido ao fim das encomendas para o Natal. De acordo com a entidade, o índice de dezembro de 2016 é o melhor em quatro anos.

Já o indicador que mostra a evolução do número de empregados ficou em 44,7 pontos no mês passado, enquanto em novembro estava em 45,8 pontos. Também abaixo dos 50 pontos, o índice melhorou em relação ao resultado de dezembro de 2015, quando o emprego estava em 41,5 pontos.

Para a entidade que representa a indústria, os dados da sondagem de dezembro mostram que “o cenário atual ainda é greve”. Na avaliação da CNI, contudo, “o pior pode ter passado”.

Estoques

Os estoques da indústria terminaram o ano abaixo do desejado, o que indica que pode haver aumento na produção para recompô-los. Segundo a CNI, trata-se de um dado positivo.

O indicador que mede o estoque efetivo em relação ao planejado ficou em 46,5 pontos em dezembro de 2016. Houve queda em relação a novembro, quando o índice era 48,3 pontos, e estabilidade em relação a dezembro de 2015, quando foram registrados 46,6 pontos.

*Fonte: Agência Brasil

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Faturamento da indústria cresce 4,5% e horas trabalhadas na produção aumentam 0,7%

O faturamento da indústria brasileira aumentou 4,5% e as horas trabalhadas na produção cresceram 0,7% em novembro na comparação com outubro na série livre de influências sazonais. O nível de utilização da capacidade instalada ficou praticamente estável em 76,6%, informa a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada  pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

No entanto, isso não significa que há um movimento de recuperação da atividade industrial. “A comparação anual dos indicadores continua a mostrar quedas expressivas”, destaca a CNI. Em relação a novembro de 2015, o faturamento registra queda de 9,9% e as horas trabalhadas na produção têm retração de 5,1% e a utilização da capacidade instalada era de 77,5%.

Além disso, todos os indicadores do mercado de trabalho recuaram em novembro frente a outubro de 2016 na série livre de influências sazonais. O emprego na indústria caiu 0,3%, a massa salarial real recuou 2,1% e o rendimento médio real do trabalhador diminuiu 1,5%. Na comparação com novembro de 2015, o emprego teve queda de 5,5%, a massa real de salários caiu 7,7% e o rendimento médio real do trabalhador encolheu 2,3%.

* Fonte: Fiems

A queda da confiança ocorreu em 12 de 19 segmentos industriais pesquisados. Foto Fiems

Índice de Confiança da indústria registra menor patamar desde junho

O Índice de Confiança da Indústria recuou 2,2 pontos em dezembro, atingindo 84,8 pontos, o menor patamar desde junho deste ano, quando foi registrado 83,4 pontos. O resultado foi divulgado hoje (26) pela Fundação Getúlio Vargas.

A queda da confiança ocorreu em 12 de 19 segmentos industriais pesquisados. A piora na percepção sobre o nível de demanda foi o que mais influenciou o mau resultado este mês. Com piores avaliações sobre a demanda interna, esse indicador caiu 3,5 pontos, marcando 81,8 pontos.

O percentual de empresas que consideram o nível atual de demanda forte diminuiu de 9% para 6% entre novembro e dezembro. E as que consideram o nível fraco aumentou de 35,5% para 36,1%.

O Índice de Expectativas recuou 1,8 ponto, chegando a 87,1 pontos. A maior contribuição para a queda em dezembro veio da expectativa com o volume de pessoal ocupado nos três meses seguintes. O indicador recuou 3,8 pontos, marcando 80,6 pontos, a quinta queda consecutiva. Também houve redução do percentual de empresas prevendo aumento do pessoal ocupado de 11,5% para 10,7%.

O Índice da Situação Atual caiu 2,2 pontos, para 82,9 pontos. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada atingiu 72,5% em dezembro, novo patamar mínimo histórico para a série iniciada em 2001.

 

* Fonte: Agência Brasil

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Em 10 meses, indústria de MS tem saldo positivo de 3,2 mil postos de trabalho

De janeiro a outubro deste ano, o setor industrial de Mato Grosso do Sul, que é composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, já acumula saldo positivo de 3.202 postos formais de trabalho, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, explica que o montante positivo é em razão de o mês de outubro ter aberto 457 vagas, possibilitando que o saldo das contratações nas atividades industriais do Estado ficasse positivo em oito dos dez meses com dados oficiais disponíveis.

Ainda de acordo com ele, no ano, os melhores resultados foram identificados pelos segmentos da construção (+2.857), alimentos e bebidas (+552), serviços industriais (+453), indústria da borracha, couro e diversas (+143) e calçados (+72), enquanto no mês os destaques são para química (+324), alimentos e bebidas (+131), material elétrico (+46) e calçados (+45). “Em outubro, considerando todos os setores da economia estadual, foram abertas 1.010 vagas. Já no acumulado do ano, o resultado aponta a criação de 7.976 postos de trabalho, entretanto, nos últimos 12 meses, 1.379 vagas foram fechadas em Mato Grosso do Sul”, analisou.

O conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou outubro de 2016 com 128.437 trabalhadores empregados, indicando aumento de 0,43% em relação a setembro. “Com esse desempenho a indústria segue com o 3º maior contingente de trabalhadores formais do Estado. Atualmente, a atividade industrial responde por 19,7% de todo o emprego formal existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás do setor de serviços, que emprega 195.593 trabalhadores com participação equivalente a 29,9%, e da administração pública, com 129.965 trabalhadores ou 19,9%”, detalhou.

Desempenho

Em Mato Grosso do Sul, de janeiro a outubro de 2016, ao todo 103 atividades industriais apresentaram saldo positivo de contratação, proporcionando a abertura de 5.980 vagas, com destaque para montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas (+952), construção de rodovias e ferrovias (+753), construção de edifícios (+649), obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações (+467) e obras de terraplenagem (+335). Por outro lado, no mesmo período, 108 atividades industriais apresentaram saldo negativo, proporcionando o fechamento de 2.778 vagas, com destaque para fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado não especificados anteriormente (-262), fabricação de fogões, refrigeradores e máquinas de lavar e secar para uso doméstico (-181) e construção de redes de transportes por dutos, exceto para água e esgoto (-142).

Em relação aos municípios, constata-se que em 48 deles as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação no período de janeiro a outubro, proporcionando a abertura de 4.695 vagas, com destaque para Três Lagoas (+1.481), Aparecida do Taboado (+658), Água Clara (+447), Nova Alvorada do Sul (+259), Nova Andradina (+203), Camapuã (+188), Mundo Novo (+158), Angélica (+151), Maracaju (+149) e Campo Grande (+128). As atividades que mais contribuíram nos municípios selecionados foram montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas (+1.085), construção de edifícios (+648), construção de rodovias e ferrovias (+588), obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações (+465), fabricação de álcool (+312) e fabricação de açúcar em bruto (+231).

Por outro lado, no mesmo período, em 29 municípios as atividades industriais registraram saldo negativo, provocando o fechamento de 1.493 vagas, com destaque para Bataguassu (-226), Eldorado (-198), Paranaíba (-157), Terenos (-130), Dourados (-122), Ponta Porã (-108), Itaquiraí (-106) e Costa Rica (-102). As atividades que mais contribuíram nos municípios selecionados foram fabricação de álcool (-402), abate de reses, exceto suínos (-293), fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado (-282), fabricação de açúcar em bruto (-158), fabricação de laticínios (-131) e montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas (-107).

* Fonte: Fiems

Sondagem Industrial identificou uma elevada ociosidade na indústria de Mato Grosso do Sul - See more at: http://www.fiems.com.br/noticias/producao-industrial-do-estado-volta-a-recuar-em-outubro-aponta-radar-da-fiems/22642#sthash.p05isz9M.dpuf. Imagem: Fiems

Produção industrial do Estado volta a recuar em outubro

O índice de evolução da produção industrial sul-mato-grossense voltou a recuar no mês de outubro, assim como aconteceu em setembro, conforme a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto às empresas estaduais. “O índice de evolução da produção industrial marcou 45 pontos, redução de 5,5% em relação a setembro. O resultado indica que na passagem mensal houve aumento do número de empresas com queda na produção”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

Ele destaca que, quando comparado com o mesmo mês de 2015, o índice registra elevação de 5,6%, sinalizando que, embora a conjuntura econômica ainda não seja a ideal, houve uma melhora razoável nos últimos 12 meses. “Por fim, em outubro de 2016, para 36,7% das empresas a quantidade produzida caiu, enquanto para 49,4% houve estabilidade e para 13,8% aumento”, explicou.

Além disso, a Sondagem Industrial identificou uma elevada ociosidade na indústria de Mato Grosso do Sul, sendo que para 48,9% dos respondentes a utilização da capacidade instalada esteve abaixo do usual para o mês de outubro. “Desempenho que se refletiu no índice, com o resultado permanecendo muito abaixo do patamar considerado adequado para o período. Por fim, a ociosidade média da capacidade instalada em outubro ficou em 35%, contra 30% no mês de setembro”, declarou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Já as expectativas em relação à demanda seguem positivas, contudo, perderam força no último mês com o índice relativo à demanda atingindo 50,8 pontos em novembro. “Esse é o sexto mês consecutivo em que o resultado fica acima da linha divisória dos 50 pontos, o que sinaliza perspectiva de aumento da demanda para os próximos seis meses. Por outro lado, em outubro, esse mesmo índice marcava 52,4 pontos, apontando queda de 3,1% na passagem de um mês para o outro, enquanto os índices relativos ao número de empregados e quantidade exportada apontam que, na avaliação dos respondentes, não deve ocorrer crescimento no período considerado”, analisou Ezequiel Resende.

Com relação à intenção de investir, a Sondagem Industrial detectou um recuo a exemplo do mês anterior. “O índice relativo à intenção de investir do empresário industrial caiu na passagem de outubro para novembro, o indicador saiu de 41,3 para 40,8 pontos. Por outro lado, o desempenho mostra-se melhor quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, quando o índice marcava 37,1 pontos. Por fim, o índice de intenção de investimentos varia de 0 a 100 pontos, quanto maior o índice, maior é a intenção de investir”, finalizou o economista.

* Fonte: Fiems

Imagem: Agência Brasil

Produção e emprego caem e ociosidade na indústria continua alta

A produção e o emprego continuam caindo na indústria brasileira. Os índices de evolução da produção e de emprego ficaram em 45,8 pontos em outubro, informa a Sondagem Industrial divulgada nesta segunda-feira, 21 de novembro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os indicadores variam de zero a cem pontos. Quando estão abaixo de 50 pontos revelam queda da produção e do emprego.

“A produção industrial, que costuma crescer em outubro, manteve o mesmo ritmo de queda do mês anterior e segue muito baixa, provocando elevada ociosidade no setor”, diz a pesquisa. O índice de utilização da capacidade instalada caiu um ponto percentual em outubro na comparação com setembro e ficou em 65%.  A pesquisa mostra ainda que os estoques estão dentro do planejado pelos empresários. O indicador de estoque efetivo em relação ao planejado ficou em 50,6 pontos, próximo da linha divisória dos 50 pontos.

Diante desse quadro, os empresários estão menos otimistas com as perspectivas para os próximos seis meses. Os indicadores de expectativas de demanda, compra de matérias primas, exportações e número de empregados ficaram abaixo dos 50 pontos em novembro. Isso mostra que os empresários esperam a redução da demanda, das exportações, das compras de matérias-primas e dos empregos nos próximos seis meses.

Sem perspectivas de recuperação no curto prazo, os industriais estão pouco dispostos a fazer investimentos. O índice de intenção de investimentos ficou em 43,9 pontos em novembro. Embora registre um crescimento de 3,1 pontos em relação a outubro de 2015, o valor está 3,7 pontos inferior à média histórica que é de 47,6 pontos. O indicador varia de zero a cem pontos. Quanto menor o índice, menor é a disposição dos empresários para investir.

Esta edição da Sondagem Industrial foi feita ente 1º e 11 de novembro com 2.371 empresas. Dessas, 979 são pequenas, 862 são médias e 530 são de grande porte.

 

 

*Fonte: CNI

Imagem: Fiems

Indústria estadual tem saldo positivo de 2.657 postos formais de trabalho no ano

O setor industrial de Mato Grosso do Sul, que é composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, já acumula saldo positivo de 2.657 postos formais de trabalho de janeiro a setembro deste ano, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, explica que o montante positivo é em razão de setembro ter aberto 394 vagas, possibilitando que o saldo das contratações nas atividades industriais do Estado ficasse positivo em sete dos nove meses com dados oficiais disponíveis.

Ainda de acordo com ele, nos últimos 12 meses 704 vagas foram encerradas, porém, o desempenho vem melhorando sistematicamente. “Por exemplo, na comparação com o início do ano, os últimos 12 meses terminados em janeiro indicavam o fechamento de 9.003 vagas, ou seja, o total de vagas encerradas na indústria estadual, no comparativo anualizado, diminuiu em 92%”, analisou, completando que no mês de setembro a indústria da construção teve saldo positivo de 323 vagas, a de alimentos e bebidas chegou a 88 vagas e a química a 37 vagas.

No ano, conforme Ezequiel Resende, os melhores desempenhos foram da indústria da construção, com saldo positivo de 2.729 vagas, de serviços industriais, com 478 vagas, de alimentos e bebidas, com 442 vagas, e indústria da borracha, couro e diversas, com saldo de 202 vagas. “Infelizmente, nos últimos 12 meses, o saldo ainda é negativo na indústria química (-1.360), têxtil e vestuário (-765), produtos minerais não metálicos (-375), indústria de calçados (-295), indústria mecânica (-258) e indústria do papel e gráfica (-239)”, detalhou.

O conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou setembro de 2016 com 127.892 trabalhadores empregados, indicando aumento de 0,42% em relação a agosto. “Com esse desempenho, a indústria segue com o 3º maior contingente de trabalhadores formais do Estado. Atualmente, a atividade industrial responde por 19,6% de todo o emprego formal existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás do setor de serviços, que emprega 195.287 trabalhadores e tem participação equivalente a 29,9%, e da administração pública, com 129.971 trabalhadores ou 19,9% do total”, informou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Desempenho

Em Mato Grosso do Sul, de janeiro a setembro de 2016, ao todo 98 atividades industriais apresentaram saldo positivo de contratação, proporcionando a abertura de 5.500 vagas. Entre as atividades industriais com saldo positivo de pelo menos 100 vagas destacam-se construção de edifícios (+926), construção de edifícios (+776), montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas (+513), obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações (+426), obras de terraplenagem (+340), geração de energia elétrica (+245), fabricação de celulose e outras pastas para a fabricação de papel (+217), fabricação de brinquedos e jogos recreativos (+159), preservação do pescado e fabricação de produtos do pescado (+154), abate de suínos, aves e outros pequenos animais (+129), coleta de resíduos não-perigosos (+124), instalações elétricas (+121) e instalações elétricas (+101).

Por outro lado, no mesmo período, 111 atividades industriais apresentaram saldo negativo em Mato Grosso do Sul, proporcionando o fechamento de 2.843 vagas. Entre as atividades industriais com saldo negativo de pelo menos 100 vagas destacam-se fabricação de álcool (-292), fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado não especificados anteriormente (-253), fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado não especificados anteriormente (-190), construção de redes de transportes por dutos, exceto para água e esgoto (-139), confecção de roupas íntimas (-132), obras de engenharia civil não especificadas anteriormente (-130) e serviços especializados para construção não especificados anteriormente (-106).

Em relação aos municípios, constata-se que em 49 deles as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação no período de janeiro a setembro, proporcionando a abertura de 4.114 vagas, sendo que entre as cidades com saldo positivo de pelo menos 100 vagas destacam-se Três Lagoas (+1.070), Aparecida do Taboado (+662), Água Clara (+427), Campo Grande (+305), Nova Andradina (+197), Maracaju (+147), Mundo Novo (+145), Angélica (+141) e Naviraí (+101). Por outro lado, no mesmo período, em 27 municípios as atividades industriais registraram saldo negativo, proporcionando a fechamento de 1.457 vagas e as cidades com saldo negativo de pelo menos 100 vagas destacam-se Eldorado (-197), Bataguassu (-190), Paranaíba (-165), Terenos (-157), Dourados (-146) e Ponta Porã (-115).

* Fonte: Fiems

Imagem: Fiems

Produção industrial de MS cai após duas altas seguidas

O índice de evolução da produção industrial sul-mato-grossense caiu no mês de setembro após registrar duas altas seguidas em julho e agosto, conforme a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto às empresas estaduais. “O índice marcou 47,6 pontos, queda de 1% em relação a agosto. Apesar do recuo, é importante ressaltar que o indicador vem apresentando trajetória ascendente desde o início do ano, porém, o índice ainda permanece abaixo da linha divisória dos 50 pontos”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

Ele destaca que em setembro, para 27,7% das empresas ouvidas, a quantidade produzida caiu, enquanto para 56,6% houve estabilidade e para 15,7% aumento. “Por outro lado, segue elevada a capacidade ociosa na indústria de Mato Grosso do Sul, pois, para 44% dos respondentes, a utilização da capacidade instalada esteve abaixo do usual para o mês. Já o índice ficou em 40,6 pontos em setembro, permanecendo muito abaixo do patamar considerado adequado para o período, que é alcançado quando o indicador se situa em torno dos 50 pontos”, explicou, completando que a ociosidade média da capacidade instalada ficou em 30%.

Na avaliação do empresário industrial as condições financeiras continuaram ruins no 3º trimestre de 2016, pois, de um modo geral, os empresários industriais de Mato Grosso do Sul mostraram-se insatisfeitos com a margem de lucro operacional das empresas no 3º trimestre deste ano, com o indicador alcançando 41,1 pontos. “Comportamento semelhante foi verificado em relação às condições de acesso ao crédito e situação financeira geral da empresa, com os indicadores alcançando 29,2 e 40,4 pontos, respectivamente”, citou Ezequiel Resende, completando que valores abaixo de 50 pontos indicam insatisfação dos empresários em relação aos itens pesquisados.

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems ressalta, contudo, que é importante ressaltar que em todas as variáveis houve melhora na comparação com o trimestre anterior e mesmo trimestre do ano passado. “Em Mato Grosso do Sul, no 3º trimestre de 2016, 52% dos empresários industriais consideraram ruim a margem de lucro operacional obtida no período. Na mesma comparação, o acesso ao crédito foi considerado difícil por 68,8% dos empresários, enquanto a situação financeira geral da empresa foi considerada ruim por 56,4% dos respondentes, mas responderam que houve aumento dos preços das matérias-primas utilizadas”, afirmou.

Ainda de acordo com a Sondagem Industrial, as principais dificuldades enfrentadas pelos industriais de Mato Grosso do Sul no 3º trimestre de 2016 são a elevada carga tributária, a inadimplência dos clientes, a taxa de juros elevadas, a falta ou alto custo da matéria-prima, a falta de capital de giro e a demanda interna insuficiente. “Enfim, em resumo, o desempenho do setor industrial sul-

 

*Fonte: Fiems

Imagem: Fiems

Confiança da indústria cai no trimestre encerrado em outubro

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) teve queda de 1,6 ponto no trimestre encerrado em outubro.  Setembro registrou alta de 2,1 pontos, ao atingir 86,6 pontos. Quinze dos 19 segmentos pesquisados apresentaram retração.

A pesquisa Sondagem da Indústria de Transformação foi feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) em 1.121 empresas, entre os últimos dias 3 e 27. Para 12,7% das empresas consultadas, os estoques estão excessivos. O índice é o mais baixo desde janeiro do ano passado, quando a taxa oscilou em 11,5%. A parcela de empresas que apontaram a existência de estoques insuficientes diminuiu de 7,1% para 4,8% do total.

O superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, Aloisio Campelo Junior, afirmou que a retomada do crescimento econômico deve ocorrer, mas em ritmo mais lento .“O tombo da produção física em agosto, registrado pelo IBGE, não representou uma reversão da tendência de recuperação da economia, mas mostrou que o ritmo de retomada será bem mais lento do que o setor industrial previa no início deste semestre”.

A sondagem mostrou recrudescimento tanto em relação ao momento atual quanto ao desempenho para os próximos seis meses. No Índice da Situação Atual (ISA), houve queda de 1,8 ponto, para 84,9 pontos, o menor desde junho e no Índice de Expectativas (IE), recuo de 1,4 ponto, para 88,4 pontos.

A proporção de empresas que planejam abrir novas vagas no mercado de trabalho, nos próximos meses, diminuiu de 12,5% para 10,9% . Ao mesmo tempo, aumentou a parcela das que acreditam que haverá necessidade de cortes – de 22,1% para 23,2%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) caiu 1,0 ponto percentual, atingindo 73,7%

 

* Fonte: Agência Brasil

A previsão é que o PIB deste ano caia  de 3,3% em relação a 2014, com a queda de 6,4% no PIB industrial. Foto: Divulgação

Recessão continuará e indústria brasileira encolherá mais 4,5% em 2016, estima CNI

A economia brasileira continuará encolhendo no ano que vem. O Produto Interno Bruto (PIB) terá uma queda de 2,6%, puxado especialmente pela retração de 4,5% na indústria. O desemprego alcançará 11%, o consumo das famílias diminuirá 3,3% e os investimentos cairão 12,3%. As estimativas estão na edição especial do Informe Conjuntural – Economia Brasileira, divulgado nesta quarta-feira, 16 de dezembro, pela  Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“Pouco se avançou para a construção de um ajuste fiscal crível e permanente, aliado a mudanças estruturais capazes de impulsionar a recuperação da atividade econômica. Por isso, o cenário para 2016 não é diferente do observado em 2015″, diz o estudo. A CNI avalia que a instabilidade política adiará as medidas necessárias para a recuperação da confiança dos agentes econômicos. “Os eventos políticos recentes, que culminaram na abertura do processo de impedimento da presidente da República, adicionam grau de complexidade ainda maior ao momento. Esse cenário conturbado marcará os primeiros meses de 2016, indicando que a travessia em direção à recuperação econômica deverá ser mais difícil e demorada.”

No estudo, a CNI avalia as dificuldades  enfrentadas pela economia em 2015, ano que fechará com a inflação de 10,5%. “Há dois fatos preocupantes sobre a economia brasileira em 2015. O primeiro é que os principais componentes do PIB pelo lado da demanda (consumo das famílias) e pelo lado da oferta (serviços) irão diminuir em 2015, o que não acontecia há mais de uma década. O segundo é o fato dos investimentos caírem pelo segundo ano consecutivo em magnitude superior a 10%”, destaca o estudo.

A previsão é que o PIB deste ano caia  de 3,3% em relação a 2014, com a queda de 6,4% no PIB industrial. O consumo das famílias encolherá 3,9%, os investimentos diminuirão 15,5% e o desemprego chegará a 8,3%. “Os números efetivos do ano podem ser ainda mais negativos, com o impacto dos acontecimentos recentes”, ressalta a CNI. O ano de 2015 foi especialmente negativo para a indústria. As estimativas atuais confirmam que a participação do setor no PIB cairá para menos de 20%, a menor desde os anos 50. A participação da indústria de transformação será de apenas 9,3%.

CENÁRIOS – Diante dessas estimativas, a CNI traçou dois cenários de médio prazo para o Brasil. Ambos dependem das escolhas que o país fará para enfrentar a crise. Os dois cenários são:

1. Correção de rota – O país prosseguirá com as mudanças em andamento, aprofundará o ajuste  permanente das contas públicas e avançará na agenda de reformas estruturais. “Nesse caso, após um período de ajuste expressivo, a economia gradualmente recompõe a confiança e eleva sua competitividade, sendo possível vislumbrar um novo ciclo de crescimento a partir de 2017.”

2. Ajustes pontuais – O país continua com dificuldades em definir e mudar o atual regime fiscal e tributário e de avançar na agenda da competitividade. Com isso,  as incertezas e a falta de confiança permanecem e a economia enfrenta um longo período de estagnação.

Na avaliação da CNI, a economia só voltará a crescer se o país adotar uma  agenda baseada em três eixos:  medidas de estabilidade macroeconômica, ajuste fiscal de longo prazo  e melhoria do ambiente de negócios e da segurança jurídica. “Apenas nesse ambiente a economia voltará a crescer de forma sustentada”, destaca o estudo da CNI.

PROPOSTAS DA INDÚSTRIA – O documento da CNI Regulação e Desburocratização: propostas para melhoria do ambiente de negócios contém 94 propostas de baixo impacto fiscal para estimular a competitividade e ajudar o país a sair da crise. As principais propostas são:

1. Ajuste macroeconômico e equilíbrio fiscal de longo prazo

•Reduzir os gastos públicos

•Rever as regras automáticas de aumentos das despesas públicas

•Buscar o equilíbrio fiscal de longo prazo, impedindo medidas que aumentam os gastos públicos

•Fazer a reforma da Previdência

2. Tributação

•Evitar a criação de impostos ou a elevação das alíquotas dos tributos existentes

•Simplificar e desburocratizar o sistema de arrecadação de impostos

• Harmonizar as regras do ICMS

•Rever as contribuições ao PIS-Cofins

•Ampliar os prazos de recolhimento de IPI e PIS-Cofins

3. Relações do trabalho

•Modernizar a legislação trabalhista

•Valorizar e estimular as negociações coletivas

•Regulamentar a terceirização

•Rever a Norma Regulamentadora 12, que trata da segurança de máquinas e equipamentos

4. Comércio exterior

•Buscar acordos de facilitação do comércio com outros países e blocos econômicos

•Dar prioridade para os acordos comerciais com o México e a União Europeia

•Não conceder à China o status de economia de mercado

5. Infraestrutura

•Criar condições para garantir rentabilidade e segurança aos investidores privados nas obras de infraestrutura

•Acelerar o arrendamento de áreas portuárias públicas

•Estimular a produção de gás natural em terra

•Revisar o papel da Petrobras nas licitações do pré-sal

•Simplificar os processos de licenciamento ambiental

•Estabelecer novas regras para as agências reguladoras

6.  Produtividade e inovação

•Preservar  os instrumentos de apoio às atividades de Pesquisa & Desenvolvimento

•Estimular o desenvolvimento de startups e pequenas empresas de base tecnológica

•Incentivar a formação de recursos humanos para a inovação

•Promover parcerias entre universidades, centros de conhecimento e empresas

 

Fonte: Fiems