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Radar da Fiems cria indicador para mensurar desempenho industrial

A partir deste mês, os empresários industriais de Mato Grosso do Sul passam a contar com um novo indicador para mensurar mensalmente o comportamento do setor no Estado. Trata-se do IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial), que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, o IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial. “Na elaboração, foram selecionadas cinco variáveis – emprego, investimento, produção industrial, utilização da capacidade instalada e confiança – e todas com peso de 20% na composição do Índice”, detalhou.

No caso do emprego na indústria, o IGDI utiliza o percentual de estabelecimentos que aumentaram o número de empregados, enquanto na parte de investimento o Índice leva em consideração a intenção de investimentos para os próximos seis meses. Já da produção é usado o percentual de indústrias com a produção estável ou crescente, da utilização da capacidade instalada se pega o percentual médio e da confiança a base é o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial.

O IGDI Fiems contou com a avaliação, validação e auxílio técnico do professor-doutor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios e do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ESAN/UFMS). “O professor é matemático com atuação na utilização de métodos quantitativos em economia e tem comprovada experiência na elaboração e uso de indicadores sintéticos”, reforçou Ezequiel Resende.

Resultado

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems explica que o IGDI varia de zero a 100 pontos e, quanto maior, melhor o resultado percebido pelo empresário industrial, considerando ainda que os valores a partir dos 50 pontos indicam que o desempenho, na média geral, foi positivo. O primeiro resultado do IGDI Fiems é relativo ao mês de fevereiro deste ano e alcançou 47,9 pontos, indicando que, após uma oscilação no fim do ano passado, o indicador voltou a crescer.

Até agora, conforme análise de Ezequiel Resende, são duas altas consecutivas – janeiro e fevereiro -, sendo que a última vez que isso havia ocorrido foi entre agosto e setembro do ano passado. “Adicionalmente, é importante ressaltar que setembro de 2016 encerrou um período de cinco altas consecutivas do Índice. Todavia, o indicador permanece abaixo dos 50 pontos, sinalizando que, apesar da evolução apresentada, a percepção de desempenho majoritária ainda não é positiva e que para a maioria das empresas a atividade segue sem apresentar uma trajetória consistente de crescimento”, avaliou.

Detalhamento

Em fevereiro deste ano, a produção industrial foi a variável com o melhor desempenho no mês, com crescimento de 10,4 pontos percentuais no total de indústrias com produção estável ou crescente, o resultado saiu de 58,9% para 69,3%. Na sequência, aparece a confiança que apresentou elevação de 3,1 pontos, com resultado medido pelo ICEI alcançando 54,6 contra 51,5 pontos. Por fim, a utilização da capacidade instalada que aumentou 3 pontos percentuais, com o resultado médio saindo de 65% para 68%.

No acumulado do ano, a produção industrial também aparece como a variável com o melhor desempenho, com crescimento de 22,1 pontos percentuais no total de indústrias com produção estável ou crescente, o resultado saiu de 47,2% para 69,3%. Em seguida, aparece a confiança que apresentou alta de 4 pontos, com resultado medido pelo ICEI alcançando 54,6 contra 50,6 pontos, enquanto a utilização da capacidade instalada teve aumento de 3 pontos percentuais, com o resultado médio saindo de 65% para 68%.

Já nos últimos 12 meses a confiança foi a variável que apresentou o melhor desempenho, com crescimento de 19,2 pontos. O resultado medido pelo ICEI saiu de 35,4 para 54,6 pontos. Outra variável de destaque no período foi a produção industrial, com aumento de 16,9 pontos percentuais no total de indústrias com produção estável ou crescente, o resultado foi de 52,4% para 69,3%. Na sequência aparece a utilização da capacidade instalada que teve elevação de 4 pontos percentuais, com o resultado médio saindo de 64% para 68%.

Confira o primeiro resultado do Índice Geral de Desempenho Industrial – IGDI Fiems pelo link http://www.fiems.com.br/public/radarindustriais/igdi_fiems_v6.pdf 

*Fonte: Fiems

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IBGE: melhora nos indicadores da indústria ainda não representa recuperação

Agência Brasil

O gerente de Análise e Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), André Macedo, disse hoje (4) que a melhora dos indicadores da indústria nos primeiros meses do ano é positiva, mas ainda não caracteriza uma tendência de recuperação.

Macedo destacou que o crescimento de 0,3% da atividade industrial em janeiro e fevereiro mostra a retomada do dinamismo no setor. No entanto, sinais negativos nos indicadores de produção mantém a indústria em alerta. “A própria comparação interanual, que no mês anterior havia crescido 1,4%, interrompendo sequência de 34 meses de taxas negativas, voltou a registrar queda em fevereiro, com predomínio de resultados negativos nesta base de comparação”, ponderou.

“De uma forma geral, há sim uma melhora no nível de estoque [de alguns segmentos], embora setores importantes, como o automobilístico, por exemplo, ainda estão com nível bem elevado”, acrescentou.

Apesar da cautela na análise, Macedo disse que é possível comemorar a melhora gradual nos indicadores de expectativa, tanto de empresários quanto de consumidores. “E a indústria acaba acompanhando, também refletindo este movimento, daí a estabilização e o crescimento mais gradual do setor.”

Segundo o analista do IBGE, a demora na recuperação da indústria reflete o cenário de mercado de trabalho ainda bastante desfavorável, com aumento da taxa de desocupação.

*Fonte: Agência Brasil

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Produção industrial do Estado segue em recuperação

A produção das indústrias sul-mato-grossense avançou no segundo mês deste ano com o índice de evolução da produção industrial marcando 48,5 pontos, um crescimento de 4,3 pontos em relação a janeiro, de acordo com a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto às empresas estaduais. O resultado indica que o número de empresas com produção estável ou crescente aumentou na passagem de um mês para o outro.

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, os números apontados pela Sondagem Industrial demonstram que o Brasil precisa continuar avançando. “Tivemos na semana passada um grande progresso na questão das relações de trabalho, que é a regulamentação da terceirização. Porém, precisamos continuar nesse caminho, inclusive, com as aprovações da minireforma trabalhista, que está em discussão no Congresso, e da Reforma da Previdência, que entendemos ser necessária”, pontuou.

Ele acrescenta que é impossível avançar em um país que ainda tenha, em pleno século XXI, uma CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) da época do ex-presidente Getúlio Vargas – 1º de maio de 1943. “É necessário reformar a casa para se ter qualidade de vida. Entendo que é uma reforma difícil, dolorida, mas que precisa ser discutida, da mesma forma como foi com a terceirização, que foi amplamente debatida com a sociedade e validada pelo Congresso Nacional”, comparou.

Sérgio Longen destaca que os empresários do setor industrial esperam progredir também em questões que são importantes para a indústria, como a convalidação dos incentivos fiscais, que está prometida para os próximos 60 dias. “Esse é o Brasil que precisamos para continuar, em um curto prazo, contratando trabalhadores”, assegurou.

Avaliação técnica

Na avaliação do coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, o levantamento da Sondagem Industrial mostra que em fevereiro 69,3% dos estabelecimentos se enquadravam na condição de produção estável ou crescente, contra 58,9% no mês anterior. “Contudo, o indicador permanece abaixo dos 50 pontos, sinalizando que para a maioria das empresas industriais de Mato Grosso do Sul a produção segue sem apresentar uma trajetória consistente de crescimento”, justificou.

Ele explica que, mesmo com diminuição, a capacidade ociosa segue elevada. “Para 46,6% dos respondentes a utilização da capacidade instalada esteve abaixo do usual para o mês de fevereiro. Desempenho que se refletiu no índice, com o resultado permanecendo muito abaixo do patamar considerado adequado para o período. Por fim, a ociosidade média da capacidade instalada em fevereiro ficou em 32%, contra 35% no mês de janeiro”, informou.

Expectativa

Os empresários industriais de Mato Grosso do Sul acreditam que a demanda por seus produtos deve aumentar nos próximos seis meses, enquanto em relação ao número de empregados e exportações, para o mesmo período, a expectativa é de estabilidade. Em março, 37,5% das empresas responderam que esperam aumento na demanda por seus produtos nos próximos seis meses, no último levantamento, eram 29,1% nessa condição, enquanto 15,3% apontaram queda, contra 21,5% na pesquisa anterior, sendo que as empresas que acreditam que o nível de demanda se manterá estável responderam por 47,2% do total contra 49,4% no mês anterior.

Com relação ao número de empregados, em março, 11,3% das empresas responderam que esperam aumentar esse quesito nos próximos seis meses, no último levantamento, eram 9% nessa condição. Enquanto 16,9% apontaram que esse número deve cair, contra 21,8% na pesquisa anterior. Já as empresas que acreditam que o quadro de funcionários se manterá estável responderam por 71,8% do total, contra 69,2% no mês anterior.

Já as exportações, em março, 20% das empresas respondentes esperam aumento das vendas ao exterior de seus produtos nos próximos seis meses, no último levantamento, eram 9,1% nessa condição. Enquanto 20,0% apontaram queda, contra 22,7% na pesquisa anterior, sendo que as empresas que acreditam que suas exportações se manterão estáveis responderam por 60% do total, contra 68,2% no mês anterior.

Em relação ao índice de intenção de investimento do empresário industrial, a Sondagem Industrial aponta que ele aumentou na passagem de fevereiro para março, com o indicador saindo de 42,5 para 47,9 pontos. “O índice varia de zero a 100 pontos, quanto maior o índice, maior é a intenção de investir”, informou Ezequiel Resende.

ICEI

Em março, o Índice de Confiança do Empresário Industrial de Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) alcançou 56,1 pontos, indicando crescimento de 2,7% sobre o mês de fevereiro. “É importante ressaltar que todos os componentes do indicador de expectativas permanecem acima da linha divisória dos 50 pontos, ou seja, para os próximos seis meses o empresário industrial segue acreditando que ocorrerão melhoras na economia brasileira, sul-mato-grossense e, principalmente, no desempenho da própria empresa”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Ainda no mês de março, 37,5% dos respondentes consideraram que as condições atuais da economia brasileira pioraram, no caso da economia estadual, a piora foi apontada por 42,2% dos participantes e, com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 32,0% dos empresários. Além disso, para 44,4% dos empresários não houve alteração nas condições atuais da economia brasileira, sendo que em relação à economia sul-mato-grossense esse percentual foi de 49,3% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 54,2%.

Por fim, para 18,1% dos empresários as condições atuais da economia brasileira melhoraram, enquanto em relação à economia estadual esse percentual chegou a 8,5% e, no caso da própria empresa, o resultado foi de 13,9%. “Em março, 21,6% dos respondentes disseram que estão pessimistas em relação à economia brasileira. Em relação à economia estadual, o resultado alcançou 19,2% e, quanto ao desempenho da própria empresa, o pessimismo foi apontado por 14,9% dos empresários”, detalhou Ezequiel Resende.

Os que acreditam que a economia brasileira deve permanecer na mesma situação ficou em 37,8%, sendo que em relação à economia do Estado esse percentual alcançou 37,0% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 32,4%. Por fim, 40,6% dos empresários se mostraram confiantes e acreditam que o desempenho da economia brasileira vai melhorar. Já em relação à economia estadual, esse percentual chegou a 43,9% e, no caso da própria empresa, 52,8% dos respondentes confiam em uma melhora do desempenho apresentado.

*Fonte: Fiems

Imagem: Fiems

Indústria de MS tem melhor janeiro dos últimos seis anos na geração de emprego

O setor industrial de Mato Grosso do Sul, que é composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, teve em janeiro deste ano o melhor saldo positivo de geração de emprego para o mês nos últimos seis anos, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Em janeiro, as indústrias apresentaram saldo de 811 postos de trabalho, resultado de 5.644 contratações e 4.833 demissões, enquanto nos últimos 12 meses foram 1.287 postos de trabalho, que é resultado de 62.313 contratações e 61.026 demissões.

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o saldo positivo na geração de emprego é resultado da busca por novos investimentos do setor industrial. “Na medida que se busca novas empresas para se instalar no Estado, gera-se novos postos de trabalho. Mesmo assim, nos últimos anos, tivemos uma queda na geração de empregos, mas, desde 2016, em razão desses novos investimentos da iniciativa privada, estamos começando a recuperar as perdas acumuladas e devemos encerrar 2017 com mais de 130 mil trabalhadores no setor”, analisou.

Já o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, informa que os maiores saldos registrados em janeiro de 2017 foram nos segmentos da indústria da construção (+370), de alimentos e bebidas (+100), de serviços industriais (+95), de calçados (+75) e de material elétrico (+65). No caso dos últimos 12 meses, os maiores saldos foram nos segmentos da indústria da construção (+1.935), de serviços industriais (+538), de alimentos e bebidas (+224), de indústria do material elétrico (+196), de indústria da borracha, couro e diversos (+96) e de calçados (+87).

Ele acrescenta que o conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou janeiro de 2017 com 126.989 trabalhadores empregados, indicando aumento de 0,6% em relação a dezembro de 2016. “A indústria encerrou o mês com o 3º maior contingente de trabalhadores formais do Estado. Atualmente, a atividade industrial responde por 19,7% de todo o emprego formal existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás dos setores de serviços, que emprega 192.203 trabalhadores e tem participação equivalente a 29,8%, e de administração pública, com 129.960 trabalhadores ou 20,1%”, informou.

Contingente

Ainda de acordo com o Radar da Fiems, Mato Grosso do Sul registrou, em janeiro deste ano, que 78 atividades industriais apresentaram saldo positivo de contratação, proporcionando a abertura de 1.529 vagas, sendo que entre as atividades industriais com saldo positivo de pelo menos 40 vagas se destacaram montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas (+395), instalações elétricas (+196), coleta de resíduos não-perigosos (+87), abate de suínos, aves e outros pequenos animais (+70) e abate de reses, exceto suínos (+63). Por outro lado, 83 atividades industriais apresentaram saldo negativo, proporcionando o fechamento de 718 vagas, sendo que entre as atividades industriais com saldo negativo de pelo menos 40 vagas se destacaram construção de Edifícios (-249) e Fabricação de Açúcar em Bruto (-48).

Em relação aos municípios, constatou-se que em 32 deles as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação em janeiro de 2017, proporcionando a abertura de 1.206 vagas. Entre as cidades com saldo positivo de pelo menos 30 vagas estão Três Lagoas (+325), Campo Grande (+189), Nova Andradina (+104), Santa Rita do Pardo (+84), Rio Brilhante (+71), Itaquiraí (+60), Dourados (+59), Aparecida do Taboado (+54), Bataiporã (+46) e Selvíria (+37). Por outro lado, em 31 municípios as atividades industriais registraram saldo negativo, proporcionando a fechamento de 395 vagas, com destaque para Vicentina (-54), Angélica (-45) e Maracaju (-34).

*Fonte: Fiems

Com redução dos juros, indústrias cresceram 1,4% em janeiro. Agência Brasil

Queda dos juros e da inflação beneficia a indústria, diz IBGE

A redução da taxa básica de juros e a queda da inflação ao longo 2016 ajudaram a indústria a obter um resultado positivo na produção de janeiro de 2017, na comparação com janeiro de 2016. A avaliação é do gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), André Macedo. Ele aponta o desemprego como o principal obstáculo para a recuperação.

“Um mercado de trabalho mais restrito e uma renda em patamares mais baixos são fatores que afetam o comportamento do consumo e da produção”, disse. Também contribuiu a favor de janeiro na comparação interanual o fato de 2017 ter começado com 22 dias úteis, dois a mais que janeiro de 2016.

Divulgada hoje (8), a Pesquisa Industrial Mensal aponta um crescimento de 1,4% em relação a janeiro do ano passado. Contudo, se analisada a comparação com dezembro de 2016, houve queda de 0,1%.

“A indústria ainda opera em um patamar muito abaixo de períodos anteriores, mas o movimento de quedas em seqüência, observado desde 2015, não vem ocorrendo nos últimos meses”, diz Macedo. Ele aponta que uma mudança de comportamento da produção pode ser percebida nos indicadores de tendência como, por exemplo, a média móvel trimestral.

Números explicam melhora da economia

A média trimestral da variação da produção subiu de 0,5% em dezembro, novembro e outubro de 2016 para 0,9% em janeiro, dezembro e novembro.

O gerente da pesquisa pondera que, na comparação com dezembro, 12 dos 24 setores analisados e metade das categorias econômicas ainda apresentaram queda em janeiro. Alguns deles, como a indústria automobílistica, voltaram a cair depois de resultados positivos nos meses anteriores.

Frente a janeiro do ano passado, no entanto, o resultado positivo foi “disseminado”, atingindo todas as categorias econômicas (bens de capital, intermediários e de consumo) e a maior parte das atividades industriais.

A principal queda na comparação com o primeiro mês de 2016 foi no setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com recuo de 11,1% puxado pela redução na produção de óleo díesel. Já a principal influência positiva veio das indústrias extrativas, que cresceram 12,5%, impulsionadas por minério de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural.

 

*Fonte: Agência Brasil

Imagem: Fiems

Faturamento da indústria cresce 0,7% e emprego cai 0,5%

O faturamento da indústria cresceu 0,7% e o rendimento médio do trabalhador aumentou 0,6% em janeiro de 2017 na comparação com dezembro do ano passado, na série livre de influências sazonais. No mesmo período e na mesma base de comparação,  o nível de utilização da capacidades instalada teve alta de 0,5% e alcançou 77,2%, informa a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta terça-feira, 7 de março, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os demais indicadores foram negativos. As horas trabalhadas na produção caíram 0,9%, o emprego recuou 0,5% e a massa real de salários teve queda de 1,5% em janeiro frente a dezembro, na série livre de influências sazonais. “O início de 2017 para a indústria de transformação foi marcado pela manutenção das dificuldades observadas em 2016″, observa a pesquisa.

Na avaliação da CNI, os dados indicam que ainda não há sinais claros de recuperação da atividade industrial.  Na comparação com janeiro de 2016 todos os indicadores continuam negativos. O faturamento real teve queda da 6,9%, as horas trabalhadas na produção caíram 2,1%, o emprego recuou 4,7%, a massa real de salários diminuiu 5,4% e o rendimento médio real do trabalhador encolheu 0,6%.

*Fonte: CNI

EBC

Confiança da indústria recua 1,2 ponto em fevereiro

O Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas, recuou 1,2 ponto em fevereiro, atingindo o total de 87,8 pontos. No mês anterior, o índice havia avançado 4,3 pontos. No trimestre, o índice subiu 0,5 ponto, totalizando 87,2 pontos.

A queda da confiança ocorreu em cinco dos 19 segmentos industriais pesquisados. Após subir 4,7 pontos em janeiro, o Índice de Expectativas recuou 1,7 ponto em fevereiro, atingindo 89,3 pontos. A principal contribuição para a piora da expectativa partiu do quesito que capta as previsões para a produção nos três meses seguintes. O indicador caiu 2 pontos em fevereiro, atingindo 88,7 pontos, o menor nível desde maio de 2016.

O Índice da Situação Atual recuou 0,6 ponto, chegando a 86,4 pontos. O nível de demanda atual exerceu a maior contribuição para a diminuição desse índice. O indicador caiu 2,3 pontos em fevereiro, para 82,9 pontos. O percentual de empresas que avaliam o nível de demanda como forte passou de 6,3% para 5,9% do total; o das que o consideram fraco aumentou de 31,3% para 38,7%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada diminuiu 0,3 ponto percentual em fevereiro, totalizando 74,3%. No trimestre, o índice subiu 0,2 ponto percentual, chegando a 73,9%.

Para Aloisio Campelo Junior, superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, a queda do Índice da Confiança em fevereiro, após a alta expressiva de janeiro, mostra um movimento de acomodação. Segundo ele, o cenário econômico traz notícias favoráveis à atividade, como a queda de juros e a injeção de recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no mercado. Isso pode levar a uma elevação da confiança nos próximos meses.

*Fonte: Agência Brasil

 

Imagem: Fiems

Confiança da indústria cresce e atinge maior nível desde maio de 2014

Os empresários da indústria estão mais confiante no início de 2017. O índice da Fundação Getulio Vargas (FGV) que mede o nível de confiança desse segmento subiu 4,3 pontos em janeiro, para 89,0 pontos, o maior nível desde maio de 2014 (92,2 pontos).

O aumento da confiança foi observada em 15 de 19 segmentos industriais. O subíndice de expectativas (IE) avançou 4,7 pontos, para 91,0 pontos, e o subíndice da situação atual (ISA) subiu 3,8 pontos, para 87,0 pontos.

A maior contribuição, no caso do índice de IE, partiu do indicador que mede as perspectivas para o pessoal ocupado nos três meses seguintes. O indicador subiu 7,4 pontos, para 89,2 pontos, recuperando a perda acumulada de 6,0 pontos nos cinco meses anteriores.

Também houve aumento do percentual de empresas que projetam aumento do total de pessoal ocupado, de 11,1% para 14,1% do total, e redução da parcela das que preveem diminuição do quadro de pessoal, de 21,7% para 16,7%.

O indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios exerceu a maior influência no aumento do ISA neste mês. O indicador subiu 5,2 pontos em janeiro, para 82,9 pontos. O percentual de empresas que consideram a situação dos negócios boa aumentou de 10,7% para 16,7% do total; o das que a consideram fraca diminuiu, de 46,7% para 43,5%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), outro indicador analisado pela pesquisa, subiu 1,7 ponto percentual em relação a dezembro e atingiu 74,6% em janeiro.

*Fonte: Fiems

Imagem: Agência Brasil

Uso da capacidade instalada da indústria cai ao menor nível desde 2003

O nível de utilização da capacidade instalada da indústria brasileira encerrou 2016 em 76%, o mais baixo já registrado desde 2003. A informação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que divulgou hoje (30) os indicadores industriais relativos a dezembro do ano passado.

“É indicativo de uma grande folga que existe na indústria. Há uma grande ociosidade no setor e isso é um limitador da retomada do investimento”, afirmou o gerente-executivo de Políticas Econômicas da CNI, Flávio Castelo Branco.

O levantamento também indicou redução do poder de compra dos trabalhadores no fim do ano passado. A massa real de salários recuou 1,6% enquanto o rendimento médio real do trabalhador caiu 1,2% em dezembro na comparação com novembro. “A capacidade de compra está prejudicada não apenas pelo desemprego, como também pela inflação”, disse Castelo Branco.

Por outro lado, dezembro registrou dados positivos em relação ao emprego e às horas trabalhadas na produção. Após 23 meses consecutivos de queda, o emprego cresceu 0,2% em dezembro ante novembro.

No mesmo período, as horas trabalhadas cresceram 1%. De acordo com a CNI, foi o segundo aumento consecutivo das horas trabalhadas na produção. Nos últimos dois meses de 2016, o indicador acumulou crescimento de 1,8%.

Todos os dados contêm ajuste sazonal, ou seja, levam em conta a inflação e as características do período analisado.

Para Flávio Castelo Branco, os resultados do emprego e horas trabalhadas podem sinalizar “possível reversão da trajetória negativa da atividade industrial, que já vem [ocorrendo] há dois anos”.

Queda anual

Na comparação anual, os indicadores da indústria pioraram em relação a 2015. O faturamento real caiu 12,1% e as horas trabalhadas, 7,5%. O emprego diminuiu 7,5% e a massa real de salários teve queda de 8,6%. Já o rendimento médio do trabalhador recuou 1,2% de um ano para o outro.

Segundo Castelo Branco, a comparação evidencia que 2016 foi um ano difícil para indústria. “A magnitude da queda [do faturamento real], na casa dos dois dígitos e em cima de quedas que já têm sido grandes em anos anteriores, mostra uma grande corrosão do faturamento das empresas.”

 

Fonte: Agência Brasil

Imagem: Agência Brasil

Indústria quer retirar juros e multas da renegociação de dívidas

Representantes da indústria pediram hoje (24) aos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo de Oliveira, a retirada de juros e multas da renegociação de dívidas prevista no programa de regularização tributária para empresas, instituído pela Medida Provisória (MP) 766/2017, editada no início do mês.

O vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcos Guerra, disse que a retirada dos juros é necessária para aumentar a adesão ao programa. “Entendemos que ela [MP] não atende à indústria e para a gente ter uma adesão maior precisa ser revista. Não só no Congresso, mas o governo federal também tem que estar aberto para receber a sugestão da indústria”, afirmou após o encontro com os ministros, que também reuniu senadores.

Segundo Guerra, os empresários não terão condições de arcar com a renegociação da maneira como está proposta na MP. “Os valores de face vão dobrar. Automaticamente os devedores não terão condições de pagar, principalmente porque a economia do país não sinalizou crescimento para 2017, 2018. Quem está devedor não consegue fazer financiamento em bancos públicos, se habilitar em licitações.”

De acordo com o representante da CNI, Meirelles recebeu “bem” a sugestão dos empresários. “O ministro é um grande técnico, conhecedor dos problemas do Brasil. Eu acredito que [a proposta] será bem avaliada”, disse.

Multas

Guerra também criticou pontos da MP 765/2016, que, entre outras medidas, cria um bônus de eficiência para auditores fiscais da Receita Federal e do Trabalho.

“Temos a preocupação que essa medida pode incentivar a indústria da multa e não é o momento para isso. Quando você cria um incentivo às multas, pode ser dificultador para a criação de emprego e recuperação do país.”

A MP 765 estabelece que a base de cálculo do valor global do bônus para os auditores virá da arrecadação de multas, impostos, taxas, contribuições e alienação de bens apreendidos no caso da Receita. Para os auditores do trabalho, o bônus será composto das receitas decorrentes de multas pelo descumprimento da legislação trabalhista.

Reforma

O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, disse que o setor também pediu à equipe econômica para ser ouvido antes de o governo encaminhar ao Congresso Nacional a reforma tributária. “Há disposição do governo para esse diálogo. A carga [tributária] é altíssima, o sistema é muito complexo. Temos que simplificar a legislação”, disse.

Outros assuntos da reunião foram a reforma trabalhista, proposta pelo governo em dezembro, e a convalidação dos incentivos fiscais concedidos à revelia do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O Projeto de Lei do Senado 54/15, que trata da convalidação, atualmente tramita na Câmara dos Deputados.

Senadores

Além da CNI e Fiesc, estavam no encontro representantes das federações das indústrias do Paraná, Alagoas, Bahia e Pará, além dos senadores José Medeiros (PSD-MT), Rose de Freitas (PMDB-ES), Marta Suplicy (PMDB-SP) e Cristovam Buarque (PPS-DF)

Ao comentar a questão das multas, Marta Suplicy disse que “você não pode matar a galinha que está produzindo. As multas dificultam muito as empresas entrarem no Refis [programa de refinanciamento de dívidas]”.

Já o senador José Medeiros afirmou, sobre a reforma tributária, que é preciso tirar os entraves do arcabouço jurídico brasileiro para fomentar o investimento estrangeiro e nacional no país.

Cristovam Buarque disse que o sistema fiscal precisa ser mais igualitário. “Fiz questão de falar que as reformas que estão sendo feitas, e que acho positivas o Brasil, não têm ainda a cara do povo. É preciso algumas reformas que atendam a vontade do povo de ver, por exemplo, mais justiça fiscal. É preciso que o Imposto de Renda tenha elevação nas camadas mais altas e redução nas camadas mais baixas da renda”, sugeriu.

*Fonte: Agência Brasil