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Imagem: Agência Brasil

Quantidade de carne exportada cai em abril, mas valor das exportações sobe

A quantidade de carne exportada pelo Brasil caiu 13,3% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou nesta terça-feira (2) o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Entretanto, se considerado o valor das exportações, que é o resultado da quantidade embarcada e também do preço dos produtos, houve alta de 0,2% nas vendas de carne brasileira ao exterior em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Abril foi o primeiro mês completo após a deflagração, pela Polícia Federal, da Operação Carne Fraca, em 17 de março. Após a operação, que denunciou corrupção de fiscais agropecuários e indícios de venda de carne estraga ou vencida, alguns países restringiram as compras de carne brasileira.

Boa parte dos países que restringiram importações já retomou as compras de carne brasileira. Alguns deles, porém, ainda mantém as barreiras.

Segundo o MDIC, a quantidade exportada de carne bovina, suína, de frango, além de enchidos de carne, tripas e miudezas, atingiu 476 mil toneladas em abril, com uma média de 26,44 mil toneladas por dia útil.

No mesmo mês do ano passado, o volume foi bem maior: 611 mil toneladas. Mas abril de 2016 teve dois dias úteis a mais. A média diária, por sua vez, somou 30,55 mil toneladas em abril do ano passado.

A comparação pela média por dias úteis é considerada mais apropriada por especialistas, pois elimina a diferença por conta de menos ou mais dias úteis entre os períodos.

De acordo com o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto, a queda no volume de carne vendida ao exterior em abril pode ter relação com a Operação Carne Fraca.

“Todos acompanharam a extensão dessa operação e como afetou as exportações. Mas houve uma ação pronta do governo brasileiro ao restabelecimento dos mercados. Ao longo do tempo, se espera um retorno aos mercados. Mas não é exclusivamente da operação. Há restrições de pagamento [em alguns países]”, declarou ele.

Preço sobe

Apesar da queda na quantidade exportada das carnes, o preço dos produtos registrou crescimento no mês passado, contra abril de 2016. Nesta comparação, os preços avançaram 15,7%.

Ao considerar o valor das exportações, que é resultado da quantidade embarcada e também do preço dos produtos, houve um aumento de 0,2% na comparação entre abril e o mesmo mês do ano passado.

Em abril deste ano, que teve 18 dias úteis, as exportações de carne somaram US$ 1,07 bilhão, contra US$ 1,19 bilhão no mesmo mês do ano passado, que contou com 20 dias úteis, informou o MDIC.

Pela média diária, o valor das exportações ficou em US$ 59,67 milhões em abril deste ano, contra US$ 59,55 milhões no mesmo mês de 2016.

Balança comercial total

Em todo mês de abril, as exportações brasileiras superaram as importações em US$ 6,96 bilhões. Assim como no caso das carnes, o preço dos produtos subiu, de uma forma geral, contribuindo para um aumento do saldo comercial.

Na parcial deste ano, por exemplo, a quantidade de produtos exportados recuou 0,3%, mas o preço dos produtos brasileiros ficou 22,1% maior. De acordo com o MDIC, a queda da quantidade total exportada está relacionada, principalmente, com menores vendas externas de milho.

*Fonte: Fiems

Imagem Fiems

Exportação estadual de industrializados tem alta de 15% no mês de março

A receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul registrou alta de 15% no mês de março deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, aumentando de US$ 206,4 milhões para US$ 236,9 milhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Já na comparação de janeiro a março deste ano com janeiro a março do ano passado quase não há variação, pois o montante ficou em US$ 691,1 milhões nos três primeiro meses deste ano contra US$ 692,6 milhões no mesmo período de 2016.

Quanto ao volume exportado, na comparação dos três primeiros meses deste ano com janeiro a março do ano passado, a redução chega a 10%, diminuindo de 2.057.423 de toneladas para 1.853.722 de toneladas. Já em relação à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 44% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano, na mesma comparação, a participação ficou em 62%.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, de janeiro a março, os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Açúcar e Etanol”, “Extrativo Mineral”, “Couros e Peles”, “Óleos Vegetais” e “Siderurgia e Metalurgia”, que, somados, representaram 98% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior.

Desempenho

De janeiro a março de 2017 as exportações do grupo “Celulose e Papel” somaram US$ 244,5 milhões, apontando queda de 20% sobre igual período de 2016, quando as vendas atingiram US$ 304,9 milhões. “A redução observada se deu principalmente pela diminuição nas compras em importantes mercados para a celulose de Mato Grosso do Sul, com destaque para a China, Itália, Holanda, Estados Unidos e Espanha. Somados, esses países reduziram suas aquisições em 94,8 mil toneladas. Outro fator importante para o desempenho negativo foi a redução do preço médio da tonelada da celulose que passou de US$ 449,15 em 2016 para US$ 399,97 em 2017”, analisou Ezequiel Resende.

No “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação de janeiro a março de 2017 alcançou o equivalente a US$ 226,4 milhões, um aumento de 17% sobre igual período de 2016, quando o total ficou em US$ 193,8 milhões. “O crescimento observado se deu principalmente pela expansão ocorrida nas compras realizadas pela Arábia Saudita, Hong Kong, Rússia, Israel, Emirados Árabes e Estados Unidos. Somados, esses países apresentaram aumento de US$ 45,7 milhões ou 13,1 mil toneladas. Em relação aos produtos exportados os destaques ficam por conta das carnes desossadas e congeladas de bovinos, pedaços e miudezas comestíveis congelados de frango e carnes desossadas frescas ou refrigeradas de bovinos”, exemplificou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Já o grupo “Açúcar e Etanol” teve receita de exportação de janeiro a março de 2017 equivalente a US$ 126,9 milhões, aumento de 135% sobre igual período do ano passado quando a receita foi de US$ 54 milhões. De acordo com Ezequiel Resende, o resultado é influenciado principalmente pelo aumento das compras realizadas pela Malásia, Bangladesh, Iraque, Egito e Estônia, que somados apresentaram incremento de US$ 74,2 milhões, e pela elevação do preço médio da tonelada do açúcar de cana, único produto do grupo com registro de vendas ao exterior no acumulado deste ano.

Demais grupos

No grupo “Extrativo Mineral”, a receita de exportação acumulada de janeiro a março de 2017 alcançou o US$ 43,4 milhões, indicando aumento de 89% sobre o mesmo período de 2016, quando as vendas foram de US$ 22,9 milhões. “O resultado foi fortemente influenciado pela alta de 316% no preço médio da tonelada do minério de manganês. Cabe ressaltar que a participação do minério de manganês, no período analisado, representou 59,1% da receita total do grupo, contra 40,9% do minério de ferro, tornando-se o principal produto nas exportações do grupo em 2017. Em valores, o preço médio da tonelada do minério de manganês passou de US$ 46,06 para US$ 191,48”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Em relação ao grupo “Óleos Vegetais” o período de janeiro a março de 2017 fechou com receita equivalente a US$ 9,6 milhões, indicando queda de 84% sobre o mesmo intervalo de 2016, quando as vendas foram de US$ 60,9 milhões. “Essa redução pode ser debitada à diminuição do volume de vendas, com decréscimo de 86% na comparação com o mesmo período. Quanto aos compradores, os principais até o momento são Holanda, com US$ 2,6 milhões ou 27,3%, Coreia do Sul, com US$ 2,1 milhões ou 22,01%, Reino Unido, com US$ 1,6 milhão ou 17%, e Indonésia, com 1,3 milhão ou 14,2%”, enumerou Ezequiel Resende.

Encerrando, o grupo “Siderurgia e Metalurgia” fechou o período de janeiro a março de 2017 com receita equivalente a US$ 6,2 milhões, indicando aumento de 106% na comparação com o mesmo período de 2016, quando as vendas foram de US$ 3 milhões. “O crescimento foi influenciado, principalmente, pela elevação das compras feitas pela Argentina e Uruguai, que, somados, proporcionaram receita adicional de US$ 3,8 milhões. Quanto aos compradores, os principais são o Argentina com US$ 4,5 milhões ou 71,9%, Bolívia com US$ 1,3 milhão ou 20,6% e Paraguai com US$ 321,7 mil ou 5,2%”, finalizou.

*Fonte: Fiems

Imagem: Fiems

China libera exportações de três frigoríficos produtores de frango

Autoridades sanitárias chinesas reabilitaram nesta terça-feira (18) três frigoríficos produtores de frango do Brasil a volteram a exportar para o país. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o anúncio foi realizado pela Administração Geral de Quarentena, Inspeção e Supervisão da Qualidade da República Popular da China (AQSIQ) e publicado no site do órgão chinês.

As unidades reabilitadas à exportação são da Seara, BRF e Copacol e estão localizadas, respectivamente, em Amparo (SP), Dourados (MS) e Cafelândia (PR).

Apesar da suspensão ter sido anunciada antes dos impactos da Operação Carne Fraca, deflagrada em 17 de março, para o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, o anúncio pode ser visto como “um gesto de grande confiança das autoridades chinesas” e um avanço do Brasil na recuperação da confiança do mercado internacional.

“Sob a liderança do Ministro Blairo Maggi, o setor de proteína animal brasileiro tem trabalhado fortemente para recuperar a credibilidade internacional, após as consequências da divulgação da Carne Fraca. Estas reabilitações são amostras dos avanços conquistados”, ressalta Turra.

A China é um entre os diversos países que ainda mantêm restrição à importação da carne brasileira dos 21 frigoríficos investigados pela Polícia Federal.

*Fonte: Fiems

Imagem: Fiems

Especialista detalha formação de preço de exportação em curso

Empresários e gestores de diversos segmentos da indústria sul-mato-grossense participaram, nesta terça-feira (18/04), na sede do IEL em Campo Grande (MS), da capacitação “Formação do Preço de Exportação e Análise da Competitividade em Mercados Externos”, promovida pelo CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fiems em parceria com o Sebrae Nacional.

O consultor de logística e comércio internacional Guilherme Bergmann Borges Vieira, que é administrador pós-doutor em Engenharia de Produção com ênfase em Gestão de Operações e Logística e foi o instrutor da capacitação, destacou que a necessidade da criação de um curso sobre formação de preço foi identificada inicialmente entre alunos de cursos de graduação.

“Depois percebemos que os questionamentos extrapolavam os muros da universidade. Hoje, sabemos que algumas das principais dúvidas são referentes à transformação do preço cobrado no mercado interno para o mercado externo e como saber se esse valor é competitivo no mercado de destino”, pontuou Guilherme Vieira.

Escolha do tema

Segundo a gerente do CIN da Fiems, Fernanda Barbeta, o tema foi definido após identificar a demanda junto a empresários em capacitações anteriores. “Percebemos que muitas empresas têm a intenção de exportar seus produtos, mas desconhecem o processo de formação de preços. O ato de compor preços para o mercado externo precisa considerar uma série de fatores específicos, como os custos com a logística de transporte, por exemplo”, detalhou.

Ela acrescenta que, além disso, o curso simulou os custos internados dos produtos em diferentes mercados de destino, avaliando sua competitividade nesses mercados. “Ao longo da formação, as empresas participantes tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre os incentivos fiscais existentes e a forma como esses benefícios devem ser considerados na formação dos preços de exportação”, afirmou.

Além disso, o curso vai simular os custos internados dos produtos em diferentes mercados de destino, avaliando sua competitividade nesses mercados”, detalhou Fernanda Barbeta, acrescentando que o objetivo foi dar suporte aos empresários de Mato Grosso do Sul para a internacionalização de seus negócios. “Saber formar o preço de seu produto para exportação é essencial para garantir sucesso nas negociações”, concluiu.

Realidades distintas

Entre os participantes da capacitação, várias realidades distintas. Paulo Gonçalves Filho é consultor na Cold Line Brasil, empresa de refrigeração comercial com sede em Campo Grande, e contou que já exporta para o Paraguai e para a Bolívia. “Iniciamos o processo de exportação recentemente, há cerca de um ano. Por isso decidimos participar da capacitação, com o objetivo de estabelecer preços mais competitivos e fomentar novos mercados no Mercosul”, informou.

Já Walter Ferreira Cruz, gerente-geral da indústria panificadora Saborzitos, contou que a empresa começou a avaliar a viabilidade de exportar produtos há pouco tempo. “É a primeira capacitação voltada para o comércio exterior que participamos. Estamos de olho no mercado de países vizinhos, mas, antes de nos aventurarmos, vamos participar de mais alguns cursos para entender melhor o processo”, avisou.

Guilherme Delamare participou da capacitação representando a trader Corex, que trabalha com importação e exportação de carne bovina. “Mesmo já estando inseridos no contexto da comercialização internacional, decidimos participar do curso com o objetivo principal de entender mais profundamente a questão tributária”, relatou.

*Fonte: Fiems

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Capacitação sobre preços de exportação ocorre na terça-feira

O CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fiems, em parceria com o Sebrae, promove, nesta terça-feira (18/04), das 7h30 às 17h30, na sede do IEL em Campo Grande (MS), a capacitação “Formação de Preço de Exportação”. O instrutor é o consultor de logística e comércio internacional Guilherme Bergmann Borges Vieira e as empresas interessadas em participar ainda podem se inscrever clicando no link http://mundosphinx.com.br/app/cni_v2/index.php?acesso=cap_formac-preco-export.

Segundo a gerente do CIN da Fiems, Fernanda Barbeta, essa capacitação abordará os principais fatores a serem considerados na formação do preço de exportação, bem como suas variações de acordo com o Incoterms escolhido. “Ao longo dessa formação, as empresas participantes terão a oportunidade de conhecer mais sobre os incentivos fiscais existentes e a forma como esses benefícios devem ser considerados na formação dos preços de exportação. Além disso, o curso vai simular os custos internados dos produtos em diferentes mercados de destino, avaliando sua competitividade nesses mercados”, detalhou.

Fernanda Barbeta acrescenta que o objetivo é dar suporte aos empresários de Mato Grosso do Sul para a internacionalização de seus negócios. “Saber formar o preço de seu produto para exportação é essencial para garantir sucesso nas negociações”, afirmou, completando que Guilherme Bergmann Borges Vieira é pós-doutor e graduado em 1993 pela Universidade do Rio Sinos em Administração – Habilitação em Comércio Exterior.

Atualmente, o palestrante é professor adjunto da Universidade de Caxias do Sul e consultor de logística e comércio internacional, tendo experiência nas áreas de Administração e Engenharia de Produção com ênfase em Gestão de Operações e Logística. “Ele publicou 45 artigos em periódicos nacionais e internacionais, 42 trabalhos completos publicados em anais de congressos, 21 capítulos de livros e seis livros publicados ou organizados. Tem ministrado cursos de capacitação pela Aduaneiras e por diversas Federações de Indústrias de todo o País desde o ano de 2001”, detalhou.

Serviço – Os interessados podem obter mais informações pelo telefone (67) 3389-9251 ou pelo e-mail internacional@fiems.com.br 

-*Fonte: Fiems

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Inscrições abertas para capacitação sobre preços de exportação

O CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fiems, em parceria com o Sebrae, está com as inscrições abertas para a capacitação “Formação de Preço de Exportação”, que será realizada no próximo dia 18 de abril, das 7h30 às 17h30, na sede do IEL, em Campo Grande (MS). O instrutor será o consultor de logística e comércio internacional Guilherme Bergmann Borges Vieira e as empresas interessadas em participar podem se inscrever clicando no link http://mundosphinx.com.br/app/cni_v2/index.php?acesso=cap_formac-preco-export.

Segundo a gerente do CIN da Fiems, Fernanda Barbeta, essa capacitação abordará os principais fatores a serem considerados na formação do preço de exportação, bem como suas variações de acordo com o Incoterms escolhido. “Ao longo dessa formação, as empresas participantes terão a oportunidade de conhecer mais sobre os incentivos fiscais existentes e a forma como esses benefícios devem ser considerados na formação dos preços de exportação. Além disso, o curso vai simular os custos internados dos produtos em diferentes mercados de destino, avaliando sua competitividade nesses mercados”, detalhou.

Fernanda Barbeta acrescenta que o objetivo é dar suporte aos empresários de Mato Grosso do Sul para a internacionalização de seus negócios. “Saber formar o preço de seu produto para exportação é essencial para garantir sucesso nas negociações”, afirmou, completando que Guilherme Bergmann Borges Vieira é pós-doutor e graduado em 1993 pela Universidade do Rio Sinos em Administração – Habilitação em Comércio Exterior.

Atualmente, o palestrante é professor adjunto da Universidade de Caxias do Sul e consultor de logística e comércio internacional, tendo experiência nas áreas de Administração e Engenharia de Produção com ênfase em Gestão de Operações e Logística. “Ele publicou 45 artigos em periódicos nacionais e internacionais, 42 trabalhos completos publicados em anais de congressos, 21 capítulos de livros e seis livros publicados ou organizados. Tem ministrado cursos de capacitação pela Aduaneiras e por diversas Federações de Indústrias de todo o País desde o ano de 2001”, detalhou.

Serviço – Os interessados podem obter mais informações pelo telefone (67) 3389-9251 ou pelo e-mail internacional@fiems.com.br 

*Fonte: Fiems

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Em dois meses, exportação estadual de industrializados soma US$ 454,5 milhões

A receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul alcançou, no período de janeiro e fevereiro deste ano, o montante de US$ 454,5 milhões, o que representa queda de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou US$ 486,1 milhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Quanto ao volume exportado, na comparação dos dois primeiros meses deste ano com janeiro e fevereiro do ano passado, a redução chega a 10%, diminuindo de 1.438.623 de toneladas para 1.299.659 de toneladas.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, somente em fevereiro, a receita com a exportação de produtos industriais alcançou US$ 193,1 milhões, queda nominal de 20% em relação ao mesmo mês de 2016, quando o valor foi de US$ 242,7 milhões. “Quanto ao volume exportado, na comparação mensal, houve redução de 17%, enquanto em relação à participação relativa, no mês de fevereiro, a indústria respondeu por 67% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul. Já no acumulado do ano, na mesma comparação, a participação ficou em 78%”, detalhou.

Desempenho

De janeiro a fevereiro, os principais destaques ficaram por conta da “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Açúcar e Etanol”, “Extrativo Mineral”, “Couros e Peles”, “Óleos Vegetais” e “Siderurgia e Metalurgia”, que, somados representaram 98,9% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior. No período, as exportações do grupo “Celulose e Papel” somaram US$ 164,3 milhões, apontando queda de 25% sobre igual período de 2016, quando as vendas atingiram US$ 219,3 milhões.

A redução observada se deu principalmente pela diminuição nas compras em importantes mercados para a celulose de Mato Grosso do Sul, com destaque para a China, que reduziu suas compras em 29%, França e Espanha. Outro fator importante foi a redução do preço médio da tonelada da celulose que passou de US$ 463,97 em 2016 para US$ 405,55 em 2017, sendo que, em relação ao volume, a retração nas compras desses países foi de 81,5 mil toneladas.

No “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação de janeiro a fevereiro de 2017 alcançou o equivalente a US$ 138,8 milhões, um aumento de 12% sobre igual período de 2016, quando o total ficou em US$ 123,4 milhões. “O aumento se deu principalmente por conta do aumento das compras realizadas por Hong Kong, Arábia Saudita, Irã, Japão, China e Israel que somados apresentaram aumento de US$ 24,5 milhões. Quanto ao volume, o aumento na compra desses países foi de 7,3 mil toneladas”, exemplificou Ezequiel Resende.

Outros grupos

No grupo “Açúcar e Etanol”, a receita de exportação de janeiro a fevereiro de 2017 alcançou o equivalente a US$ 87,4 milhões, aumento de 88% sobre igual período do ano passado quando a receita foi de US$ 46,5 milhões. Resultado influenciado principalmente pelo aumento das compras realizadas pela Malásia, Bangladesh e Iraque, que somados apresentaram incremento de US$ 41,1 milhões, e pela elevação do preço médio da tonelada do açúcar de cana, único produto do grupo com registro de vendas ao exterior no acumulado deste ano.

Já no grupo “Extrativo Mineral” a receita de exportação acumulada de janeiro a fevereiro de 2017 alcançou o US$ 32,4 milhões, indicando aumento de 113% sobre o mesmo período de 2016, quando as vendas foram de US$ 15,2 milhões. “Resultado fortemente influenciado pela alta de 328% no preço médio da tonelada do minério de manganês. Cabe ressaltar que a participação do minério de manganês, no período analisado, representou 58,6% da receita total do grupo, contra 41,4% do minério de ferro, tornando-se o principal produto nas exportações do grupo em 2017”, detalhou.

O grupo “Couros e Peles” alcançou com a receita de exportação de janeiro a fevereiro de 2017 o montante de US$ 13,1 milhões, indicando redução de 43% sobre igual período de 2016. Resultado influenciado principalmente pela diminuição das compras realizadas por importantes compradores como China, Itália, Vietnã e Holanda, que somados apresentaram redução de 3,0 mil toneladas, sendo que, quanto ao volume, foram vendidas 5 mil toneladas, redução de 42% em relação mesmo período de 2016, quando foram comercializadas 8,7 mil toneladas.

Demais grupos

Em relação ao grupo “Óleos Vegetais”, o período de janeiro a fevereiro de 2017 fechou com receita equivalente a US$ 5,4 milhões, indicando queda de 89% sobre o mesmo intervalo de 2016, quando as vendas foram de US$ 47,4 milhões. Resultado da redução do volume de vendas, com queda de 90% na comparação com o mesmo período, quanto aos compradores, os principais até o momento são Holanda com US$ 2,6 milhões ou 48,1%, Reino Unido com US$ 1,6 milhões ou 29,9% e Coreia do Sul com US$ 713,6 mil ou 13,1%.

Encerrando, o grupo “Siderurgia e Metalurgia” fechou o período de janeiro a fevereiro de 2017 com receita equivalente a US$ 4,2 milhões, indicando aumento de 123% na comparação com o mesmo período de 2016, quando as vendas foram de US$ 1,9 milhão. “O crescimento foi influenciado, principalmente, pela elevação das compras feitas pela Argentina e Bolívia, que somados, proporcionaram receita adicional de US$ 2,6 milhões. Quanto aos compradores, os principais são o Argentina com US$ 3,2 milhões ou 77,1%, Bolívia com US$ 792,8 mil ou 19 mil e Paraguai com US$ 103,6 mil ou 2,5%”, informou.

*Fonte: Fiems

Imagem: Fiems

Especialista reforça necessidade de internacionalização das empresas

A internacionalização das empresas foi o tema do curso “Exportação Passo a Passo” realizado para empresários e profissionais de diversos segmentos nesta quinta-feira (16/03) pelo CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fiems. De acordo com a gerente do CIN, Fernanda Barbeta, o evento foi pensado para sensibilizar os participantes a respeito da importância da estratégia na decisão de início dos processos de exportação.

“Conseguimos, com essa capacitação, atrair representantes dos mais diversos segmentos da indústria, do comércio e de serviços. De empresas que comercializam sementes agrícolas a escritório de advocacia, todos puderam conhecer estratégias de atuação no mercado externo, além de procedimentos para evitar erros comuns”, pontuou Fernanda Barbeta.

Quem conduziu a capacitação foi o especialista em Gestão Estratégica e Competitividade Internacional e mestre em Relações Internacionais, Sherban Leonardo Cretoiu. Para ele, a internacionalização dos negócios é mais do que desejável, é algo necessário. “O mercado global é aqui, está a nossa volta. Competir num país como o Brasil, que está aberto, nos impõe desafios e oportunidades amplas e múltiplas que não podem ser desconsideradas”.

O empresário Douglas Santinni tem uma indústria de torrefação de café no município de Ivinhema (MS) e foi um dos participantes da capacitação. Inaugurada em dezembro de 2016, a fábrica do café “Aroma Premium” foi pensada para atender um nicho específico de mercado voltado para consumidores de cafés especiais. “Temos capacidade de produzir 4 mil quilos de café por dia e uma vontade muito grande de exportar. Para isso, precisamos nos preparar e entender como funciona o mercado externo”, detalhou.

Outro participante da capacitação, o CEO da empresa N Way – Exportadora e Importadora de Materiais Odontológicos, Alex Barrios, relatou que já conta com consultoria do CIN e reconhece a relevância de participar de ações como essa. “Somos uma empresa recente e estamos focados no processo de importação. Então toda e qualquer oportunidade de aprender estratégias de negócios são bem-vindas”, afirmou.

Empresas que já possuem um relacionamento consolidado com o mercado externo também podem se beneficiar com as capacitações do CIN. É o caso da Pess e Cia, que comercializa sementes de pastagens e exporta para a Bolívia. Duas representantes da empresa, Karine Peixoto e Daniele Rezende, participaram da capacitação. “Assumi a coordenadoria financeira da Pess e Cia há quatro meses e esse curso me ajudará a melhorar o meu desempenho na função. Além disso, existe a intenção de expandir os negócios internacionais, tendência que vai ao encontro dessa capacitação”, declarou Karine.

*Fonte: Fiems

Imagem Fiems

Capacitação sobre passo a passo da exportação nesta quinta-feira

O CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fiems promove, ao longo desta quinta-feira (16/03), na sala de treinamento do IEL de Campo Grande, localizado na Avenida Afonso Pena, 1.031, no Bairro Amambaí, a primeira capacitação de 2017: “Exportação Passo a Passo”. O evento tem o objetivo de sensibilizar empresários e profissionais sobre a importância da estratégia na decisão de início dos processos de exportação.

Segundo a gerente do CIN da Fiems, Fernanda Barbeta, a ação vai propiciar uma visão ampla e estruturada do processo de internacionalização. “Os empresários que pretendem iniciar operações no mercado externo precisam estar atentos a uma série de fatores. A capacitação trabalhará as estratégias de atuação no mercado externo, além de procedimentos para evitar erros comuns”, frisou.

A capacitação, que será oferecida com apoio do Sebrae Nacional, terá carga horária de 8 horas e será comandada pelo especialista em Gestão Estratégica e Competitividade Internacional e mestre em Relações Internacionais, Sherban Leonardo Cretoiu. Os interessados podem se inscrever pelo link http://mundosphinx.com.br/app/cni_v2/index.php?acesso=cap_export-passo-passo.

Serviço

Mais informações podem ser obtidas no telefone (67) 3389-9251 ou e-mail cin@fiems.com.br

*Fonte: Fiems

CNI

Parcela da produção industrial exportada subiu em 2016, diz CNI

A parcela da produção industrial brasileira exportada subiu em 2016. Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgados hoje (9), o coeficiente de exportação da indústria brasileira subiu de 14,3%, em 2015, para 16,3% no ano passado.

O indicador acumula aumento de 4,2 pontos percentuais frente a 2014, ano de seu menor percentual desde o início da série em 2003. De acordo com o relatório da CNI, o aumento do coeficiente de exportação deve-se tanto ao crescimento das quantidades exportadas como à queda nas vendas domésticas.

Entre os setores cujo coeficiente de exportação teve crescimento mais expressivo no ano passado estão fumo, madeira, veículos automotores, máquinas e equipamentos, metalurgia e celulose e papel.

De acordo com a CNI, o mercado externo ganhou importância para a indústria por causa da desvalorização do real, que aumentou a competitividade do produto brasileiro.

“A preços de 2007, o valor da produção acumulou queda de 17% entre 2014 e 2016″, acrescentou o estudo, feito em parceria com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

A desvalorização do real também estimulou a substituição de produtos estrangeiros por nacionais. O coeficiente de penetração das importações, que revela a participação dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro, caiu de 17,8% em 2014 para 16,9% no ano passado.

A indústria também reduziu o uso de insumos importados. O coeficiente de insumos industriais importados caiu de 24,7% em 2015 para 23,3% em 2016. Isso é resultado do aumento de preços das importações. Somente três dos 23 setores pesquisados aumentaram o uso de insumos industriais importados entre 2015 e 2016: químicos, farmoquímicos e farmacêuticos e minerais não metálicos. “Os resultados setoriais revelam diferenças quanto à facilidade em substituir insumos importados por produção doméstica”, analisa a CNI.

O estudo mostra ainda que a receita da indústria com as exportações superou os gastos com a importação de insumos industriais. O coeficiente de exportações líquidas subiu de 4,1% em 2015 para 7,4% em 2016. Com isso, o indicador acumula um aumento de 7,2 pontos percentuais na comparação com 2014.

*Fonte: Da Agência Brasil