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Imagem Agência Brasil

Nova classe média brasileira já movimenta R$ 1 trilhão por ano

 Em franca expansão no país, a nova classe média brasileira já movimenta anualmente cerca de R$ 1 trilhão, dos quais R$ 56 bilhões são de moradores de comunidades, que  engloba um total de 12 milhões de pessoas residentes em periferias.

Os números fazem parte de uma pesquisa sobre o mercado consumidor representado por moradores de comunidades que, apesar da crise, encontra-se em franca expansão.  O levantamento feito pela empresa Outdoor Social, que funciona como uma ferramenta de marketing com o objetivo de inserir os moradores das comunidades das periferias de todo o Brasil na economia formal.

“Esta é uma das razões que faz com que o Outdoor Social passe a integrar estratégias de negócios de empresas de diferentes setores. O projeto está presente em 10.249 pontos do Brasil, em 23 estados e no Distrito Federal” ressalta Emília Rabello, jornalista e sócia da Minas de Ideias Comunicação Integrada e idealizadora da Outdoor.

“Ao longo de quatros anos de atuação, nós constatamos os benefícios do projeto para moradores e empresas. Para se ter uma ideia do alcance e do potencial do projeto, 25% das pessoas disseram optar por consumir os produtos de uso diário adquiridos em lojas da comunidade onde moram. No caso de eletrônicos e eletroportáteis, os números são ainda melhores, 34% compram em lojas nas comunidades ou no entorno”, explicou.

A pesquisa constatou, entre outras coisas, que o percentual de pessoas que moram em comunidades das grandes cidades em todo o país varia de 8% relativos à cidade de Vitória (ES) aos 54% da cidade de Belém, capital do Pará, na região norte do país.

São ocupantes de morros, terras devolutas, margens de rodovias e rios, terrenos privados e cujo população é atendida parcialmente pelos serviços públicos básicos – água, luz e esgoto – , mas que, independente das condições de moradia, é um contingente considerável de pessoas que integram o mercado de consumo no Brasil.

Nestas comunidades, segundo a pesquisa, 65% dos moradores pertencem à classe C, 32% às classes D e E e apenas 3% estão nas classes A e B. Apesar da crise, no entanto, o mercado consumidor integrado por moradores dessas comunidades encontra-se em franca expansão, refletindo um fenômeno que acontece em escala mundial.

A previsão, segundo a pesquisa, é que até 2030, 40% das pessoas viverão em comunidades, principalmente nos países em desenvolvimento como o próprio Brasil, Índia, China e África do Sul.

“Pela diversidade de características sóciocultural é uma parcela das comunidades com códigos próprios de convivência, visão de mundo e escala de sonhos diferentes, da população das áreas urbanas e rurais em ocupações tradicionais,” disse Emília Rabello.

* Fonte: Agência Brasil

Imagem: Agência Brasil

OCDE projeta estagnação do Brasil em 2017

O crescimento global vai acelerar mais rápido do que se esperava nos próximos meses, uma vez que os cortes de impostos planejados pela administração de Donald Trump e os gastos públicos aquecem a economia dos Estados Unidos, com expectativa de estagnação no Brasil em 2017, disse a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta segunda-feira (28).

Em seu Panorama Econômico, a organização revisou suas previsões para cima e estimou que o crescimento global vai acelerar de 2,9% este ano a 3,3% em 2017 e chegará a 3,6% em 2018. Quanto a economia do Brasil, a previsão para 2016 piorou, apontando contração de 3,4% ante estimativa anterior de recuo 3,3%. Mas para 2017 a conta apresentou melhora, com a OCDE projetando estagnação ante contração de 0,3% antes. Para 2018 a organização vê um crescimento de 1,2%.

 

 

* Fonte: G1

Imagem: EBC

Mercado financeiro espera que inflação feche o ano em 6,88%

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam por inflação menor neste ano. De acordo com a pesquisa Focus, divulgada às segundas-feiras pelo BC, a projeção para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu pela sétima vez seguida, ao passar de 6,89% para 6,88%.

Para 2017, a estimativa segue em 5%. As projeções ultrapassam o centro da meta que é 4,5%. O teto da meta é 6,5%, este ano, e 6% em 2017.

A projeção de instituições financeiras para a queda da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), este ano passou pela quarta piora seguida, ao ser ajustada de 3,22% para 3,30%. Para 2017, a expectativa de crescimento foi reduzida de 1,23% para 1,21%.

Taxa básica

Com a expectativa de retração da economia e inflação menor, as instituições financeiras esperam que a taxa básica de juros, a Selic, encerre 2017 em 13,50% ao ano. Atualmente, a Selic está em 14% ao ano.

Para as instituições financeiras, o BC dará continuidade ao ciclo de redução da Selic no próximo ano. A expectativa é que a taxa básica termine 2017 em 10,75% ao ano. A estimativa da semana passada era de 11% ao ano. A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia.

Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

 

*Fonte: Agência Brasil