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Representantes do SIRECOM-MS, CORE-MS e ASMAD em audiência com presidente da Assembleia Legislativa de MS

SIRECOM-MS e CORE-MS somam forças com ASMAD para combater concorrência desleal

O SIRECOM-MS, CORE-MS e Associação Sul-mato-grossense de Atacadistas e Distribuidores (ASMAD) unem forças para acabar com a concorrência que consideram desleal em Mato Grosso do Sul

Em audiência com o presidente da Assembleia Legislativa de MS, Júnior Mochi (PMDB), Jairo Jorge Duarte de Rezende e Lionézio Duarte Rezende, representando na oportunidade o conselho e o sindicato dos representantes comerciais; Valquiria Marques e Maria Augusta Ishikawa, que falaram em nome da ASMAD, pleitearam condições de igualdade com relação ao recolhimento de impostos entre o comércio de MS e àqueles que vêm de outros Estados.

Segundo Jairo Rezende, “esta concorrência desleal vem achatando profundamente as nossas negociações em MS”.

Jairo e Lionézio Rezende representaram o SIRECOM-MS e CORE-MS durante audiência

Jairo e Lionézio Rezende representaram o SIRECOM-MS e CORE-MS durante audiência

Diante da situação, foi pedido apoio ao presidente Mochi no sentido de sensibilizar o Governo do Estado para que faça uma revisão tributária, garantindo tratamento igualitário entre os distribuidores e atacadistas do MS e àqueles de outros Estados. “Não é justo que os atacadistas que vêm de fora usufruam de lucros, sem investir nada em nosso Estado, pois sequer geram empregos”, indignou.

Com relação às mencionadas discrepâncias tributárias, informou Jairo Rezende, no Rio Grande do Sul já foi feita a correção, garantindo resultados positivos para o comércio daquele Estado, bem como à categoria da Representação Comercial, que passou a vender os seus produtos diretamente para as empresas que lá se encontram estabelecidas.

A recepção de Júnior Mochi, considerou Jairo Rezende, foi boa, mostrando que ele realmente está empenhado em fazer os questionamentos necessários, buscando respostas para serem discutidas em uma próxima reunião. “O ideal é que todos ganhem, ou seja, o comércio, Estado, e o representante comercial, dando uma contrapartida justa àqueles que realmente investem em Mato Grosso do Sul”, comentou.

 

União de forças

 

A diretora de Eventos Maria Augusta observou que, o CORE-MS e o SIRECOM-MS procuraram a Asmad, apresentando um problema que os atacadistas e distribuidores já estão sentindo há muitos anos. “Já tomamos medidas perante o Governo; elaboramos um projeto e apresentamos ao Secretário de Fazenda do Estado, expondo as dificuldades dos atacadistas e distribuidores hoje em MS”.

Na opinião de Maria Augusta, os atacadistas que vêm de fora “estão deitando e rolando aqui; visto que não geram nenhum emprego; não possuem unidade física instalada dentro de MS; a logística não é feita por nenhum veículo de transportadora de nosso Estado; e sequer abastecem os veículos dentro de MS”.

Segundo a diretora, a cadeia toda em MS está perdendo, inclusive com a perda de arrecadação.”Os atacadistas e distribuidores do Estado estão sem condições de concorrer, porque estamos instalados aqui, pagando os impostos, e eles simplesmente estão fazendo troca de notas, transferência de mercadorias”.

Com o apoio de Júnior Mochi, Maria Augusta disse que a intenção é sensibilizar o Governo para dar atenção a este grave problema que afeta todo o povo sul-mato-grossense, pois “nossos atacadistas estão fechando as portas”.

Durante o encontro, o presidente Mochi disse que o assunto tem que ser discutido com profundidade, inicialmente com os técnicos da Secretaria de Fazenda do Estado, procurando sensibilizá-los com relação ao problema de competitividade.

 

*Assessoria de Imprensa

O grupo alimentação contribuiu para abaixar a média de preços ao fechar o mês com variação negativa de 0,69% ante uma alta de 0,16%, em janeiro último. Marcelo Camargo/Agência Brasil

Inflação medida pela Fipe recua em fevereiro

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, encerrou fevereiro com queda de 0,08% depois de uma alta de 0,32% em janeiro último. No acumulado do ano, a taxa indicou elevação de 0,24% e, nos últimos 12 meses de 4,43%.

O grupo alimentação contribuiu para abaixar a média de preços ao fechar o mês com variação negativa de 0,69% ante uma alta de 0,16%, em janeiro último. Mais três classes de despesas tiveram queda: transportes passou de 0,5% (em janeiro) para -0,17%; despesas pessoais com variação de -0,13% ante 0,12%,  e vestuário que apesar de manter-se em baixa de 0,42%, mostra um movimento de recuperação de preços. Em janeiro houve redução mais expressiva (-0,86%).

Em habitação, o IPC atingiu alta de 0,36% ante 0,01%, janeiro. Na mesma base de comparação, o grupo saúde apresentou aumento médio de preços de 0,69% ante 0,7%, e o de educação encerrou o mês em 0,13% ante 6,51%. Estes dois últimos foram os grupos que mais subiram os preços nos últimos 12 meses, saúde acumula alta de 11,78% e educação, 8,43%.

 

*Fonte: Agência Brasil

O maior crescimento foi registrado no setor industrial (4,4%), influenciado principalmente pelos consumos dos segmentos têxtil, automotivo, de borracha e plástico, metalúrgico e de papel e celulose. Marcelo Camargo/Agência Brasil

Consumo de energia elétrica cresce 2,8% em janeiro

O consumo de eletricidade no país cresceu 2,8% em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, e atingiu 1.084 gigawatts/hora (GWh). Segundo dados divulgados hoje (3) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia, o crescimento foi observado nos quatro grande setores consumidores e nas cinco regiões do país.

O maior crescimento foi registrado no setor industrial (4,4%), influenciado principalmente pelos consumos dos segmentos têxtil, automotivo, de borracha e plástico, metalúrgico e de papel e celulose.

O consumo residencial, por sua vez, avançou 1,2%, enquanto o segmento comercial e serviços teve uma alta de apenas 0,3%. O segmento Outros, que inclui a agropecuária, teve aumento de 0,6%.

Entre as regiões do país, o maior aumento no consumo de eletricidade foi observado no Sul (5,5%) e no Sudeste (2,6%). As demais regiões tiveram as seguintes taxas de crescimento: Centro-Oeste (1,9%), Nordeste (1,8%) e Norte (1,7%).

 

*Fonte: Agência Brasil

Reprodução

Cresce otimismo do brasileiro em relação às perspectivas para a economia

Pesquisa nacional feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e pelo Instituto Ipsos revela um aumento do otimismo dos brasileiros em relação à economia este ano. Feita entre 1º e 13 de novembro do ano passado com 1.200 consumidores maiores de 16 anos nas capitais Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Florianópolis, Salvador, Recife e em mais 64 cidades brasileiras, a sondagem foi divulgada hoje (3), no Rio.

Ela mostra que um entre três brasileiros acredita que as condições da economia vão melhorar nos próximos seis meses. Em 2016, apenas um entre cada cinco consumidores se mostrava otimista, o que significa que houve avanço de 13 pontos percentuais nas perspectivas para este ano. Os que acreditam que o cenário vai piorar neste semestre representam 29%, com recuo de 9 pontos percentuais ante a mostra anterior.

O gerente de Política Econômica da Fecomércio-RJ, o economista Christian Travassos, disse que a percepção mais otimista do brasileiro está de acordo com o que foi identificado em outros indicadores de confiança, como o Boletim Focus, do Banco Central, e pesquisas empresariais do comércio e da indústria. “Há melhora para o cenário de crescimento e de inflação”, disse;

Travassos lembrou que o que o consumidor mais sente no bolso, no dia a dia, é o impacto da inflação no seu poder de compra. “A inflação, em um ano, caiu pela metade e o desemprego que vinha aumentando já desacelerou. Então, a tendência é melhorar. Daí, o aumento do otimismo em relação à retomada da atividade, do emprego e o recuo da inflação. Nós identificamos esses indicadores junto aos consumidores brasileiros e eles conversam com outros números do mercado financeiro, da confiança do comércio e da indústria, que também apontam nessa direção”, destacou.

Fatores de confiança

No tocante ao futuro da inflação, 27% dos entrevistados disseram acreditar que ficará sob controle este ano, contra 17% no ano passado. A pesquisa revela também uma queda de 48% para 37% entre os que acreditam em aumento da inflação em 2017. Em relação ao desemprego, 33% dos consultados demonstraram otimismo nas melhorias das condições de emprego (21% no ano anterior), enquanto 38% apostam em piora do cenário (47% na mostra passada).

A parcela dos consumidores que relatam confiança na melhora da renda pessoal nos próximos seis meses subiu de 26%, na pesquisa anterior, para 35% agora. Os menos otimistas caíram de 28% para 25%, na comparação entre um ano e outro.

Christian Travassos afirmou que a sensação, aos poucos, é que o pior já passou. “A confiança no futuro é maior do que no presente. As pessoas sabem que, neste momento, a atividade econômica ainda está em banho-maria, o emprego ainda precisa crescer, a partir da retomada do investimento, da atividade econômica”. Ele observou que a economia é como um transatlântico, em que os movimentos são lentos. O importante, salientou, é que quando se olha para a inflação, índices de confiança e juros, a sensação é que, para adiante, as coisas vão melhorar.

Ele admitiu que, olhando-se os números frios, ainda há expectativas negativas, que não são irrelevantes. Mas, analisando o movimento como um todo, percebe-se um processo de melhoria. “Embora as pessoas ainda estejam preocupadas, é crescente a sensação de que as coisas vão melhorar no futuro”.

“O importante é essa sensação que o pior está ficando aos poucos para trás, porque a economia vive de confiança. Confiança de que eu posso investir porque vou vender, de que eu posso recontratar porque (as vendas) vão girar, de que eu posso consumir porque vou permanecer empregado ou acabei de conseguir um emprego. Essa confiança é fundamental para o ritmo de atividade, que puxa emprego, que puxa consumo,” disse.

O gerente da Fecomércio salientou que no bolso do consumidor, ele sente, de um lado, a inflação que caiu pela metade, e do outro os juros, que são o custo do dinheiro, que também está em queda. Esses são os dois principais fatores que explicam porque aumentou a confiança no futuro, apontou.

*Fonte: Agência Brasil

Imagem: Fiems

Sindicatos das indústrias debatem estratégias para enfrentar ameaças à produção

O Simemae/MS (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Mato Grosso do Sul), o Sindiplast/MS (Sindicato das Indústrias Plásticas e Petroquímicas do Estado) e o Sindmad/MS (Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Móveis em Geral) promovem, nesta segunda-feira (06/03), às 19h30, no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), a 3ª rodada dos “Encontros Setoriais da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento”.

O evento faz parte de uma série de encontros realizados pelos principais sindicatos das indústrias do Estado com o objetivo de debater as melhores estratégias e alternativas para enfrentar as ameaças ao setor no Estado em meio à crise econômica. Durante esses eventos, os empresários terão a oportunidade de debater a geração de empregos e o aumento da produção, mantendo a competitividade das suas indústrias, além de discutir temas de interesse de cada segmento, tais como os caminhos para enfrentar os novos desafios, empregos e produção como base da economia, a crise e as ameaças para a indústria e produção e emprego e competitividade em risco.

Ao todo, serão realizadas cinco rodadas dos “Encontros Setoriais da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento”, sendo que a primeira foi no dia 13 de fevereiro, a segunda no dia 20 de fevereiro, a terceira será nesta segunda-feira (06/03), a quarta no dia 9 de março e a quinta e última no dia 13 de março, sempre no período noturno, a partir das 19h30, no Edifício Casa da Indústria. Os eventos são organizados pelo Sindivest/MS, Sindigraf/MS, Sindical/MS, Sinduscon/MS, Sindicer/MS, Siams, Simemae/MS, Sindepan/MS, Sindmad/MS, Sicadems, Silems, Sindiplast/MS, Sindiecol e Biosul e para participar basta comparecer ao local na hora e na data marcada.

Líderes empresariais

O presidente do Simemae/MS, Irineu Milanesi, ressalta que a união dos empresários é fundamental neste momento de dificuldades para o setor industrial. “Há pelo menos dois anos enfrentamos sérias dificuldades econômicas. A maior empresa do segmento metalmecânico do Estado enxugou o quadro de 1,5 mil para 300 funcionários. É preciso envidar esforços para que as demissões cessem, para que as empresas voltem a ser competitivas”, declarou.

O presidente do Sindiplast/MS, Zigomar Burille, reforça que a indústria ainda sente os efeitos de uma das piores crises econômicas da história do País, e que a revisão de incentivos fiscais geraria uma “bola de neve” sem precedentes. “O desemprego causado pela crise derrubou a demanda das indústrias. Se perdermos os incentivos, produziremos menos e mais pessoas perderão o emprego, travando a roda da economia de vez”, alertou.

Segundo o presidente do Sindmad/MS, Juarez Falcão, os segmentos metalmecânico, plástico e moveleiro somam, juntos, 1,5 mil empresas em Mato Grosso do Sul. “Esse encontro é para que a nossa voz seja ouvida. Pagamos um absurdo em impostos, a diferença de alíquota para os outros Estados é impressionante, tudo isso derruba a competitividade das empresas locais e dificulta o crescimento da economia”, afirmou.

Serviço – Os Encontros Setoriais da Indústria serão realizados sempre às 19h30 no Edifício Casa da Indústria, localizado na Avenida Afonso Pena, 1.206, Bairro Amambaí, em Campo Grande (MS)

*Fonte: Fiems

Imagem: Agência Brasil

Conta de luz terá bandeira amarela em março, com extra de R$ 2 a cada 100 kWh

A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de luz em março será amarela, ou seja, com cobrança extra de R$ 2 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A bandeira amarela é ativada quando é preciso acionar mais usinas termelétricas, por causa da falta de chuvas.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a previsão de chuvas nos reservatórios das hidrelétricas no mês de março ficou abaixo da expectativa anterior, o que levou a indicação de maior geração termelétrica como medida para preservar os níveis de armazenamento e garantir o atendimento à carga do sistema.

Desde dezembro, a bandeira tarifária estava verde, sem custo extra para os consumidores. Na semana passada, a Aneel aprovou os novos valores para as bandeiras neste ano.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração de eletricidade.

Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.

 

*Fonte: Agência Brasil

Imagem Agência Brasil

Inflação medida pelo IPC-S desacelera em fevereiro

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou fevereiro com variação de 0,31%, taxa 0,09 ponto percentual inferior à registrada na última apuração, referente à terceira prévia do mês (0,4%). Fevereiro começou com alta de 0,61%, caiu para 0,49% na segunda prévia e continuou em queda. No ano, a taxa acumula alta de 1,01% e, nos últimos 12 meses, de 4,57%.

A pesquisa é feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) em sete capitais: Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre. Os detalhes do comportamento dos preços em cada uma dessas localidades serão apresentados amanhã (3).

No conjunto das sete capitais, seis dos oito grupos apurados tiveram decréscimo e a maior influência sobre o resultado do IPC-S foi constatada no grupo educação, leitura e recreação, que passou de 1,81% para 0,68%. A desaceleração foi puxada pelos cursos formais, cujos preços não sofreram alteração, depois de ter apresentado aumento de 2,34% no último levantamento.

Os cinco grupos restantes com queda ou redução no ritmo de correção dos preços foram: alimentação (de -0,13% para -0,16%), transportes (de 0,65% para 0,61%), vestuário (de 0,02% para -0,18%), comunicação (de 0,26% para 0,09%) e despesas diversas (0,35% para 0,31%).

Em relação aos alimentos, os produtos que mais contribuíram foram as frutas (de 0,41% para -0,63%). Em transportes, diminuiu o ritmo de alta da tarifa de ônibus urbano (de 1,78% para 0,84%). Em vestuário, os preços das roupas tiveram queda mais expressiva do que na terceira prévia (de -0,05% para -0,26%). No grupo comunicação, houve reflexo da tarifa de telefone móvel (de 0,51% para 0,16%), e em despesas diversas, perda na intensidade de alta dos gastos com cartório (de 2,85% para 0,85%).

Os dois grupos com avanços foram: habitação (de 0,43% para 0,51%) por causa, principalmente, da elevação de preços dos imóveis residenciais (de -0,40% para 0,41%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,44% para 0,51%). Neste último grupo, a alta foi provocada pelos artigos de higiene e cuidado pessoal, que ficaram 0,12% mais caros depois de um recuo de 0,13%, na pesquisa passada.

Os itens que mais pressionaram a inflação no período foram: plano e seguro de saúde (1,01%); empregada doméstica mensalista (1,76%); taxa de água e esgoto residencial (1,94%); tarifa de ônibus urbano (0,84%) e laranja-pera (12,40%). Os produtos que mais contribuíram para a queda no ritmo de inflação foram: feijão-carioca (15,6%); banana-nanica (-13,6%); alcatra (-5,38%): banana-prata (-4,80%) e refrigerantes e água mineral (-1,65%).

*Fonte: Agência Brasil

O comitê indica que os próximos cortes podem ser maiores do que o da reunião passada de 0,75 ponto percentual. Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Copom indica que pode intensificar corte na taxa Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) pode intensificar o ritmo de cortes na taxa básica de juros. A indicação dessa nova estratégia consta da ata da última reunião do comitê, divulgada hoje (2).

No último dia 22, o Copom anunciou o quarto corte seguido na taxa. Por unanimidade, o comitê reduziu a Selic em 0,75 ponto percentual, de 13% ao ano para 12,25% ao ano.

Com a recessão econômica e as expectativas de inflação em queda, o comitê indica que os próximos cortes podem ser maiores do que o da reunião passada de 0,75 ponto percentual. “Com expectativas de inflação ancoradas, projeções de inflação na meta para 2018 e marginalmente abaixo da meta para 2017, e elevado grau de ociosidade na economia, o cenário básico do Copom prescreve antecipação do ciclo de distensão da política monetária [redução da Selic]”, diz a ata.

A projeção de inflação do Copom para 2017 caiu em relação à estimativa prevista em janeiro e ficou em torno de 4,2%, abaixo do centro da meta de 4,5%. Para o próximo ano está ao redor de 4,5%. Para instituições financeiras consultadas pelo BC, a inflação ficará em 4,36%, em 2017 e em 4,5% em 2018.

Na ata, o Copom diz também que se os cortes forem maiores, o ciclo de redução da Selic (período de cortes) pode ser menor. Ou seja, em vez de ir cortando a Selic aos poucos a cada reunião, o Copom pode fazer reduções maiores na taxa em um período menor de tempo. As reuniões do Copom ocorrem aproximadamente a cada 45 dias. A próxima reunião está marcada para os dias 11 e 12 de abril.

O Copom ressalta que a aprovação e implementação de reformas fiscais são fundamentais para a sustentabilidade da desinflação e para a redução da taxa de juros ao longo do tempo. “Por fim, os membros do Copom destacaram a importância de outras reformas e investimentos em infraestrutura que visam aumento de produtividade, ganhos de eficiência, maior flexibilidade da economia e melhoria do ambiente de negócios. Estes esforços são fundamentais para a estabilização e a retomada da atividade econômica e da trajetória de desenvolvimento da economia brasileira”, diz a ata.

A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores impulsionam a produção e o consumo num cenário de baixa atividade econômica. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de apenas 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2017. No ano passado, a economia registrou retração. De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), a queda ficou em 4,34%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai divulgar o PIB de 2016 no próximo dia 7.

A taxa básica é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

 

*Fonte: Agência Brasil

O programa gerador da declaração está disponível no site da Receita Federal para download. Imagem: EBC

Contribuintes podem entregar declaração do Imposto de Renda a partir de hoje

Começa hoje (2) o prazo para os contribuintes entregarem a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2017, relativa ao ano-calendário 2016. A entrega das declarações pela internet vai até as 23h59 do dia 28 de abril.

O programa gerador da declaração está disponível no site da Receita Federal para download. A declaração do imposto de renda é obrigatória para quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 no ano passado.

Precisa ainda declarar o IRPF quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil; quem obteve, em qualquer mês de 2016, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência de imposto ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros.

Quando se trata de atividade rural, é obrigado a declarar o contribuinte com renda bruta superior a R$ 142.798,50; o que pretenda compensar prejuízos do ano-calendário 2016 ou posteriores; ou que teve, em 31 de dezembro do ano passado, a posse ou propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, cujo valor total seja superior a R$ 300 mil.

A Receita Federal pagará a restituição do IRPF em sete lotes, entre junho e dezembro deste ano. O primeiro lote será pago em 16 de junho, o segundo em 17 de julho e o terceiro em 15 de agosto. O quarto, quinto e sexto lotes serão pagos, respectivamente, em 15 de setembro, 16 de outubro e 16 de novembro. O sétimo e último lote está previsto para ser pago em dezembro.

Ao fazer a declaração, o contribuinte deve indicar a agência e a conta bancária na qual deseja receber a restituição. Idosos, pessoas com deficiência física, mental ou doença grave têm prioridade para receber a restituição.

*Fonte: Agência Brasil

Imagem: Freepik

Diário Oficial publica resolução que proíbe juros de mercado

O Diário Oficial da União publicou ontem (1°) resolução oficializando decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciada na última quinta-feira (23). A resolução do Banco Central (BC), que entra em vigor em 1° de setembro, estabelece que as instituições financeiras não poderão mais cobrar taxas de juros de mercado dos clientes no caso de atraso nos pagamentos.

Atualmente, os bancos podem cobrar juros de mora (punitivos) e juros remuneratórios. No caso dos juros remuneratórios, cobrados por dia de atraso, os bancos podem fixar a taxa com base nos juros definidos na ocasião da assinatura do contrato ou de acordo com as taxas vigentes de mercado.

Com a decisão do CMN, os bancos podem cobrar os juros de mora, e, no caso dos juros remuneratórios, a mesma taxa pactuada no contrato para o período de adimplência da operação. Segundo a publicação no Diário Oficial, “é vedada a cobrança de quaisquer outros valores além dos encargos previstos nesta resolução”.

Ao anunciar a medida, o BC destacou que ela traz mais uniformidade às operações de crédito e torna as regras mais claras para os clientes. No atual momento de queda de juros, no entanto, ela não significa juros mais baratos, já que as taxas de mercado (dos novos contratos) podem estar mais baixas do que os juros fixados no momento de assinatura dos contratos.

Fonte: Agência Brasil