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Diretor do Banco Central diz que economia vai se recuperar gradualmente

A economia brasileira deve se recuperar gradualmente, afirmou ontem (22) o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Viana de Carvalho. O BC manteve a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, em 0,5% em 2017, no Relatório de Inflação, divulgado ontem de manhã.

“Riscos sempre há, mas temos esse diagnóstico de que a estabilização ocorreu e que as perspectivas são de recuperação gradual”, disse o diretor ao apresentar o relatório.

No documento, o BC destaca que as reformas propostas pelo governo, da Previdência e trabalhista, são necessárias para a recuperação da economia. “A manutenção, por tempo prolongado, de níveis de incerteza elevados sobre a evolução do processo de reformas e ajustes na economia pode ter impacto negativo sobre a atividade”.

Taxa de juros

Viana também afirmou que mudanças no ritmo de cortes na taxa básica de juros, a Selic, dependem da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e de expectativas para a inflação.

No relatório, o BC lembrou que, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a Selic, o colegiado entendeu que “uma redução moderada do ritmo de flexibilização monetária [redução da taxa] em relação ao ritmo adotado naquela ocasião deveria se mostrar adequada em sua próxima reunião, em julho”.

“Em nenhum momento, nós nos comprometemos com decisões futuras. É condicional”, disse o diretor. Ele acrescentou que o Copom mostra os fatores que podem indicar a “direção que parece mais provável”, mas não há nada pré-definido.

*Fonte: Agência Brasil

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Economia cresce 1,31% em fevereiro, diz Banco Central

Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado hoje (17) mostra crescimento de 1,31% da economia brasileira em fevereiro. Observados os ajustes sazonais, o aumento é 0,52%.

Em relação a fevereiro de 2016, sem considerar os efeitos sazonais, foi registrada redução de 0,73%. Com ajustes sazonais, o IBC-Br apresenta crescimento de 0,48%, informa nota divulgada pelo Banco Central.

No acumulado de 12 meses até fevereiro, a atividade econômica teve diminuição de 3,56% sem ajustes sazonais. Com os ajustes, a redução da atividade econômica é de 3,68%.

 

*Fonte: Agência Brasil

EBC

Banco Central deve antecipar cortes nos juros esperados para os próximos meses, avalia CNI

A aceleração do ritmo de queda dos juros básicos da economia é decisiva para a retomada do crescimento. Com a forte redução da inflação, o Banco Central deveria promover hoje os cortes na taxa Selic esperados para os próximos meses, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI).  Isso ajudaria a recuperar a situação financeira das empresas e dos consumidores e eliminaria um dos fatores de valorização do câmbio. Além disso, reduziria os custos da dívida pública.

“O setores público e privado seriam aliviados de uma restrição que impede o crescimento da economia”, diz a CNI no Informe Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (12). De acordo com o estudo trimestral, a indústria estima que a inflação fechará o ano em 4,2%, abaixo do centro da meta de 4,5% fixado pelo governo. Os juros básicos da economia, atualmente em 12,25% ao ano, cairão para 8,5% ao ano no fim de 2017.

Mas esse cenário só será possível com a aprovação de uma reforma da Previdência “robusta”. “A aprovação da reforma eliminaria incertezas quanto ao ajuste fiscal de longo prazo, pavimentando o caminho para uma política monetária adequada a um novo ciclo de crescimento”, afirma a CNI.

O Informe Conjuntural mostra que a economia brasileira enfrenta dificuldades para voltar a crescer. “A crise econômica ainda não foi superada e o país não iniciou o processo de crescimento”, diz o estudo. A previsão da indústria é que o Produto Interno Brasileiro (PIB) crescerá apenas 0,5% neste ano. Depois de três anos consecutivos de queda, o PIB industrial terá uma expansão de 1,3%. O consumo das famílias aumentará 0,2% e os investimentos crescerão 2%. A taxa de desemprego aumentará e fechará o ano em 13,3%.

CONSUMO E EMPREGO – As dificuldades para a recuperação da atividade se devem, especialmente, à retração do consumo, provocada pelo desemprego e pelo endividamento das famílias. “Sem a contribuição do consumo, os vetores esperados da retomada – as exportações e o investimento privado – seguem fracos e não suportam isoladamente o crescimento”, observa o estudo. “A presença de uma elevada capacidade ociosa na indústria, tanto na transformação como na construção, inibem as decisões de investimento no setor”, completa.

Diante disso, a CNI estima que o PIB do primeiro trimestre ainda será negativo, mas a queda será inferior ao 0,9% registrado no quarto trimestre de 2016.  A expectativa é que a tendência de queda do PIB se interrompa no segundo trimestre. No entanto, o crescimento mais expressivo da economia só é esperado para 2018.

A atividade industrial também deve se recuperar gradativamente nos próximos trimestres. A manutenção da trajetória de queda dos juros e o aumento das exportações serão responsáveis pela melhora da indústria. A CNI estima que as exportações crescerão 5,3% em relação a 2016 e fecharão o ano em R$ 195 bilhões. As importações aumentarão 9,8% e alcaçarão R$ 151 bilhões. O saldo comercial será positivo em R$ 44 bilhões.

*Fonte: Fiems

Imagem EBC

BC aumenta projeção de déficit das contas externas para US$ 30 bilhões este ano

O Banco Central (BC) espera um déficit maior nas contas externas este ano. A estimativa, divulgada hoje (24), para o saldo negativo das transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo, subiu de US$ 28 bilhões para US$ 30 bilhões. Esse valor vai corresponder a 1,45% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Nos dois primeiros meses deste ano, o déficit ficou em US$ 6,020 bilhões.

A maior parte do saldo negativo previsto para este ano está na conta de renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários), com déficit estimado em US$ 47,6 bilhões. A previsão anterior era US$ 44,1 bilhões.

A conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros) deve apresentar resultado negativo de US$ 36,7 bilhões, contra US$ 31,2 bilhões, previstos anteriormente.

Para a conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) a estimativa positiva permaneceu em US$ 3,3 bilhões.

A balança comercial (exportações e importações de produtos) deve contribuir para reduzir o déficit nas transações correntes. A estimativa para o ano é de superávit de US$ 51 bilhões. A previsão anterior era US$ 44 bilhões.

Carne Fraca

O aumento dos preços dos produtos brasileiros deve impulsionar as exportações, mesmo com a repercussão da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. Segundo o chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, a operação não afeta as projeções para as contas externas devido à representatividade das exportações de carnes em relação ao total exportado e à incerteza sobre os impactos das investigações.

Na última sexta-feira (17), a Polícia Federal denunciou frigoríficos envolvidos em esquema criminoso que “maquiava” carnes vencidas e as reembalava para conseguir vendê-las.

Segundo Rocha, as exportações de carne ficaram abaixo de R$ 12 bilhões no ano passado, sendo que o total projetado para as vendas externas de todos os produtos brasileiros é de R$ 200 bilhões em 2017. “Em termos qualitativos, essa operação não modifica as projeções do balanço de pagamentos”, disse.

Fernando Rocha acrescentou que ainda há incerteza quanto ao impacto da operação porque alguns países que anunciaram restrição às compras de carnes brasileiras mudaram de ideia, depois de terem acesso a mais informações do governo.

Ele destacou ainda que as exportações totais brasileiras estão sendo beneficiadas por aumento dos preços. As exportações de commodities (produtos primários com cotação internacional), com maior peso nas vendas externas do Brasil, estão com preços mais alto.

 

 

Investimento estrangeiro

Os dados do balanço de pagamentos também incluem os investimentos estrangeiros. De janeiro a fevereiro, o investimento direto no país (IDP), recursos que entram e vão para o setor produtivo da economia, chegou a US$ 16,834 bilhões. A previsão para o ano foi mantida em US$ 75 bilhões.

Também foi registrada a entrada de investimento em ações negociadas em bolsas de valores no Brasil e no exterior e em fundos de investimento no total de US$ 1,614 bilhão, nos dois meses do ano, com previsão para o ano de US$ 10 bilhões. No primeiro bimestre, houve saída de investimentos em títulos negociados de US$ 1,057 bilhão. A previsão para o ano é de saída de US$ 7 bilhões, contra a previsão anterior, também negativa, de US$ 10 bilhões.

*Fonte: Agência Brasil

EBC

BC quer reduzir custo do crédito no médio e longo prazo

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, disse ontem (7) que o governo quer reduzir o custo do crédito, no médio e longo prazo, de forma estrutural e sustentável. Goldfajn participou do Painel Projeto Spread Bancário, no BC em Brasília, para discutir sobre o atual custo do crédito no país.

“Estamos procurando a redução estrutural e sustentável do custo de crédito. Estrutural para serem medidas que de fato levam à queda do custo. E sustentável porque não queremos mais experimentos voluntaristas que levam à queda e depois, a gente sabe, volta”, disse.

Goldfajn afirmou que a redução do spread (diferença entre a taxa de captação de recursos pelos bancos e a cobrada dos clientes nos empréstimos) faz parte das reformas microeconômicas do governo para aumentar a eficiência e produtividade da economia. Ele acrescentou que há atualmente no BC um grupo de trabalho para debater o assunto e, assim que as medidas estiverem “minimamente maduras”, serão anunciadas.

O presidente do BC informou que o spread médio do período de 2011 a 2016 era composto por 53,5% de inadimplência, 23,8% de lucros, 5,1% de custos administrativos, 15,8% de impostos diretos e 1,8% de compulsórios e encargos fiscais.

Goldfajn enfatizou que quando a garantia do empréstimo é melhor, o spread fica menor. Ele citou como exemplo o crédito consignado, que tem spread menor, devido à garantia de que as parcelas dos empréstimos são pagas, já que são descontadas em folha de pagamento. Por isso, o presidente do BC defendeu que as medidas relacionadas ao spread têm que trazer mais segurança ao sistema.

Aumento da produtividade

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também presente ao evento, disse que o governo está envolvido em uma série de medidas para aumentar a produtividade e o crescimento potencial da economia do país, como as de ajuste fiscal, além de enfrentar questões que prejudicam o ambiente de negócios, como o custo do crédito.

Meirelles citou medidas anunciadas pelo governo no ano passado, como o aperfeiçoamento do cadastro positivo, com adesão automática dos consumidores, a duplicata eletrônica e o projeto de reforma da lei de falências e recuperação judicial.

“É um programa abrangente que avança em diversas áreas e que é apenas o início. Temos certeza que vamos de fato ter consequências positivas desse esforço”, disse.

*Fonte: Agência Brasil

Imagem EBC

Dólar fecha no menor valor em três meses após Banco Central dos EUA manter juros

Um dia depois de o Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, manter os juros da maior economia do planeta, o dólar voltou a cair e fechou no menor valor em três meses. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (2) vendido a R$ 3,122, com queda de R$ 0,028 (-0,89%). A moeda está na menor cotação desde 25 de outubro (R$ 3,107).

O dólar operou em queda durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 12h, chegou a ser vendido a R$ 3,11, antes de reduzir o ritmo de queda durante a tarde. A divisa acumula queda de 3,9% em 2017.

A cotação caiu mesmo com o Banco Central tendo reduzido a rolagem (renovação) dos contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Anteontem (31), o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, informou que não pretende renovar integralmente os contratos que vencem em fevereiro.

No mercado de ações, o dia foi de estabilidade. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou esta quinta-feira com queda de 0,4%, aos 64.578 pontos. As ações da Petrobras, as mais negociadas, caíram 1,36% (papéis ordinários, com direito a votação em assembleia de acionistas) e 0,87% (papéis preferenciais, com preferência na distribuição de dividendos).

Ontem (1º), o Federal Reserve manteve os juros básicos dos Estados Unidos entre 0,5% e 0,75% ao ano, adiando a expectativa de aumento das taxas após a posse do presidente Donald Trump. Na reunião de dezembro, o Fed tinha indicado que poderia elevar os juros até três vezes em 2017 dependendo da inflação e do aquecimento da economia norte-americana.

Taxas mais baixas nos países avançados estimulam a aplicação de recursos em países como o Brasil porque os investidores internacionais são atraídos pelos juros mais altos nos mercados emergentes. A entrada de capitais empurra para baixo a cotação do dólar.
* Fonte: Agência Brasil com informações da Ansa e da Prensa Latina

Imagem EBC

Meta de inflação pode chegar a 3% no longo prazo, diz presidente do BC

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse ontem (31), em São Paulo, que o país está no caminho para a queda da inflação e que, no longo prazo, a meta pode chegar a 3%, parecida com a de outros países emergentes.

“Isso a longo prazo. Ao longo dos anos, tomando decisões a cada junho, [poderemos] levar a inflação para uma meta de 3%. Por enquanto estamos buscando nossa meta atual, que é 4,5%”, disse a investidores em evento organizado por um banco, na capital palista.

Perguntado sobre o crédito de curto prazo, Goldfajn disse que no Brasil é preciso trabalhar com medidas que garantam mudanças sustentáveis. Segundo ele, as iniciativas que estão sendo anunciadas pelo governo têm foco no médio prazo e terão impacto duradouro.

De acordo com o presidente do BC, o Brasil está menos vulnerável a choques externos do que no passado. Em 2016, o déficit de transações correntes – saldo das trocas de mercadorias e serviços do Brasil com o resto do mundo – fechou em 1,35% do Produto Interno Bruto (PIB). “Nossas reservas ultrapassam 20% do PIB. Hoje a vulnerabilidade externa do Brasil é muito menor”, analisou.

Goldfajn disse ainda que a economia brasileira está em período de recuperação dos fundamentos econômicos depois de uma crise que levou o país a um tipo de choque de oferta, quando ao mesmo tempo houve recessão e aumento da inflação. “Nesse caso isso levou nossa inflação para quase 11% e nossa recessão para 8%. No Brasil levou a um crescimento das despesas públicas e de algunas despesas privadas e gerou endividamento excessivo.”

Goldfajn disse aos investidores que o Banco central apresentou recentemente a Agenda BC+, com medidas que abrangem quatro pilares para aumentar a cidadania financeira, aprimorar o arcabouço legal, aumentar a eficiência do sistema financeiro e reduzir o custo do crédito.

 

*Fonte: Agência Brasil

Imagem EBC

Banco Central reduz Selic para 13% ao ano e surpreende o mercado

Pela terceira vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu ontem (11) a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano. A decisão surpreendeu os analistas financeiros, que previam o corte de 0,5 ponto percentual.

Com a decisão de ontem, a Selic está no menor nível desde abril de 2015, quando estava em 12,75% ao ano. Mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história, de outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.

Em comunicado, o Copom informou que a demora na recuperação da economia contribuiu para a autoridade monetária acelerar o corte dos juros. “O conjunto dos indicadores sugere atividade econômica aquém do esperado. A evidência disponível sinaliza que a retomada da atividade econômica deve ser ainda mais demorada e gradual que a antecipada previamente”, destacou o texto.

O Copom ressaltou que as incertezas externas ainda não trouxeram efeitos sobre o Brasil e que o comportamento da inflação, que fechou 2016 abaixo das expectativas, favoreceu a redução maior da Selic.

“A inflação recente continuou mais favorável que o esperado. Há evidências de que o processo de desinflação mais difundida tenha atingido também componentes mais sensíveis à política monetária e ao ciclo econômico. A inflação acumulada no ano passado alcançou 6,3%, bem abaixo do esperado há poucos meses e dentro do intervalo de tolerância da meta para a inflação estabelecido para 2016”, acrescentou o Banco Central.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA fechou 2016 em 6,29%, o menor nível desde 2013 (5,91%).

Até o ano passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para 2017, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano.

Inflação

No Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerre 2017 em 4,4%. O mercado está um pouco menos pessimista. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, a inflação oficial fechará o ano em 4,81%.

Até agosto do ano passado, o impacto de preços administrados, como a elevação de tarifas públicas, e o de alimentos, como feijão e leite, contribuiu para a manutenção dos índices de preços em níveis altos. De lá para cá, no entanto, a inflação começou a desacelerar por causa da recessão econômica e da queda do dólar. Em dezembro, o IPCA ficou em 0,30%, a menor taxa para o mês desde 2004.

A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores impulsionam a produção e o consumo num cenário de baixa atividade econômica. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de apenas 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2016. No último Relatório de Inflação, o BC reduziu a estimativa de expansão da economia para 0,8% este ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

*Fonte: Agência Brasil

Agência Brasil

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Imagem EBC

Copom começa hoje a primeira reunião de 2017

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) começa hoje (10) a primeira reunião do ano para definir a Selic, a taxa básica de juros da economia, pelos próximos 45 dias. A reunião dura dois dias, e a decisão será anunciada amanhã (11).

A expectativa das instituições financeiras, segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do BC, é de uma redução de 0,5 ponto percentual na Selic. Caso se confirme, a taxa, atualmente em 13,75% ao ano, cairá para 13,25%.

Diante da recessão econômica e da melhora na inflação, o BC tem sinalizado que pode intensificar o corte da taxa básica. Nas duas últimas decisões, o comitê cortou a Selic em 0,25 ponto percentual. As instituições financeiras consultadas para o Focus preveem que, até o fim de 2017, a taxa básica cairá para 10,25% ao ano.

A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Fonte: Agência Brasil

Imagem: Agência Brasil

BC reduz projeção para crescimento da economia em 2017 para 0,8%

O Banco Central (BC) reduziu a projeção para o crescimento da economia no próximo ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos o país, passou de 1,3% para 0,8%.

A estimativa de queda para este ano foi revisada para 3,4%, ante 3,3%, previstos em setembro. As projeções constas do Relatório de Inflação do quarto trimestre, divulgado hoje (22)  pelo BC.

Segundo o relatório, a nova projeção para 2017 é “consistente com a probabilidade maior de que a retomada da atividade econômica seja mais demorada e gradual que a antecipada previamente”.

 

*Fonte: Agência Brasil