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Em dois meses, exportação estadual de industrializados soma US$ 454,5 milhões

A receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul alcançou, no período de janeiro e fevereiro deste ano, o montante de US$ 454,5 milhões, o que representa queda de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou US$ 486,1 milhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Quanto ao volume exportado, na comparação dos dois primeiros meses deste ano com janeiro e fevereiro do ano passado, a redução chega a 10%, diminuindo de 1.438.623 de toneladas para 1.299.659 de toneladas.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, somente em fevereiro, a receita com a exportação de produtos industriais alcançou US$ 193,1 milhões, queda nominal de 20% em relação ao mesmo mês de 2016, quando o valor foi de US$ 242,7 milhões. “Quanto ao volume exportado, na comparação mensal, houve redução de 17%, enquanto em relação à participação relativa, no mês de fevereiro, a indústria respondeu por 67% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul. Já no acumulado do ano, na mesma comparação, a participação ficou em 78%”, detalhou.

Desempenho

De janeiro a fevereiro, os principais destaques ficaram por conta da “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Açúcar e Etanol”, “Extrativo Mineral”, “Couros e Peles”, “Óleos Vegetais” e “Siderurgia e Metalurgia”, que, somados representaram 98,9% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior. No período, as exportações do grupo “Celulose e Papel” somaram US$ 164,3 milhões, apontando queda de 25% sobre igual período de 2016, quando as vendas atingiram US$ 219,3 milhões.

A redução observada se deu principalmente pela diminuição nas compras em importantes mercados para a celulose de Mato Grosso do Sul, com destaque para a China, que reduziu suas compras em 29%, França e Espanha. Outro fator importante foi a redução do preço médio da tonelada da celulose que passou de US$ 463,97 em 2016 para US$ 405,55 em 2017, sendo que, em relação ao volume, a retração nas compras desses países foi de 81,5 mil toneladas.

No “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação de janeiro a fevereiro de 2017 alcançou o equivalente a US$ 138,8 milhões, um aumento de 12% sobre igual período de 2016, quando o total ficou em US$ 123,4 milhões. “O aumento se deu principalmente por conta do aumento das compras realizadas por Hong Kong, Arábia Saudita, Irã, Japão, China e Israel que somados apresentaram aumento de US$ 24,5 milhões. Quanto ao volume, o aumento na compra desses países foi de 7,3 mil toneladas”, exemplificou Ezequiel Resende.

Outros grupos

No grupo “Açúcar e Etanol”, a receita de exportação de janeiro a fevereiro de 2017 alcançou o equivalente a US$ 87,4 milhões, aumento de 88% sobre igual período do ano passado quando a receita foi de US$ 46,5 milhões. Resultado influenciado principalmente pelo aumento das compras realizadas pela Malásia, Bangladesh e Iraque, que somados apresentaram incremento de US$ 41,1 milhões, e pela elevação do preço médio da tonelada do açúcar de cana, único produto do grupo com registro de vendas ao exterior no acumulado deste ano.

Já no grupo “Extrativo Mineral” a receita de exportação acumulada de janeiro a fevereiro de 2017 alcançou o US$ 32,4 milhões, indicando aumento de 113% sobre o mesmo período de 2016, quando as vendas foram de US$ 15,2 milhões. “Resultado fortemente influenciado pela alta de 328% no preço médio da tonelada do minério de manganês. Cabe ressaltar que a participação do minério de manganês, no período analisado, representou 58,6% da receita total do grupo, contra 41,4% do minério de ferro, tornando-se o principal produto nas exportações do grupo em 2017”, detalhou.

O grupo “Couros e Peles” alcançou com a receita de exportação de janeiro a fevereiro de 2017 o montante de US$ 13,1 milhões, indicando redução de 43% sobre igual período de 2016. Resultado influenciado principalmente pela diminuição das compras realizadas por importantes compradores como China, Itália, Vietnã e Holanda, que somados apresentaram redução de 3,0 mil toneladas, sendo que, quanto ao volume, foram vendidas 5 mil toneladas, redução de 42% em relação mesmo período de 2016, quando foram comercializadas 8,7 mil toneladas.

Demais grupos

Em relação ao grupo “Óleos Vegetais”, o período de janeiro a fevereiro de 2017 fechou com receita equivalente a US$ 5,4 milhões, indicando queda de 89% sobre o mesmo intervalo de 2016, quando as vendas foram de US$ 47,4 milhões. Resultado da redução do volume de vendas, com queda de 90% na comparação com o mesmo período, quanto aos compradores, os principais até o momento são Holanda com US$ 2,6 milhões ou 48,1%, Reino Unido com US$ 1,6 milhões ou 29,9% e Coreia do Sul com US$ 713,6 mil ou 13,1%.

Encerrando, o grupo “Siderurgia e Metalurgia” fechou o período de janeiro a fevereiro de 2017 com receita equivalente a US$ 4,2 milhões, indicando aumento de 123% na comparação com o mesmo período de 2016, quando as vendas foram de US$ 1,9 milhão. “O crescimento foi influenciado, principalmente, pela elevação das compras feitas pela Argentina e Bolívia, que somados, proporcionaram receita adicional de US$ 2,6 milhões. Quanto aos compradores, os principais são o Argentina com US$ 3,2 milhões ou 77,1%, Bolívia com US$ 792,8 mil ou 19 mil e Paraguai com US$ 103,6 mil ou 2,5%”, informou.

*Fonte: Fiems