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O índice atingiu 92,3 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos -Arquivo/Agência Brasil

Confiança da indústria varia 0,1 ponto em prévia de agosto

O Índice de Confiança da Indústria apresentou relativa estabilidade, ao variar apenas 0,1 ponto na prévia de agosto e atingiu 92,3 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice retornou ao nível de maio, depois da queda ocorrida em junho.

A confiança dos empresários da indústria no momento atual, medida pelo Índice da Situação Atual, teve queda de 0,4 ponto e chegou a 89,6 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede a opinião do empresariado em relação ao futuro, avançou 0,7 ponto.

O resultado preliminar de setembro indica queda de 0,1 ponto percentual no Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci), para 74%. Para a prévia de setembro de 2017 foram consultadas 783 empresas entre os dias 4 e 19 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima sexta-feira (29).

 

*Agência Brasil

Índice de Confiança da Indústria cresceu 1,4 ponto em agosto, totalizando 92,2 pontos. Arquivo - Agência Brasil

Confiança da Indústria avança 1,4 ponto em agosto, diz FGV

O Índice de Confiança da Indústria avançou 1,4 ponto em agosto, totalizando 92,2 pontos, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgado hoje (29) em São Paulo. Houve alta da confiança em 11 dos 19 segmentos industriais avaliados.

O Índice da Situação Atual subiu 1,6 ponto para 90,0 pontos, o maior valor desde maio de 2014. Contribuiu para o resultado a melhor percepção sobre o nível dos estoques. A parcela de empresas que avaliam os estoques como excessivos caiu de 12,1% em julho para 10,8% em agosto, o menor percentual desde fevereiro de 2014.

Aumentou também o percentual de empresas que consideram o nível de estoques insuficiente: de 3,3% para 3,6% entre julho e agosto. Na avaliação da FGV, após piora consecutiva por quatro meses, as empresas continuam com estoques industriais indesejados em agosto.

O Índice de Expectativas aumentou 1,0 ponto e foi para 94,4 pontos. Contribuíram as melhores perspectivas para a produção nos três meses seguintes. O levantamento registrou alta na proporção de empresas prevendo produção maior de 29,1% para 34,2%. Aquelas que estimam produção menor passaram de 17,7% para 20,2% do total. Com o resultado, o indicador de produção prevista avançou 2,9 pontos, para 96,3 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada recuou 0,6 ponto percentual em agosto para 74,1%, nível próximo ao de junho e inferior à média no ano, de 74,5%.

 

*Agência Brasil

Agência Brasil

Índice de Confiança Empresarial sobe 0,6 ponto em julho

O Índice de Confiança Empresarial (ICE), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 0,6 ponto entre junho e julho deste ano e alcançou 84,8 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Apesar da alta, o indicador não se recuperou da perda de 2 pontos registrada na passagem de maio para junho.

Os empresários estão mais confiantes no momento presente e isso é demonstrado pela alta de 0,7 ponto do Índice da Situação Atual, que chegou a 80,3 pontos. Já a avaliação sobre o futuro, medida pelo Índice de Expectativas, manteve-se estável em 91,7 pontos, o mesmo nível do mês anterior.

Entre os quatro setores empresariais pesquisados, houve altas na indústria (1,3 ponto), serviços (1 ponto) e construção (0,4 ponto). O comércio foi o único segmento que teve queda na confiança entre junho e julho: -2,3 pontos.

Segundo a FGV, foi relativamente pequena a perda de confiança decorrente da crise política iniciada com a divulgação das conversas entre o empresário Joesley Batista e o presidente da República, Michel Temer, em maio, e suas consequências nos últimos meses.

“As expectativas empresariais tornaram-se menos otimistas, comprovando a sensibilidade aos níveis de incerteza econômica, mas os indicadores que retratam o grau de satisfação das empresas com a situação corrente dos negócios mantiveram a tendência de alta gradual, em linha com a lenta retomada da economia em 2017”, diz nota da FGV.

 

*Agência Brasil

EBC

Índice de Confiança do empresário industrial cai em julho

 

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) registrou 50,6 pontos em julho. Na comparação com junho, o resultado representa uma queda de 1,3 ponto. Se for comparado a março, acumula uma queda de 3,6 pontos.

As empresas que registraram confiança foram as de grande porte, com 52,3 pontos. As demais ficaram abaixo dos 50 pontos, linha divisória que indica se estão ou não confiantes, em uma escala que varia de zero a 100. No caso das de médio porte, 49,6 pontos, e das de pequeno porte, 47,9 pontos. O resultado foi divulgado hoje (20), em Brasília, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O estudo indica a percepção dos empresários sobre as condições atuais e as expectativas para a economia e a empresa nos próximos seis meses. Segundo a CNI, como o resultado de julho (50,6 pontos) está praticamente em cima da linha divisória, não é possível afirmar nem que os empresários estão confiantes, nem que estão sem confiança para fazer investimentos.

Comparação

Na comparação com julho de 2016, o índice apresenta uma alta de 3,3 pontos, mas fica ainda abaixo da média história de 54 pontos. Segundo a CNI, a queda de julho foi puxada “tanto pelas condições atuais quanto pelas expectativas, ambas em relação à empresa e à economia”.

Além disso, acrescenta a entidade, o índice de condições atuais, que recuou para 44,2 pontos, indica que o empresário percebe piora do ambiente de negócios. “Já o índice de expectativas, embora tenha recuado de 54,9 pontos, em junho, para 53,8 pontos em julho, ainda revela perspectivas positivas”.

No entanto, acrescentou a CNI por meio de nota, a queda do índice “aponta menor grau do otimismo com relação ao futuro”.

A pesquisa foi feita com 2.880 empresas de todo o país entre os dias 3 e 12 deste mês, sendo 1.146 de pequeno porte; 1.095 de médio porte e 639 de grande porte.

Fonte: Agência Brasil

Índice de Confiança da Indústria teve queda de 2,8 pontos em junho, atingindo 89,5 pontos.       Agência Brasil

Pesquisa constata queda na confiança da indústria, diz FGV

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) apresentou queda de 2,8 pontos em junho, atingindo 89,5 pontos, o menor nível desde fevereiro (87,8 pontos), depois de ter sido registrada a maior marca desde 2014, em maio último (92,3%). Treze de um total de 19 segmentos industriais reduziram a confiança.

O indicador tem relação com a pesquisa Sondagem da Indústria de Transformação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) com a participação de 1.147 empresas em consultas, no período de 1 a 23 deste mês. As informações foram divulgadas hoje, em São Paulo, pela FGV.

A coordenadora da pesquisa, Tabi Thuler Santos, afirmou, em nota, que esse recuo se deve ao “aumento da incerteza após a deflagração da nova crise política, em maio”. Ela observou ainda que as consultas indicaram “a interrupção do processo de ajuste dos estoques industriais e a favorável contribuição do mercado externo para o desempenho do setor nos últimos meses”.

Índice de Expectativas

O estudo mostra ainda diminuição na confiança tanto em relação ao presente quanto no curto prazo. O Índice de Expectativas (IE) teve baixa de 3,6 pontos, atingindo 92,1 pontos e o Índice da Situação Atual (ISA) apresentou redução de 2 pontos ao alcançar 87 pontos.

A proporção de empresas que planeja ampliar o quadro de empregados caiu de 13,9% para 9,3% e o universo de empresas que pretendem cortar vagas aumentou de 16,1% para 20,9%. O ceticismo empresarial também pode ser notado pela avaliação sobre o nível de estoques. Na sondagem, 12,7% indicaram que o volume está excessivo ante 12,2% que tinham essa mesma visão, em maio último.

Também ocorreu baixa de 05, ponto percentual no Nível de Utilização da Capacidade Instalada, que passou para 74,2%, o menor desde dezembro do ano passado.

 

*Fonte: Agência Brasil

Imagem Agência Brasil

CNI: Confiança do empresário cai no mês de junho

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu para 51,9 pontos em junho, uma redução de 1,8 ponto na comparação com maio. O indicador cai pela primeira vez após quatro meses de estabilidade, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na análise da entidade, o país ainda enfrenta dificuldades para superar a crise. “Como ainda mantém-se acima da linha divisória de 50 pontos, o ICEI revela que os empresários permanecem confiantes, mas a confiança se reduziu entre maio e junho”, diz o estudo divulgado ontem (22).

Os indicadores da pesquisa variam em uma escala que vai de zero a 100 pontos. De acordo com o estudo, quando o índice fica acima de 50 pontos, os empresários estão confiantes. A CNI observa, no entanto, que o índice de junho é insuficiente para estimular o investimento industrial. Embora esteja 6,2 pontos acima do registrado em junho do ano passado, a confiança do empresário continua abaixo da média histórica de 54 pontos.

“Com a queda de junho, a confiança fica ainda mais distante do nível necessário para a recuperação da economia”, afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo, em nota divulgada pela entidade.

A confiança é maior nas grandes empresas, segmento em que o ICEI alcançou 54,1 pontos. Nas pequenas empresas, o indicador ficou em 48,8 pontos, abaixo da linha divisória dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo. A indústria extrativa foi o segmento que apresentou a maior queda em relação a maio, passou de 57,6 para 52,7.

O indicador de expectativas caiu de 57,4 pontos em maio para 54,9 pontos em junho, o que mostra a redução do otimismo dos empresários em relação à situação da economia brasileira e das empresas nos próximos seis meses. Já o indicador que revela a percepção dos industriais sobre a situação atual das empresas e da economia ficou estável, em 46 pontos, indicando, de acordo com o estudo, que o empresário ainda percebe piora do ambiente corrente de negócios.

A pesquisa foi feita entre 1º e 12 de junho, com 2.958 empresas. Dessas, 1.173 são pequenas, 1.112 são médias e 673 são de grande porte. O ICEI antecipa tendências de produção e de investimento.

 

*Fonte: Agência Brasil

Imagem EBC

Confiança de Serviços avança e aponta tendência de melhora gradual

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 0,5 ponto em maio em relação a abril e ficou em 84,7 pontos, em uma escala de zero a 200. Em comparação a maio do ano passado, a alta chegou a 13,9 pontos.

Os dados fazem parte da Sondagem do Setor Serviços divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas e revertem parcialmente a queda do indicador de 1,1 ponto no mês passado.

Os economistas da instituição ressaltam o fato de que avanço da confiança dos Serviços em maio de deu de forma concentrada setorialmente, uma vez que apenas 5 das 13 atividades pesquisadas acompanharam o movimento, mas não detalharam quais são as atividades.

Situação atual e expectativas

Houve melhora da percepção sobre a situação atual e piora das expectativas, assim como já havia ocorrido no mês anterior.

O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 1,3 ponto, para 77,9 pontos, mas o Índice de Expectativas (IE-S) recuou 0,4 ponto, para 91,7 pontos. Para o consultor da FGV Silvio Sales, “os indicadores de maio, apoiados sobretudo na percepção sobre o ambiente corrente de negócios do setor, confirmam a tendência de melhora gradual da confiança das empresas de serviços”.

Sales ressalta, ainda, que “a avaliação sobre a situação corrente reage há três meses consecutivos e sustenta, desta forma, o avanço da confiança em maio”.

No entanto, o consultor lembra “que os resultados deste mês não captam inteiramente os possíveis efeitos sobre o humor empresarial decorrentes do recrudescimento da incerteza no campo político”, em referência à delação premiada dos donos da empresa JBS, Joesley e Wesley Batista, envolvendo diversas autoridades, entre elas o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o presidente Michel Temer.

O levantamento da FGV apurou que a principal contribuição para a variação do indicador que mede o Índice de Situação Atual em maio foi dada pelo indicador de percepção sobre a Situação Atual dos Negócios, que subiu 2,7 pontos, para 79 pontos.

Já entre os indicadores integrantes do Índice de Expectativas, a maior influência veio do indicador de otimismo com a Tendência dos Negócios nos seis meses seguintes, que variou -0,6 ponto, para 93,6 pontos.

Ritmo de cortes de emprego

O indicador de perspectivas para o emprego no setor, que havia dado sinais de melhora ao final do primeiro trimestre, tem consolidado, segundo a pesquisa, os ganhos de confiança no segundo trimestre deste ano.

A diferença em pontos entre a proporção de empresas que pretendem aumentar o quadro de pessoal e a das que preveem reduzi-lo nos meses seguintes  ficou em -2,5 pontos na média trimestral. O resultado é o menos negativo desde fevereiro de 2015 (-1,2 ponto).

Para os economistas da FGV, esta aproximação nível neutro (zero) no saldo de respostas mostra que o ritmo de cortes de vagas no setor “vem perdendo fôlego”. Ainda assim, eles entendem que a desaceleração do indicador de Emprego Previsto na ponta, associada ao aumento de incertezas com os eventos políticos de maio, “apontam riscos para a retomada de contratações líquidas pelo setor nos próximos meses”.

 

*Fonte: Agência Brasil

Imagem Agência Brasil

Confiança do Comércio recua em maio depois de cinco altas consecutivas

 

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) recuou 0,5 ponto em maio, ao passar de 89,1 para 88,6 pontos. O resultado ocorre após cinco altas consecutivas, período em que o indicador acumulou crescimento de 11,1 pontos.

Os dados relativos à Sondagem do Comércio foram divulgados hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo os economistas da FGV, a queda de maio reflete resultados negativos em seis dos 13 segmentos pesquisados e foi determinada pela piora no Índice de Expectativas (IE-COM), que caiu 1 ponto no mês, para 94,8 pontos.

Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) ficou estável em 82,9 pontos. A maior contribuição para a queda do Índice de Expectativa no mês foi dada pelo quesito que mede o otimismo com a situação dos negócios nos seis meses à frente, que recuou 1,1 ponto em relação ao mês anterior, para 94,3 pontos.

Para o superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, Aloisio Campelo, mesmo com os avanços consecutivos expressivos do Índice de Confiança do Comércio antes da queda de maio, a acomodação da taxa ocorre “em um patamar ainda baixo em termos históricos”.

Ao comentar o resultado na publicação da FGV, Campelo destaca que é possível notar recentemente “uma melhora de humor nos segmentos relacionados às vendas a prazo, um possível reflexo da tendência de queda dos juros e liberação de recursos do FGTS”.

Ele lembra, porém, que a coleta de dados para a pesquisa de maio “já estava quase terminando quando começou uma crise política, no dia 17, com potencial para aumentar o grau de incerteza econômica e afetar o ritmo (já lento) de recuperação do setor”.

Índice de Situação Atual/Indicador de Desconforto

Apesar da estabilidade do ISA-COM em maio, a FGV lembra que o índice avançou pelo quarto mês consecutivo, quando consideradas as médias móveis trimestrais e que, paralelamente, outro indicador sinaliza melhora do ambiente de negócios no ano.

“É um indicador de ‘desconforto’, construído com dados da Sondagem do Comércio ao se agregar as proporções de empresas que apontam três fatores limitativos à melhoria dos negócios diretamente relacionados ao mau humor empresarial: demanda insuficiente, custo financeiro e acesso a crédito bancário”, dizem os economistas da FGV.

Para a fundação, a relação entre os dois indicadores é historicamente forte, com uma correlação (negativa) de -0,99: Apesar dessa relação histórica, o Indicador de Desconforto havia se estabilizado nos dois meses anteriores, sugerindo a possibilidade de que o ISA-COM estivesse avançando além do desempenho efetivo do setor.

“Mas o retorno desse indicador à tendência de queda mostra que, ao menos até a nova crise política que abateu o país a partir de 17 de maio, o ambiente de negócios no comércio começava a dar sinais de melhora em 2017”, diz o estudo.

A edição de maio de 2017 coletou informações de 1.118 empresas entre os dias 2 e 23 deste mês. A próxima divulgação da Sondagem do Comércio ocorrerá em 27 de junho.

*Fonte: Agência Brasil

EBC

Prévia do Índice de Confiança da Indústria indica aumento de 1,2 ponto

A prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 1,2 ponto em maio deste ano, comparativamente aos números do final de abril, na série livre de influências sazonais, indo a 92,4 pontos. Os dados fazem parte da Sondagem da Indústria de Transformação de maio divulgado hoje (22), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

Se as previsões forem confirmadas na versão definitiva do indicador pela FGV, este será o maior Índice de Confiança da Indústria desde os 97 pontos obtidos em abril de 2014 – portanto dos últimos três anos.

Segundo os economistas do Ibre/FGV, “a continuidade no avanço da confiança resultaria tanto de melhores avaliações sobre a situação atual quanto de melhores perspectivas para os meses seguintes”.

A prévia da sondagem de maio indica que, se confirmadas as previsões, o Índice da Situação Atual (ISA) subiria no fechamento da sondagem 1,3 ponto, indo a 89,6 pontos; enquanto o Índice de Expectativas (IE) subiria 0,8 ponto, para 95,2 pontos.

Após subir 0,3 ponto percentual em abril, o resultado prévio indica que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) teria recuado 0,2 ponto percentual em maio, para 74,5%.

Segundo a FGV, na prévia de maio foram consultadas 781 empresas entre os dias 2 e 17 deste do mês, com o resultado final da pesquisa será divulgado na próxima segunda-feira, dia 29.

 

*Fonte: Agência Brasil

A  confiança do comércio teve maior taxa

positiva  da  série  histórica  na  base  de

comparação anual. Arquivo/Agência Brasil

Confiança do comércio cresce 2,7%, com alta em todos os itens

O Índice de Confiança do Empresariado do Comércio (Icec) cresceu 2,7% de abril para maio deste ano, atingindo 103 pontos e consolidando-se na zona positiva, uma vez que, no resultado de abril, o indicador também já havia se situado acima de 100 pontos.

Os dados foram divulgados hoje (22) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O resultado de maio, série com ajuste sazonal, apresentou altas generalizadas em todos os itens pesquisados. Na base de comparação anual, a confiança dos comerciantes obteve a maior taxa positiva da série histórica do indicador, ao variar 30%.

Para a economista da confederação Izis Ferreira, o empresariado projetam um cenário mais favorável para o setor. “Os comerciantes começam a enxergar sinais de retomada lenta e gradual das vendas, em um cenário de desempenho mais favorável da atividade do comércio, que esperamos que se consolide na segunda metade de 2017”.

Condições atuais

A percepção dos comerciantes sobre as condições atuais chegou a 71,3 pontos, uma variação positiva de 7% em relação a abril, com ajuste sazonal. Na comparação anual, o aumento chega a 74,8%.

A percepção dos varejistas quanto às condições atuais da economia melhorou em maio 9,4%. Melhorou também em relação ao desempenho do comércio, com crescimento de 7,6%, e às condições e ao da própria empresa (+5%).

A proporção de comerciantes que avaliam as condições econômicas atuais como “piores também tem caído: para 71,2% dos varejistas, a economia piorou em maio – em abril, 71,7% tinham percebido piora e em maio do ano passado, 93,9%.

Para Izis Ferreira, o desempenho do subíndice da situação atual reflete a desaceleração no ritmo de contração na atividade do comércio. “Apesar da queda nas vendas do varejo acima do esperado em março, apontada pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] na última Pesquisa Mensal do Comércio, na comparação anual, as taxas negativas da evolução do volume de vendas vêm perdendo folêgo”, acrescentou Izis.

Perspectivas

O subíndice que mede as expectativas do empresariado, o único a se situar na zona positiva (acima dos 100 pontos do corte de indiferença), chegou a alcançar 149,2 pontos, uma alta de 1,8% em relação a abril, na série com ajuste sazonal. Na comparação anual, o crescimento é de 22%.

Para 81,4% dos entrevistados pela pesquisa da CNC, há uma expectativa de que o desempenho da economia continue melhorando para o setor nos próximos seis meses.

Em consequência, o subíndice que mede as condições de investimento do comércio registrou aumento de 2,3% na passagem com ajuste sazonal, alcançando 88,5 pontos. Na passagem de abril para maio, aumentaram em 3,2% as intenções de investimento nas empresas; de 2,7% na contratação de funcionários; e de 1% na de formação de estoques.

“A conjuntura gradualmente mais favorável aos investimentos e os indícios de retomada das vendas no varejo estimulam a confiança dos comerciantes”, destaca a CNC. Para a entidade, “apesar de ainda persistirem algumas incertezas, as vendas do comércio em 2017 devem experimentar melhora, com aumento de 1,5%”.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) detecta as tendências do setor do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6 mil empresas situadas em todas as capitais do país, e os índices, apurados mensalmente, apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.

 

*Fonte: Agência Brasil