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Representando a força do trabalho da mulher representante comercial sul-matogrossense, Izabel Flores recebeu a homenagem das mãos do presidente Alcides. |
Este dia 28 de setembro de 2007, por certo ficará gravado em nossa memória por algo que fizemos e dedicamos a nossa vida. Nossa esperança é a nossa profissão, que até pouco tempo era tida como trabalho para homens, conhecida também como caixeiro-viajante.
O Conselho dos Representantes Comerciais e o SINRECOMS, em solenidade realizada no dia
28 de setembro de 2007, às 20 horas, no Teatro Prosa (Sesc Horto), em Campo Grande, homenagearam Marcelina Izabel Flores Martins Escobar, ela que representou na oportunidade a força e determinação da mulher representante comercial sul-mato-grossense. O evento fez parte da programação festiva alusiva ao Dia Pan-americano dos Representantes Comerciais.
Depois de receber a placa de homenagem das mãos do presidente do CORE/MS e do SINRECOMS, José Alcides dos Santos, Izabel Flores, sob forte emoção, agradeceu ao conselho e ao sindicato pela indicação de seu nome para tão honrosa homenagem. A seguir divulgamos a íntegra do pronunciamento feito pela representante:
“Estou aqui para representar as mulheres guerreiras desta profissão. Agradeço ao presidente do SINRECOMS e do CORE/MS, bem como aos demais conselheiros, aos lojistas, porque sem eles esta profissão seria inócua; às indústrias por quem tanto batalhamos; agradeço tão honrosa e auspiciosa comenda que me foi distinguida.
Estamos hoje numa profissão que exige cada vez mais qualificação, aperfeiçoamento, responsabilidade e competitividade, principalmente num mundo globalizado em que a aproximação das pessoas e a realização dos negócios exigem segurança e confiabilidade.
Para concluir, num profundo sinal de absoluto respeito, agradecemos em primeiro lugar a Deus, posteriormente ao CORE/MS pela indicação do meu nome para esta belíssima homenagem, a qual dedico às minhas três filhas [visivelmente emocionada, neste momento Izabel fez uma pausa para se recuperar] e a todas as mulheres da profissão, não somente as que estão à frente das representadas, mas àquelas que estão ao lado dos seus companheiros, dando sempre o apoio necessário, aguentando as viagens, semanas fora de casa.
Peço a Deus que proteja todos os representantes para que mantenham sempre a bandeira da classe hasteada e unida, com o mesmo vigor e a dedicação de quando pegamos nossa primeira representada.
Se todos os profissionais tivessem a garra e a coragem que têm os representantes comerciais, teríamos certamente um país melhor”.
História de vida
Com dez anos atuando na profissão, Izabel hoje tem o privilégio de não absorver novas representadas por falta de tempo. Antes de ingressar na representação, ela trabalhou por 15 anos como corretora de imóveis. Diante de um mercado estagnado, resolveu apostar no setor da representação, buscando sua primeira representada de forma arrojada.
No início de sua carreira, Izabel chegou a pensar em desistir de trabalhar na área de representação comercial. Motivo? O preconceito contra a mulher. Apesar de nunca ninguém ter questionado o seu potencial, pairava no ar uma falta de credibilidade no seu trabalho pelo fato de ser mulher. Porém, aos poucos, buscando a cada dia aprimorar-se na profissão, a representante conquistou a confiança de todos àqueles que lhe deram uma primeira chance.
Filha de representante comercial, Izabel se criou dentro de um ônibus, viajando por todo o Brasil. Desde pequena, disse emocionada, “aprendi a ter garra com a minha mãe”.
Mas para alcançar o sucesso profissional, adverte a representante, a mulher precisa ter muito mais do que simpatia.
Entre as conquistas de Izabel, uma chama a atenção: em MS, ela foi a única mulher do ramo de material de construção civil a ter concluído curso superior na área da representação comercial.
Para ela, a faculdade e os cursos que faz constantemente, possibilita-lhe a ser uma profissional com diferencial.
Izabel lamenta o reduzido número de mulheres que atuam, principalmente no seu segmento. “Que a mulher possa acreditar mais em si mesma, porque o mundo está aí com os caminhos abertos para nós. Temos várias alternativas. É só acreditar”, disse com otimismo, acrescentando ainda que “o crescimento profissional não tem limite; você é quem faz o seu limite”.
* Matéria publicada na edição nº 14 do Informativo do CORE/MS, veiculada em outubro de 2007.
Assessoria de Imprensa do CORE/MS